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relação mais estreita em termos físicos,
                                                  FIGURA 1 | Desperdício teórico em cuidados de saúde nos EUA, previsão
              organizacionais ou com fácil acesso ele-
              trónico  com  unidades  cientificamente
                                                   $ 12 000
              mais sofisticadas. A necessidade de uma
              medicina individualizada baseada em
              evidências  clínicas  e  com  melhor  rela-  $ 10 000
              ção custo-benefício, tornará o profissio-
              nal de saúde ou o médico, um elemen-  $ 8 000
              to fundamental no processamento da
              informação necessária para a resolução
                                                   $ 6 000
              dos problemas específicos de cada doen-
              te ou melhoria dos seus índices globais
              de saúde. São exemplos relevantes nes-  $ 4 000
              te âmbito a necessidade de redução da
              prevalência de diabetes e de acidentes   $ 2 000
              vasculares cerebrais e a necessidade de
              melhoria dos anos de vida saudável após
                                                   0
              os 65 anos (3), justificando um trabalho
                                                      2010  2011  2012  2013  2014  2015  2016  2017  2018  2019
              de informação e de educação das po-
              pulações mediante políticas de saúde
                                                     Tratamento em excesso               Custos administrativos excessivos
              pública ou de abordagem individualiza-  Deficiências na coordenação de cuidados de saúde  Preços excessivos de cuidados de saúde
              da centrada no paciente. De novo, será   Deficiências na prestação de cuidados de saúde  Fraudes e más práticas
              determinante reduzir as redundâncias de
              carácter organizacional e administrativo
              (Figura 1) (2,6), ainda visíveis nas nossas
              estruturas de saúde e que levam a tra-  Naturalmente, a medicina privada tem   às limitações orçamentais recorrentes,
              tamentos paternalistas e pejorativos da   tirado proveito do adiamento de resolu-  aos tremendos desafios que se visionam
              globalidade dos profissionais de saúde.   ção de problemas resultantes das defi-  na sociedade portuguesa e europeia e à
              Os considerandos apresentados acabam   ciências  administrativas  verificadas  no   falta  de  alteração  estrutural  dos  servi-
              por determinar também a necessidade   planeamento e organização do modelo   ços públicos, será de prever uma maior
              de uma alternativa de oferta mais di-  de saúde nacional e também poderá ter   participação de entidades privadas ou
              versificada  e  concorrencial  que  poderá   um papel importante na descentraliza-  público-privadas no desenvolvimento
              contribuir para a obtenção de metas   ção dos cuidados ou na implementação   de serviços de saúde mais focalizados
              de qualidade mais elevadas com custos   de serviços de saúde menos dependen-  nas necessidades e especificidades dos
              económicos ou sociais mais reduzidos.   tes do Ministério da Saúde.  pacientes e na individualização dos cui-
              O passado veio demonstrar que a cen-  Do conjunto dos considerandos apre-  dados prestados. Admite-se que uma
              tralização de serviços e do poder deci-  sentados será de prever que o principal   melhoria da governação pública, uma
              sório não foi acompanhada de melhor   prestador de saúde em Portugal, o Mi-  maior participação dos cidadãos e dos
              acessibilidade,  eficácia  ou  qualidade   nistério da Saúde, venha a implementar   grupos profissionais ligados à saúde nos
              dos serviços disponibilizados e tem   um projeto de alteração gradual apoia-  objetivos a atingir, associadas a uma
              criado  um  clima  de  conflituosidade   do em mudanças de políticas e/ou em   descentralização dos cuidados e maior
              permanente entre vários intervenien-  mudanças de ciclo de governo e numa   colaboração de entidades não públicas,
              tes, impedindo o atingimento mais   lógica de manter o controlo ou a função   possam melhorar a qualidade dos servi-
              rápido de objetivos importantes para   de supervisor na organização dos siste-  ços e a esperança e a qualidade de vida
              a  melhoria  da  saúde  das  populações.   mas de saúde em Portugal. Atendendo   em Portugal.



              REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

              1. “Um Futuro para a Saúde, todos temos um papel a desempenhar”, 2015,  Nigel Crisp, Ed. Fundação Gulbenkian.
              2. Sakellarides C, Reis V, Escoval A, Conceição C, Barbosa P,“ O Futuro do Sistema de Saúde Português”, Saúde 2015 (Escola Nacional de Saúde Pública), Universidade Nova de Lisboa.
              3. Crisp Nigel. O Futuro do Sistema de Saúde Português, Acta Médica Portuguesa, 2015 28: 277-280.
              4. Campos, AC, Público, 24-11-14.
              5. Campos AC, Santos RB, Público, 8-2-15.
              6. Fernandes, AC, Público, 1-10-16.
              7. Viana C, Público, 5-10-16.
              8. SAÚDE: que rupturas? Relatório de Primavera de 2003. Escola Nacional de Saúde Pública.
              9. Mendes JT, Público, 24-9-16.


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