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FIGURA 7 | Evolução do número de receitas com e sem papel

                                   2011       2012       2013       2014       2015       2016       2017
           Número Receitas com Papel  49.545.541  61.714.082  92.912.147  108.558.894  112.256.823  58.877.162  6.132.715

           Número Receitas sem Papel  -         -          -          -        22.369   24.260.830  49.139.634
          Nota: A partir de 2016, o número total de receitas regista uma diminuição, devido ao facto de conterem um maior número de prescrições por receita.
          Fonte: SPMS

          convenções SIGIC, foi de 402.048.923   a 460 seguimentos por dia.  no decurso destas, no âmbito da presta-
          euros, o qual, correspondeu a um au-  O afluxo de chamadas para o SNS 24 é   ção de cuidados pelas equipas específi-
          mento de encargos de 2,1% face a 2016.   mais intenso nos meses que compõem o   cas de cuidados paliativos.
          Na área específica da diálise, verificou-se   primeiro e o quarto trimestre do ano.   Assume ainda relevância a eliminação,
          um aumento do número de doentes em                                 concretizada em 2017, da possibilidade
          programa de tratamento em ambulató-  Emergência médica             de instrução e instauração de proces-
          rio, atingindo-se um total de 11.810 de   Em 2017 existiam 653 meios de emer-  sos aos utentes por parte da Autorida-
          doentes em 2017 (+7,3%).         gência médica e foram acionados   de Tributária para a cobrança de taxas
                                           1.269.196 destes meios de emergência,   moderadoras.
          Acordos internacionais para a    o segundo valor  mais elevado  de sem-  Os proveitos com taxas moderadoras
          prestação de cuidados de saúde   pre. Durante todo o ano, foram atendi-  atingiram 164.090.522 euros em 2017,
          Em relação à área internacional, conti-  das 1.368.141 chamadas de emergência,   valor inferior ao que acontecia em 2015
          nuou a assegurar-se em 2017 a aplica-  o que representa uma média diária de   (-4,8%), o que encontra explicação no
          ção da diretiva comunitária de cuidados   3.748 chamadas.          facto  de os benefícios para os  utentes
          transfronteiriços a acesso a cuidados de                           terem aumentado neste período de tem-
          saúde, a assegurar a legislação comuni-  Transporte não urgente de doentes  po, quer por ter havido uma redução dos
          tária que suporta o fluxo de migrantes,   O número de doentes não urgentes   valores cobrados de taxas moderadoras,
          os acordos de cooperação no domínio   transportados no SNS, no âmbito do   quer por terem aumentado significativa-
          da saúde e a assistência médica no es-  sistema de gestão de transporte não ur-  mente as situações abrangidas por dis-
          trangeiro, onde se regista uma tendência   gente de doentes, registou um aumento   pensas e isenções de pagamento destas
          decrescente no número de autorizações   de 4,8% a nível nacional, de 2016 para   taxas no SNS.
          de doentes portugueses para assistência   2017, alcançando um número recorde
          no estrangeiro, em resultado da melhor   de 280.249 transportes não urgente. Em   Programa Nacional de Vacinação
          capacidade de resposta instalada no SNS,   linha com este aumento, constata-se   Em 2017 foram integralmente cumpri-
          nomeadamente com a criação dos cen-  que o número de prestações de saúde a   dos os objetivos traçados no Programa
          tros de referência que passaram a assu-  que os utentes tiveram acesso cresceu   Nacional de Vacinação, tendo-se atin-
          mir os casos clínicos que eram referen-  4,8% em 2017.             gido as metas para todas as vacinas
          ciados para o estrangeiro.                                         nas  coortes de 2002, 2009, 2014, 2015
                                           Taxas moderadoras                 e 2016, à exceção da Tétano na  coorte
          EM TERMOS DE AVALIAÇÃO           Em 2017 deu-se continuidade à políti-  de 2006 (93%). Em 2017, em Portugal
          DO ACESSO AOS CUIDADOS DE        ca de redução do pagamento de taxas   registaram-se dois surtos de sarampo,
          SAÚDE PRESTADOS EM OUTRAS        moderadoras dos utentes que utilizam   com um total de 27 casos confirmados,
          ÁREAS RELEVANTES PARA OS         o Serviço Nacional de Saúde, destacan-  incluindo um óbito. A elevada cobertura
          UTENTES DO SERVIÇO NACIONAL      do-se a dispensa do pagamento destas   vacinal e a implementação precoce de
          DE SAÚDE, IMPORTA DESTACAR       taxas nas consultas e atos complemen-  medidas de controlo contribuíram para a
          OS SEGUINTES RESULTADOS          tares de diagnóstico e terapêutica rea-  rápida interrupção da transmissão.
          OBTIDOS EM 2017:                 lizados no decurso de rastreios de base
                                           populacional, rastreios de infeções VIH/  Programa Nacional de Promoção
          Centro de contacto SNS 24        SIDA,  hepatites,  tuberculose  pulmonar   de Saúde Oral
          Em 2017 foram atendidas mais de 835.000    e doenças sexualmente transmissíveis,   Em  2017,  410.845  utentes  do  Serviço
          chamadas no módulo triagem, aconse-  de programas de diagnóstico precoce   Nacional  de  Saúde  beneficiaram  dos
          lhamento  e  encaminhamento,  numa   e de diagnóstico neonatal, e no âmbito   cuidados de saúde previstos neste pro-
          média diária de 2.296 chamadas, bastan-  da profilaxia pré-exposição para o VIH,   grama,  o  que  refletiu  um  aumento  de
          te acima da média diária de 2016, que foi   promovidos no âmbito dos programas de   5,8% face a 2016. O fator que mais pe-
          de 2.206. Foram efetuadas 167.854 cha-  prevenção da DGS; e nas consultas, bem   sou para este aumento foi a expansão
          madas de seguimento, o correspondente   como atos complementares prescritos   das consultas de Medicina Dentária nos



                                                                  REVISTA PORTUGUESA DE GESTÃO & SAÚDE • N.º 24  15
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