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apresentam custos estimados inferiores
                GRÁFICO 5 | Evolução do custo médio estimado de internamento      quando comparados com os hospitais
                                nos hospitais ULS e não ULS                       não integrados. Todavia, quando estu-
                3500                                                              dada a diferença das diferenças no que
                                                                                  respeita aos custos verifica-se que não
                3000                    NÃO ULS                                   existe uma tendência definida, chegan-
                                                                                  do mesmo no último ano em análise a
                2500                                                              existir uma diferença bastante ténue.
                                                      ULS                         As conclusões dos estudos de Konetzka
                2000                                                              et al. (2008) e Shen et al. (2010) são se-
                                                                                  melhantes, salientando por um lado o
                1500                                                              impacto positivo em termos de custos,
                                                                                  mas referindo que a longo prazo a varia-
                1000                                                              ção torna-se menor e que a grande van-
                                                                                  tagem está na contenção da despesa e
                500                                                               nem tanto na sua redução.
                                                                                  Dugan (2014) explica a vantagem com-
                                                    DIFERENÇA DE MÉDIAS
                0
                                                                                  petitiva das organizações verticalmente
                        2004       2006        2007        2008        2009       integradas a longo prazo pela primazia
                                                                                  de tratamento em ambulatório, o que
                                                                                  consequentemente  reflete  a  contenção
                                                                                  da despesa.
              a representatividade das ULS face aos                               Estas comparações não permitem, no
              hospitais não integrados verticalmente                              entanto, tirar conclusões devido à dife-
              situava-se nos 2,4% e no último ano em                              rença de realidades.
              estudo nos 10,1%.                   A análise mostrou               Sabe-se que a integração vertical de
              A escolha dos GDH, de acordo com os                                 cuidados tem sido considerada por
                                                  que os hospitais
              programas de saúde prioritários da Dire-                            muitos como um modelo organizacio-
              ção-Geral da Saúde, para efeitos de com-  integrados em             nal fulcral para fazer face às pressões
              paração dos dois modelos organizacio-  unidades locais de           demográficas  e  económicas  atuais.
              nais, pode ser limitativa e não garantir                            Apesar de não existir consenso no que
                                                  saúde apresentam
              a especificidade e sensibilidade necessá-                           respeita às suas vantagens, este mode-
              rias para o estudo em causa.        custos estimados                lo de prestação é apontado como uma
              Considerar o total de doentes saídos por   inferiores quando        mais-valia na redução e contenção da
              instituição, para efeitos de análise com-                           despesa em saúde. Importa relembrar
                                                  comparados com
              parativa dos custos médios estimados                                que a génese das ULS teve como prin-
              de internamento hospitalar entre ULS e   os hospitais não           cipal objetivo melhorar a interligação
              hospitais não ULS, pode ser redutor e até   integrados              entre os cuidados de saúde primários
              mesmo uma fonte de viés. Sabe-se que                                com os cuidados hospitalares e ainda
              as unidades locais de saúde prestam cui-                            com os cuidados continuados.
              dados à população não residente e que                               Desde a criação das ULS em Portugal têm
              doentes  das  áreas  de  influência  destas                         surgido estudos com o intuito de avaliar
              estão a ser tratados em hospitais exter-                            o desempenho deste modelo de gestão,
              nos às ULS (Portugal, Ministério da Saú-                            abordando aspetos fulcrais como o aces-
              de, ACSS. 2010).                  organizacionais  refletem  períodos  não   so, a qualidade, a eficiência e o desempe-
              É certo que pela primeira vez em Portu-  contemplados.              nho económico-financeiro.
              gal  foi proposto analisar o impacto da   Será importante aprofundar o estudo   Para uma completa avaliação da presta-
              criação das ULS nos custos de interna-  através da inclusão de todas as ULS exis-  ção das ULS deverá ser apurado o custo
              mento hospitalar português. Os resul-  tentes em Portugal Continental, bem   por doente saído ao longo do continuum
              tados  refletem  apenas  a  realidade  das   como considerar os fatores que influen-  de cuidados. Tal implica o cruzamento
              instituições analisadas nos anos em   ciam os custos de internamento.  da informação de custos ao longo das di-
              estudo, não podendo ser extrapolados   A análise comparativa dos custos es-  versas instituições de prestação de cui-
              para outras organizações, nem assumir   timados por episódio de internamen-  dados numa ótica de custo-efetividade.
              que os custos estimados por doente saí-  to  mostrou  que,  os  hospitais  inte-  A ausência de  um padrão  linear  nos
              do do internamento nos dois modelos   grados em unidades locais de saúde   resultados reforça a  ideia de que cada



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