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empresarialização com a transição para
o estatuto E.P.E., melhorou o desempe-
FIGURA 1 | Variação média da eficiência nos hospitais
nho relativo dos hospitais públicos em
termos de eficiência relativamente aos
0,95
resultados observados pelos hospitais
quando estavam integrados no Setor Pú- 0,90 0,91
blico Administrativo.
O desenvolvimento deste e de outros 0,85
estudos não pretende ser taxativo. Pelo
contrário têm a pretensão de apoiar a 0,80 0,79 0,79 0,82
reflexão sobre um novo modelo de ges-
0,75
tão hospitalar, que deverá compreender
a enorme complexidade do sistema no 0,74
0,70 0,72
qual os hospitais se integram e os vários
fatores que tornam mais difícil a apli-
0,65 0,68 0,68
cação de medidas de reforma estrutural
da rede hospitalar, sem colocar em risco 0,60
o acesso, a eficiência e a qualidade dos 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013
cuidados de saúde prestados a todos os
cidadãos que deles necessitam.
5. LIMITAÇÕES | NOTAS AO ESTUDO
Nos resultados obtidos, deve-se ter em a médio/longo prazo. Por outro lado, NOTAS:
1. Ao longo dos anos do estudo foram várias as
atenção que a leitura da eficiência em não significa necessariamente que os
unidades hospitalares sujeitas a processos de
cada ano faz-se pelo estabelecimen- hospitais tenham melhorado significa- fusão/concentração, constituindo Centros Hospitalares
e Unidades Locais de Saúde. Este aspeto foi tido
to de uma fronteira entre as unidades tivamente os seus níveis de eficiência, em conta no modelo construído para a realização
hospitalares. O facto de se registar um significa sim que se aproximaram do do estudo.
2. Em termos teóricos, por inputs entendem-se os
crescimento dos scores médios de efi- hospital mais eficiente (hospital de refe- recursos (fatores de produção) consumidos/gastos por
ciência, por um lado pode traduzir os rência, cujo score é =1) e que estão num uma unidade produtiva (DMU) para obtenção de um
determinado conjunto de bens/serviços, resultantes da
efeitos positivos, das medidas tomadas, bom caminho. atividade/processo produtivo (outputs) (Rego, 2011).
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REVISTA PORTUGUESA DE GESTÃO & SAÚDE • N.º 20 31

