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55% no número de espirometrias efe-  com VIH têm o SI.VIDA implementado.    pública que é prioritário para o XXI Go-
          tuadas a nível nacional.         Na vertente da prevenção do VIH, ini-  verno Constitucional.
          Também a capacidade diagnóstica da   ciou-se em 2017 o processo tendente   Foram notificados 1.800 casos de tuber-
          asma nos CSP registou um aumento de   à  disponibilização  da  profilaxia  pré-ex-  culose em 2017, o que se traduz numa
          26% entre 2014 e 2017.           posição no âmbito do SNS, o que veio a   taxa  de  notificação  de  17,5/100.000
          A implementação da prescrição médica   concretizar-se já em 2018, através de um   habitantes. Já no grupo etário com ida-
          eletrónica para os cuidados respiratórios   programa de acesso precoce (PAP). No   de igual ou inferior a cinco anos foram
          domiciliários tem permitido uma melho-  âmbito do programa de dispensa gratui-  notificados 32 casos de tuberculose em
          ria do controlo do processo de prescrição   ta de materiais preventivos a serviços de   2017, o que corresponde a uma incidên-
          e a desmaterialização permite consta-  saúde,  organizações  não  governamen-  cia de 6,1 casos/100.000 crianças dos 0-5
          tar o aumento do número de utentes   tais, escolas, universidades e estabele-  anos. Também a tuberculose multirre-
          aos quais foram prescritos tratamentos   cimentos  prisionais,  verificou-se  a  ma-  sistente tem vindo a diminuir de forma
          de cuidados respiratórios domiciliários   nutenção do número de preservativos   constante, assim como a proporção de
          (CRD) nas várias modalidades de trata-  distribuídos, comparativamente a 2016:   doentes com doença extremamente re-
          mento, nomeadamente ventiloterapia,   cerca de 5.000.000 unidades. Por outro   sistente. Enquanto que em 2014 cerca
          oxigenoterapia,  aerossoloterapia  e  ou-  lado, ao abrigo do programa de distribui-  de 26% dos casos de tuberculose multir-
          tros tratamentos.                ção de kits de prevenção de infeção por   resistente eram extremamente resisten-
          Ainda em 2017 destaca-se a prescrição   VIH e hepatites virais, dirigidos às pes-  tes (6 dos 23 casos), em 2017 a incidência
          eletrónica de câmaras expansoras, imple-  soas que utilizam drogas por via injetá-  reduziu para 8% (um dos 12 casos).
          mentada pela primeira vez em Portugal,   vel, foram distribuídas 1.421.666 serin-  A redução do número de casos de tuber-
          que passou a ter uma comparticipação de   gas, registando-se um aumento de 5,3%   culose pode explicar-se pelas diversas es-
          28 euros por ano, utente e câmara.  comparativamente a 2016.       tratégias implementadas para diminuir a
                                           Na área da melhoria do diagnóstico pre-  incidência e melhorar a deteção da doen-
          Programa Nacional                coce do VIH, importa destacar que o nú-  ça em populações vulneráveis. São exem-
          para as Hepatites Virais         mero de testes rápidos realizados pelas   plo disso a criação dos centros de referên-
          Na área do diagnóstico precoce, impor-  diferentes estruturas totalizou 39.319   cia para a tuberculose multirresistente ou
          ta  destacar  a  publicação  do  Despacho   testes,  representando  um  aumento   parcerias com equipas multidisciplinares
          n.º 6542/2017, de 28 de julho, que de-  de 34%, comparativamente a 2016. Já   e intersectoriais, envolvendo a comuni-
          termina a conceção e implementação   em  2018 foi publicado o  Despacho n.º   dade civil, para reduzir a incidência de
          do Modelo de tratamento da população   2522/2018, através do qual as farmácias   tuberculose nas populações mais vulne-
          reclusa enquanto utentes do SNS, assim   comunitárias são habilitadas a realizar   ráveis, importando ainda assim continuar
          como  do Despacho n.º  283/2018, de  5   testes rápidos de VIH.    a trabalhar para que seja possível identi-
          de janeiro, que define a rede de referen-                          ficar os infetados cada vez mais cedo para
          ciação para o tratamento da infeção por   Programa Nacional        eliminar a doença em 2030.
          VIH, VHB e VHC na população reclusa de   para a Tuberculose
          Portugal Continental.            A partir de fevereiro de 2018, a tuber-  Programa Nacional
          Na  vertente  do  tratamento,  verifica-se   culose passou a ter um programa prio-  de Saúde Mental
          que até 12 de junho de 2018 tinham   ritário individual, demonstrando as-  O ano de 2017 foi marcado pela ava-
          sido autorizados 20.193 tratamentos do   sim que este é um problema de saúde   liação retrospetiva dos 10 anos de
          vírus da hepatite  C e iniciados 18.095
          tratamentos. Em junho de 2018 havia já   FIGURA 3 | Evolução do número de rastreios de retinopatia diabética
          registo de 10.447 doentes curados.
                                             250.000
          Programa Nacional
          para a Infeção VIH/SIDA            200.000                                                 198.400
          Em 2017 reforçaram-se as medidas con-                                              158.115
          ducentes à melhoria da qualidade da in-  150.000                             120.481
          formação disponível na área do VIH, com           93.937   103.105   115.284   95.535
          o alargamento da instalação e utilização   100.000
          do sistema informático especializado para   50.133
          o seguimento de pessoas que vivem com   50.000
          VIH em todas a instituições de cuidados
                                                  0
          de  saúde  hospitalares  que  seguem  este
                                                     2010   2011   2012   2013   2014   2015   2016   2017
          tipo de doentes. Atualmente, todas as uni-
          dades hospitalares que seguem doentes   Fonte: DGS


                                                                  REVISTA PORTUGUESA DE GESTÃO & SAÚDE • N.º 24  11
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