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QUADRO 4 | Caraterização dos custos estimados por episódio de internamento no ano 2009
CUSTO ESTIMADO POR EPISÓDIO DE INTERNAMENTO NO ANO 2009
Quartis
N Média Moda Desvio Padrão
1º 2º 3º
Não ULS 532.486 2.952,73€ 272,72€ 4.654,68€ 1.184,85€ 1.891,02€ 3143,15€
ULS 59.722 2.720,42€ 237,16€ 2.917,65€ 1.171,41€ 1.892,13€ 3198,66€
Diferença de médias 232,30€
QUADRO 5 | Custo médio estimado do episódio de internamento por género no ano 2004
CUSTO MÉDIO ESTIMADO DO EPISÓDIO DE INTERNAMENTO POR GÉNERO NO ANO 2004
Masculino Feminino Masculino Feminino
Não ULS ULS
Média 3.236,46€ 2.588,50€ 2.378,67€ 1.998,87€
Moda 248,24€ 876,60€ 247,62€ 247,62€
Desvio Padrão 5.089,37€ 4.101,25€ 2.853,48€ 2.439,22€
Quartis
1º 1.227,10€ 1.035,95€ 1.019,51€ 907,22€
2º 2.004,47€ 1.677,27€ 1.646,77€ 1.502,13€
3º 3.490,56€ 2.734,12€ 2.889,98€ 2.155,52€
3.2. Impacto das variáveis os hospitais ULS sendo o custo superior generalidade, os custos de ambos os sexos
demográficas nos custos nos hospitais não integrados em ULS. são inferiores em hospitais verticalmente
Em todos os anos em análise, indepen- No ano de 2006, o custo médio estimado integrados quando comparados com hos-
dentemente do modelo de gestão, o sexo para o sexo masculino nos hospitais não pitais sem este modelo organizacional.
feminino é o que apresenta mais episó- ULS quando comparado com os hospi- No que respeita ao atributo idade, é a
dios de internamento com uma repre- tais ULS é superior ao dos hospitais in- classe etária com pelo menos 65 anos
sentatividade de aproximadamente 60%, tegrados em ULS. Todavia, no sexo femi- que apresenta mais episódios de inter-
ao contrário do descrito por Gröner et al. nino a situação é diferente, uma vez que namento, independentemente do mode-
(2001). Tal facto pode ser explicado pela não existem diferenças significativas no lo de gestão (35% do total de episódios
inclusão na amostra em estudo dos gru- que respeita aos custos. de internamento).
pos de diagnóstico homogéneos perten- Nos restantes anos em análise a tendên- Da análise do custo médio estimado do
centes à Grande Categoria de Diagnóstico cia mantém-se, com o sexo masculino episódio de internamento por classe
(GCD): gravidez, parto e puerpério. a apresentar custos médios de interna- etária, no ano 2004, são também os in-
Relativamente ao custo médio estimado mento mais elevados, independente- divíduos com pelo menos 65 anos que
do episódio de internamento por género, mente do modelo de gestão em análise. apresentam custos médios estimados
no ano de 2004, é o sexo masculino que Todavia, em ambos os géneros, pode por episódio de internamento mais ele-
apresenta custos mais elevados nos dois afirmar-se que existem diferenças esta- vados, independentemente do modelo
modelos de gestão. Nos hospitais não tisticamente significativas e que o custo de gestão em análise. Esta classe etária
ULS o custo médio por episódio de in- é superior nos hospitais não ULS para apresenta um custo médio estimado por
ternamento do sexo masculino situa-se ambos os géneros. episódio de internamento nos hospitais
nos 3.236,46€ e nos hospitais ULS nos Resumindo, em todos os anos, o sexo mas- não ULS de 3.670,43€, e de 2.871,04€
2.378,67€ (Quadro 5). culino é o que apresenta custos médios nos hospitais ULS (Gráfico 1).
Existem diferenças estatisticamente estimados de internamento hospitalar Da análise estatística efetuada verifica-
significativas entre o custo médio esti- mais elevados. No ajustamento do custo -se que em todas as classes etárias exis-
mado para ambos os géneros nos hos- médio estimado por género em ambos tem diferenças estatisticamente signifi-
pitais não ULS quando comparado com os modelos de gestão conclui-se que, na cativas e que a média do custo estimado
REVISTA PORTUGUESA DE GESTÃO & SAÚDE • N.º 20 21

