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•  Introdução de novo agrupador All Pa-  este processo de contratualização opera-  O  documento  de  2017  introduziu  pela
            tient Refined (APR) no internamento;  cionalizam as orientações da política de   primeira vez a contratualização nas
          •  Adequação de alguns indicadores as-  Saúde e consideram medidas transver-  unidades de internamento da Rede Na-
            sociados à atribuição de incentivos   sais às seguintes entidades do Ministério   cional de Cuidados Continuados Inte-
            institucionais;                da Saúde:                         grados (RNCCI) e outras melhorias, no-
          •  Duplicação do montante destinado ao   •  Administração Central do Sistema de   meadamente:
            Programa de Promoção de Investiga-  Saúde (ACSS);                •  O desenvolvimento de novas modali-
            ção e Desenvolvimento;         •  Direção-Geral da Saúde (DGS);     dades de pagamento e contratação de
          •  Pagamento da atividade exclusiva-  •  INFARMED – Autoridade Nacional do   atividade hospitalar, que reforçam:
            mente considerada nas carteiras de   Medicamento e Produtos de Saúde, I.P.;  •  Prestação de cuidados com quali-
            serviços previstas para a instituição   •  SPMS  –  Serviços  Partilhados  do  Mi-  dade,  eficiência  e  em  tempo  ade-
            (ACSS, 2014).                     nistério da Saúde, EPE;             quado;
                                           •  Administrações regionais de saúde,   •  Desenvolvimento de programas de
          3.2. Modelo de contrato-programa    I.P. (ARS) (Norte, Centro, Lisboa e Vale   saúde ;
                                                                                      5
          2016                                do Tejo, Alentejo e Algarve);     •  Valorização das melhorias organi-
          A contratualização para o ano 2016, por   •  Coordenações Nacionais da Reforma   zacionais (criação dos Centros de
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          motivos de calendário , vigorou em mode-  do SNS para a área dos Cuidados de   Referência, dos Centros de Res-
          los semelhantes ao do triénio 2013-2015,   Saúde Primários (CNCSP), dos Cuida-  ponsabilidade Integrada, das res-
          com algumas melhorias, nomeadamente:    dos Hospitalares (CNCH) e dos Cuida-  postas de Cuidados Paliativos ou
          •  A criação do Portal do SNS (www.sns.  dos Continuados Integrados (CNCCI);  de TeleSaúde);
            gov.pt), que disponibiliza informação   •  Comissão Nacional de Cuidados Palia-  •  Mecanismos de incentivo ao de-
            em nome da transparência;         tivos (CNCP);                       sempenho das instituições hospi-
          •  O  reforço  dos  mecanismos  de  efi-  •  Comissão Nacional para os Centros de   talares, baseados no  benchmar-
            ciência ;                         Referência (CRe);                   king e na partilha das boas práticas
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          •  A melhoria do acesso aos cuidados de   •  Programa Nacional de Educação para   assistenciais e de eficiência que es-
            saúde através do Livre Acesso e Circu-  a Saúde, Literacia e Autocuidados   tão implementadas no SNS;
            lação, gerando uma competição inter-  (ACSS, 2016a).             •  A definição dos objetivos específicos a
            na entre unidades de saúde e assegu-  A abordagem ao processo de contratuali-  alcançar em unidades locais de saúde;
            rando o cumprimento dos tempos má-  zação valoriza as especificidades da pres-  •  A criação de um inovador Programa
            ximos de resposta garantida (TMRG);  tação de cuidados de saúde e organiza-se   de Incentivo à Integração de Cuida-
          •  A criação dos Centros de Referência   nas seguintes áreas de análise:   dos e à Valorização dos Percursos dos
            (CRe) do SNS que se revestem de uma   •  Desempenho dos prestadores;  utentes no SNS  (ACSS, 2016a).
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            elevada importância, tanto a nível   •  Serviços disponibilizados aos utentes;  No seguimento da linha de contratuali-
            nacional como europeu, tendo em   •  Qualidade dos cuidados prestados;   zação do ano 2017, o processo de con-
            vista a prestação de cuidados de saú-  •  Formação dos profissionais;  tratualização para 2018 veio introduzir
            de de qualidade e o prestígio do sis-  •  Práticas de investigação implemen-  melhorias nas várias modalidades de
            tema de saúde português no contexto   tadas.                     prestação de cuidados, destacando-se:
            da União Europeia (ACSS, 2015).

          3.3. Modelo de contrato-programa   FIGURA 4 | Evolução da alocação de recursos financeiros às ARS para
          2017-2019                        contratualização com hospitais, centros hospitalares e unidades locais de saúde
          O contrato-programa do triénio 2017-
                                               4 700
          2019 tem como objetivo contribuir para
          o reforço do diagnóstico das necessida-  Milhões  4 600                                      4 569
          des em saúde da população e promover   4 500
                                               4 400
          boas-práticas assistenciais e organiza-      4 278                 4 300            4 429
                                               4 300
          cionais, assegurando elevados níveis de                                    4 331
                                               4 200
          acesso,  qualidade  e  eficiência  no  SNS             4 183
                                               4 100
          através da valorização dos profissionais                       4 037
                                               4 000
          e da articulação entre as várias unidades
                                               3 900
          de saúde do SNS, sem nunca perder de
                                               3 800
          vista o foco cidadão no centro do siste-
                                               3 700
          ma e incentivando a governação clínica
                                                       2012   2013    2014   2015    2016    2017   2018
          e de saúde (ACSS, 2016a).
          Os termos de referência que suportam   Fonte: ACSS (2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017)
                                                                  REVISTA PORTUGUESA DE GESTÃO & SAÚDE • N.º 24  37
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