Page 27 - RPGS n.º 20
P. 27

experiência  de  integração  tem  as  suas   internamento hospitalar é desejável es-  distrito, considerando os fluxos de doen-
           particularidades, não existindo interna-  tender o estudo à totalidade das unidades   tes de fora e para fora, de forma a se ob-
           cionalmente um consenso sobre os ver-  existentes em Portugal Continental, cara-  terem resultados isentos de viés.
           dadeiros benefícios da integração verti-  terizando o seu impacto a nível temporal.   Apurar o custo por doente a todos os ní-
           cal de cuidados.                  Importa ainda aprofundar os fatores que   veis de prestação, em contexto de inte-
           É certo que a criação das ULS parece ter   influenciam os custos de internamento.   gração vertical de cuidados, é uma mais
           influência  na  redução  e  contenção  de   Se por um lado os indicadores sociode-  valia. Uma vez que permite uma melhor
           custos de internamento. Quando com-  mográficos e económicos podem ter es-  gestão financeira centrada no utente e a
           parados os custos médios estimados dos   pecial impacto, também é verdade que   tomada de decisão com menor risco, pois
           dois modelos organizacionais em análi-  a demora média e a produção realizada   os resultados refletem o consumo de re-
           se, os hospitais integrados são os que, de   constituem fatores de análise. A referir   cursos ao longo do processo de produção
           uma forma geral, apresentam custos in-  que a comparação deverá ser efetuada   (Costa et al., 2008b).
           feriores. Contudo, a diferença de custos   numa ótica de custo efetividade e quali-
           médios estimados nos anos em análise   dade dos cuidados prestados.
           não possui uma tendência definida sen-  De  acordo  com  o  movimento  de  fluxo
                                                                               NOTAS:
           do em 2009 quase incipiente.      de doentes entre instituições, sugere-se   1 - Perturbações circulatórias com enfarte agudo do
                                                                               miocárdio, sem complicações major, alta vivo.
           Para  aferir  com  maior  evidência  o   que sejam aferidos os custos médios es-
                                                                               2 - Doença pulmonar obstrutiva crónica.
           real impacto das  ULS nos custos do   timados de internamento hospitalar por   3 - Diabetes, idade superior a 35 anos.




           REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
           ANDRADE, M.; LISBOA, M. – Sistema privado de seguro-saúde: lições do caso americano. Revista Brasileira de Economia. 54: 1 (2000) 5-36.
           ARMITAGE, G. et al. – Health systems integration: state of evidence. International Journal of Integration Care. 9 (2009) 1-11.
           BYRNE, M.; ASHTON, C. – Incentives for vertical integration in healthcare: the effect of reimbursement systems. Journal of Healthcare Management. 44: 1 (1999) 34-46.
           CARLSON, G. – What is a Health Maintenance Organization? [Em linha]. Columbia: University of Missouri Extension, 2009. [Consult. Dezembro 2014] Disponível em: http://missourifamilies.org/
           infosheets/health/whatishmo.pdf.
           CONTANDRIPOULOS, A. P. et al. – The integration of health care: dimensions and implementation [Em linha]. Montréal: Université de Montréal, 2003. [Consult. Dezembro 2014]. Disponível em:
           http://www.irspum.umontreal.ca/rapportpdf/N04-01.pdf.
           DECRETO-LEI nº 11/93. D.R. Série I-A. 12 (1993-01-15) 129-134 – Aprova o Estatuto do Serviço Nacional de Saúde.
           DECRETO-LEI nº 50-B/2007. D.R. Série I-A. 42. (28/2/2007) 1414-(29)-1414-(37) –Cria a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejo, E. P. E., e aprova os respectivos Estatutos.
           DECRETO-LEI nº 183/2008. D.R. Série I-A. 171. (04/09/2008) 6225-6233 – Cria a Unidade Local de Saúde do Alto Minho, E. P. E., a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, E. P. E., e a Unidade
           Local de Saúde da Guarda, E. P. E., e aprova os respectivos estatutos.
           DECRETO-LEI nº 318/2009. D.R. Série I-A.  212. (02/11/2009) 8310-8317 – Cria a Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, E. P. E., e aprova os respectivos estatutos.
           DECRETO-LEI nº 67/2011. D.R. Série I-A. 107. (02/06/2011) 3032-3041 – Extingue o Centro Hospitalar do Nordeste, E. P. E., e o Agrupamento dos Centros de Saúde do Alto Trás-os-Montes I -
           Nordeste, cria a Unidade Local de Saúde do Nordeste, E. P. E., e aprova os respectivos estatutos.
           DECRETO-LEI nº 238/2012. D.R. Série I-A. 211. (31/10/2012) 6288-6297 – Procede à criação, com a natureza de entidade pública empresarial, da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, E.
           P. E., por integração do Hospital do Litoral Alentejano e do Agrupamento de Centros de Saúde do Alentejo Litoral.
           DEVERS, K.; BERESON, R. –  Can accountable care organizationsimprove the value of health care by solving the cost and quality quandaries? [Em linha]. Washington, DC:  Urban Institute, 2009.
           [Consult. Fevereiro 2015]. Disponível em:  http://www.urban.org/sites/default/files/alfresco/publication-pdfs/411975-Can-Accountable-Care-Organizations-Improve-the-Value-of-Health-Care-by-
           Solving-the-Cost-and-Quality-Quandaries-.PDF.
           ESCOVAL, A. et al. – Gestão integrada da doença: uma abordagem experimental de gestão em saúde. Revista Portuguesa de Saúde Pública. Temático: 9 (2010) 105-116.
           FISHER, E. et al. – Fostering accountable halth care: moving forward in medicare. Health Affairs. 28: 2 (2009) 219-231.
           GRÖNER, O.; GARCIA-BARBERO, M. – Integrated care: a position paper of the WHO Europeam office for integrated health care services. International Journal of Integrated Care.  1 (2001) 1-10.
           IBRAHIM, M. et al. –  Population-based health prniciples in medical and public health practice. Journal of Public Management Practice. 7: 3 (2001) 75-81.
           KHOURY, M. et al. – A population approach to precision medicine. American Journal of Preventive Medicine. 42: 6 (2012) 639-645.
           LLOYD, J.; WAINT, S – Integrated care: a guide for polciymakers. [Em linha]. London: Alliance for Health and Future, 2006. [Consult. Dezembro 2014]. Disponível em: http://www.ilcuk.org.
           uk/images/uploads/publication-pdfs/pdf_pdf_7.pdf.
           LOPES, H. et al. – Relatório do Grupo de Trabalho criado para a definição de proposta de metodologia de integração dos níveis de cuidados de saúde para Portugal Continental. [Em linha]. Lisboa:
           Ministério da Saúde, 2014. [Consult. Dezembro 2014]. Disponível em: http://www.portaldasaude.pt/NR/rdonlyres/9E8DC6EA-34D1-4E18-A4BA-BCE312693BF4/0/Integracao_Cuidados_Saude_
           Relatorio.pdf.
           MCCLELLAN, M. et al. – A national strategy to put accountable care into practice. Health Affairs. 29: 5 (2010) 982-990.
           MICHAELS, F. H.; McCABE, S. – Managing chronic conditions for elderly adults: the VNS Choice Model. Health Care Financing Review. 27: 1 (2005) 33 – 45.
           NOLTE, E.; McKEE, M. – Caring for people with chronic conditions: a health system perspective. [Em linha]. Brussels: The European Observatory on Health Systems and Policies, 2008. [Consult.
           Dezembro 2014]. Disponível em: http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0006/96468/E91878.pdf.
           PORTUGAL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. ERS -  Estudo sobre a organização e desempenho das unidades locais de saúde: relatório preliminar. [Em linha]. Porto: Entidade Reguladora da Saúde, 2011.
           [Consult. Novembro 2014]. Disponível em: https://www.ers.pt/uploads/writer_file/document/39/ULS_11.pdf.
           OKIN, R. et al. – The effects of clinical case management on hospital service use among ED frequent users. American Journal of Emergency Medicine. 18: 5 (2000) 603-608.
           SANTANA, R.; COSTA, C. - A integração vertical de cuidados de saúde: aspectos conceptuais e organizacionais. Revista Portuguesa de Saúde Pública. Temático: 7 (2008) 29-56.
           SHAW, S.; ROSEN, R.; RUMBOLD, B. – What is integrated care?: an overview of integrated care in NHS. [Em linha]. London: Nuffield Trust, 2011. [Consult. Dezembro 2014]. Disponível em: http://
           www.nuffieldtrust.org.uk/sites/files/nuffield/publication/what_is_integrated_care_research_report_june11_0.pdf.
           SHORTELL, S.M.; GILLIES, R.R.; ANDRESON, D.A. – The new world of managed care: creating organized delivery systems. Health Affairs. 13: 5 (1994) 46-64.
           SHORTELL, S. et al. – Integrating health care delivery. Healthcare Forum Journal. 43: 6 (2000) 35-39.
           SOBCZAK, A. – Opportunities for and constraints to integration of health services in Poland. International Journal of Integrated Care. 2: 1 (2002) 1-10.
           SUTER, E.; HYMAN, M.; OELKE, N. – Measuring key integration outcomes: a case study of a large urban health center. Health Care Management Review. 32: 3 (2007) 226-235.
           U.S. DEPARTMENT OF HEALTH & HUMAN SERVICES. Medicare choices: overview. [Em linha]. Baltimore, MD:  U.S. Department of Health & Human Services, 2015a. [Consult. Fevereiro 2015].
           Disponível em: http://www.medicare.gov/sign-up-change-plans/decide-how-to-get-medicare/your-medicare-coverage-choices.html.
           U.S. DEPARTMENT OF HEALTH & HUMAN SERVICES – Your Medicare benefits [Em linha]. Baltimore, MD: Centers for Medicare & Medicaid Services, 2015b. [Consult. Fevereiro 2015]. Disponível
           em: http://www.medicare.gov/Pubs/pdf/10116.pdf.
           WALLACE, P. – U.S. health care : update post the Obama inauguration. In: DISCUSSÃO ESTRATÉGICA: Gestão Integrada da Doença, Lisboa, 25 e 26 de Junho de 2009. Lisboa: ACSS Administração
           Central do Sistema de Saúde. Direcção Geral de Saúde. Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, 2009a.
           WORLD HEALTH ORGANIZATION – Integrated health services: what and why? [Em linha]. Geneva: WHO, 2008. [Consult. Dezembro 2014]. Disponível em: http://www.who.int/healthsystems/
           service_delivery_techbrief1.pdf.


                                                                  REVISTA PORTUGUESA DE GESTÃO & SAÚDE • N.º 20  27
   22   23   24   25   26   27   28   29   30   31   32