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a perceber se a uniformidade e qualidade   sistemas  informáticos  demonstram  um   REFERÊNCIAS
                                                                             Athlin, Å. M., von Thiele Schwarz, U., & Farrohknia, N.
          dos cuidados de saúde prestados se man-  aumento da qualidade do seu trabalho,
                                                                             (2013). Effects of multidisciplinary teamwork on lead
          têm (Vasconcellos, 2008). Além disso,   ajudam a agilizar a execução das tarefas   times and patient flow in the emergency department: a
                                                                             longitudinal interventional cohort study. Scandinavian
          uma equipa presta cuidados de saúde de   sob a sua responsabilidade e melhoram   journal of trauma, resuscitation and emergency medicine,
          maneira  global,  efetiva,  contínua  e  com   a produtividade. Meulendijk et al. (2016)   21(1), 76.
                                                                             Azevedo, C. D. S., Sá, M. D. C., Cunha, M., Matta, G.
          maior qualidade, pela abordagem multi   referem que a experiência mostrou ser   C., Miranda, L., & Grabois, V. (2017). Racionalização
                                                                             e Construção de Sentido na Gestão do Cuidado: uma
          e interdisciplinar, pelo planeamento e or-  determinante na atitude dos profissionais
                                                                             experiência de mudança em um hospital do SUS. Ciênc.
          ganização dos cuidados e partilha de deci-  em relação à aceitação de sistemas infor-  saúde coletiva, 22(6)
                                                                             Bittar, O. J. N. V. (2000). Gestão de processos e certificação
          sões clínicas (Oliveira & Spiri, 2006).  máticos. No entanto, para Peixoto (1994),   para qualidade em saúde. Revista da Associação Médica
          Em relação à dimensão “prestação de   existem aspetos negativos envolvidos no   Brasileira, 46(1), 70-76.
                                                                             Capelas, M. L. (2010). Equipas de cuidados paliativos
          cuidados de saúde por profissionais com   uso de sistemas informáticos, como in-  domiciliários: quantas e onde são necessárias em Portugal.
                                                                             Cadernos de Saúde, Vol 3, Nº2, 2010, 3, 21-26.
          mais anos de experiência”, Meulendijk   terferir negativamente na qualidade dos
                                                                             Chiavenato, I. (1999). Gestão de Pessoas: o novo papel dos
          et al. (2016), não falam da qualidade na   cuidados e de serem utilizados de forma   recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Campus.
                                                                             Chiavenato, I. (2008). Gestão de Pessoas (3ª ed.). Rio de
          prestação de serviços de saúde, mas refe-  abusiva, assim como por provocarem um   Janeiro: Editora Elsiever.
          rem que o uso dos sistemas informáticos   distanciamento  na  interação  profissio-  Costa, B. J. G. (2014). Indicadores de eficiência no sistema de
                                                                             saúde dos EUA (Doctoral dissertation).
          e de profissionais com mais anos de tra-  nal/utente.  Sendo  apoiado por Mota  et   Costa, T. A. G. (2016). A qualidade e a acreditação nos
                                                                             cuidados de saúde primários (Master’s thesis, FEUC).
          balho garantem a eficiência (no sentido   al. (2006), que referem que os profissio-  Dias, D. D. S. (2000). Motivação e resistência ao uso da
          de redução do tempo). Meulendijk et al.   nais  que  fiquem  reduzidos  aos  sistemas   tecnologia da informação: um estudo entre gerentes. Revista
                                                                             de Administração Contemporânea, 4(2), 51-66.
          (2016) falam apenas da eficiência, como   informáticos tornam-se objetos desper-  Donaldson, C., Gerard, K. (2005). Economics of Health Care
          os recursos gastos a executar uma tarefa   sonalizados, prestando cuidados “frios e   Financing: The Visible Hand, Palgrave Macmillan.
                                                                             Fifield, J., Forrest, D. D., Burleson, J. A., Martin-Peele, M.,
          ou indicar a quantidade de tempo gasto   objetivos”. Um serviço de saúde pode ter   & Gillespie, W. (2013). Quality and efficiency in small
                                                                             practices transitioning to patient centered medical homes: a
          numa tarefa, e concordam que quanto   excelentes sistemas informáticos e uma
                                                                             randomized trial. Journal of general internal medicine, 28(6),
          mais tempo os profissionais de saúde re-  prestação de cuidados desumana, no qual   778-786.
                                                                             Gomes, J. P. M. (2017). Medição da eficiência na saúde
          petirem a mesma tarefa, melhor será a   os utentes são tratados como simples ob-  (Doctoral dissertation).
          eficiência da tarefa/prestação de cuida-  jetos de intervenção, sem serem ouvidas   Hartz, Z. M., & Pouvourville, G. D. (1998). Avaliação dos
                                                                             programas de saúde: a eficiência em questão. Ciência &
          dos de saúde. Sendo apoiado por Hartz &   as suas opiniões e expetativas, ou sequer   Saúde Coletiva, 3(1), 68-82.
                                                                             Johnston, R., & Clark, G. (2000). Service Operations
          Pouvourville (1998), que referem que a   serem informados sobre o procedimento   Management. Harlow: Prentice Hall.
          eficiência contribui para a maior equida-  que irão realizar.      Leal, C. S. M. (2016). Relatório de estágio unidade local
                                                                             de saúde de Matosinhos EPE no gabinete da qualidade
          de e credibilidade dos cuidados de saú-  Como limitação ao presente estudo,   (Doctoral dissertation).
          de, além de ser vista como aliada na luta   refere-se a falta de estudos representati-  Linder JA, Ma J, Bates DW, Middleton B, Stafford RS. (2007)
                                                                             Electronic health record use and the quality of ambulatory
          pela redução de custos, recursos e tempo   vos das diferentes áreas da saúde, neste   care in the United States. Arch Intern Med 2007; 167:1400-5
                                                                             Marin, H. D. F., & Cunha, I. C. K. O. (2006). Perspectivas
          na prestação dos cuidados de saúde.  caso, a Fisioterapia que é a base de es-
                                                                             atuais da informática em enfermagem. Revista Brasileira de
          No geral, como garantia da qualidade e   tudo da investigadora, tendo sido essa   Enfermagem.
                                                                             Meulendijk, M. C., Spruit, M. R., Willeboordse, F., Numans, M.
          eficiência em saúde, e sabendo da impor-  a primeira vontade da mesma, perceber   E., Brinkkemper, S., Knol, W., Jansen, P. & Askari, M. (2016).
          tância do trabalho em equipa coadjuvado   de que maneira seria possível manter a   Efficiency of clinical decision support systems improves with
                                                                             experience. Journal of medical systems, 40(4), 76.
          pelos sistemas informáticos, Azevedo  et   qualidade dos serviços prestados com   Mota, R. A., Martins, C. D. M., & Véras, R. M. (2006). Papel
                                                                             dos profissionais de saúde na política de humanização
          al. (2017) referem que a melhoria da qua-  maior eficiência. Mesmo alargando para   hospitalar. Psicologia em Estudo, 11(2), 323-330.
          lidade é compreendida como um processo   a saúde em geral, o número de artigos   Oliveira, E. M., & Spiri, W. C. (2006). Programa Saúde da
                                                                             Família: a experiência de equipe multiprofissional. Revista
          não apenas individual, mas essencialmen-  revelou-se reduzido.     de Saúde Pública, 40(4), 727-733.
          te  da  organização/equipa  multidiscipli-  Para  futuras  investigações  recomenda-  Peixoto, M. R. B. (1994). O uso da tecnologia no processo
                                                                             diagnóstico-terapêutico: ótica do enfermeiro e do
          nar. Os protocolos padronizam os proce-  -se  estudos  mais  específicos  para  per-  usuário. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 28(3),
                                                                             257-269.
          dimentos técnicos, sendo necessário estar   ceber de que maneira é que os sistemas   Pocinho, Margarida (2008) – Lições de Metanálise. [em
          atento aos aspetos clínicos específicos de   informáticos levam a uma melhoria da   linha]. [Consultado 10 Agosto de 2017]. Disponível em
                                                                             http://docentes.ismt.pt/~m_pocinho/Licoes_de_revisao_
          cada utente. O protocolo representa uma   qualidade dos cuidados de saúde assim   sistematica_e_metanalise.pdf
                                                                             Silva, C. M. F. G., & Barroso, F. F. M. (2014). Promover
          iniciativa racionalizadora que qualifica os   como da eficiência.
                                                                             uma cultura de segurança em cuidados de saúde
          cuidados, de modo a dar o acompanha-                               primários. Revista Portuguesa de Saúde Pública, 32(2),
          mento mais adequado ao utente. Indo de   CONCLUSÕES                197-205.
                                                                             Vasconcellos, M. M., Gribel, E. B., & Moraes, I. D. (2008).
          encontro ao referido por Bittar (2000), que   A garantia da qualidade e da eficiência   Registros em saúde: avaliação da qualidade do prontuário
                                                                             do paciente na atenção básica. Cad. saúde pública, 24(Suppl
          refere que quando os cuidados de saúde   nos cuidados de saúde é alcançada e   1), S173-S82.
          seguem rigidamente os protocolos e, se os   promovida através da prestação de cui-  Vilelas, José (2009) – Investigação: o processo de construção
                                                                             do conhecimento. 1ª ed. Lisboa: Edições Sílabo. ISBN 978-
          mesmos cuidados forem avaliados perio-  dados de  saúde por  uma equipa multi-  972-618-557-4.
                                                                             White, B. A., Baron, J., Chang, Y., Camargo, C. A., & Brown,
          dicamente, obtêm-se melhores resultados   disciplinar  ou  profissionais  com  maior   D. F. M. (2014). 21 Applying Lean Methodologies Reduces
          para a equipa e consequente, a melhoria   experiência,  coadjuvados  por  sistemas   Emergency Department Laboratory Turnaround Times.
                                                                             Annals of Emergency Medicine, 64(4), S9.
          da qualidade dos cuidados. Dias (2000) re-  informáticos que apoiam a tomada de   WHO 2006. Quality of care: a process for making strategic
                                                                             choices in health systems. WHO Press
          fere que os profissionais que utilizam os   decisão clínica.
                                                                  REVISTA PORTUGUESA DE GESTÃO & SAÚDE • N.º 24  31
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