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sistemas de saúde (Costa, 2016). Para e a qualidade de vida dentro das organi- decisão sobre a utilização de recursos
estes, apesar dos rápidos avanços na zações (Chiavenato, 2008). Ainda, para para fazer face a um determinado pro-
ciência e tecnologia, a prestação de cui- Johnston e Clark (2000), o sistema de blema de saúde retira a possibilidade de
dados de saúde tem fracassado na sua avaliação de desempenho pode ser defi- utilizar esses mesmos recursos para solu-
capacidade de prestação de serviços de nido como um conjunto de indicadores cionar outros problemas de saúde. Como
forma consistente e de qualidade para do desempenho que possibilitam a to- resultado, verifica-se que os custos estão
todos. Demonstrando que o aumento do mada de decisões e ações fundamentais intimamente ligados aos benefícios. Ba-
know-how e dos recursos não significa ao quantificar a eficiência e a eficácia de sicamente, o objetivo de uma sociedade,
automaticamente mais qualidade nos ações passadas. em qualquer mercado de saúde, é o de
serviços de saúde, tal como a popula- Devido ao interesse em avaliar o desem- maximizar os benefícios e minimizar os
ção espera, torna-se importante a forma penho das organizações de saúde tem custos. Atingir a eficiência é, portanto,
como cada serviço de prestação de cuida- havido um maior número de estudos de uma questão de comparar os custos (ou
dos se encontra organizado (WHO, 2006). maneira a medir a eficiência no setor da os recursos utilizados) com os benefícios
Uma boa prática clínica deve incluir um Saúde (Gomes, 2017). Devido às imper- (ou o bem-estar resultante) dos possíveis
programa de auditorias clínicas, moni- feições no mercado da saúde, a eficiên- cuidados de saúde e assegurar que os
torização dos indicadores clínicos e um cia dificilmente poderá ser atingida num recursos são disponibilizados de forma
sistema bem estruturado de desenvol- sistema de saúde (Donaldson & Gerard, a maximizar os ganhos para a socieda-
vimento profissional que englobe todos 2005). Assim, o objetivo passa a ser o de de. Assim, serviços de saúde eficazes são
os profissionais de saúde. As reformas chegar o mais próximo possível da efi- aqueles que resultam numa melhoria do
na Saúde passam por adaptar e perceber ciência máxima. A eficiência é um obje- estado de saúde (Costa, 2014; Donaldson
novos conceitos de gestão, conferindo às tivo incontestável em qualquer sistema & Gerard, 2005).
organizações maior flexibilidade, eficiên- de saúde, uma vez que se pretende obter Deste modo, o objetivo da investigação
cia e rigor, perspetivando-se que a reso- os melhores resultados com os recursos passa pela compreensão da literatura
lução dos vários problemas têm solução disponíveis. Em termos económicos, a relativamente a aspetos que possam
na formação, no empenho e competên-
cia dos profissionais e na qualidade dos
serviços. Dessa forma, a governação clí-
nica, ou seja, uma gestão eficiente, obje-
tiva, responsável, íntegra, com objetivos
estratégicos e cuja organização se preo-
cupa com as estruturas organizativas, dá
enfase à organização e os seus resultados
finais, na qual se pressupõe uma relação
de parceria muito próxima entre a linha
de decisão, a linha clínica e as necessi-
dades da população. A governação clí-
nica tem como base os seguintes eixos:
educação/ formação contínua, auditorias
clínicas, efetividade clínica, investiga-
ção/inovação, abertura/ transparência e
gestão de risco (Silva & Barroso, 2014). De
modo a melhorar a organização e a quali-
dade da prestação dos cuidados de saúde
devem ser implementados processos de
melhoria contínua (Leal, 2016). Chiave-
nato (1999) refere que a avaliação de de-
sempenho é uma apreciação sistemática
do desempenho de cada pessoa, em fun-
ção das atividades que desempenha, das
metas e resultados a serem alcançados,
das competências que possuiu e do seu
potencial desenvolvimento. A avaliação
de desempenho é um poderoso meio de
resolução de problemas de desempenho
e de melhoria da qualidade do trabalho
28 REVISTA PORTUGUESA DE GESTÃO & SAÚDE • N.º 24

