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FIGURA 2 | Consultas de apoio intensivo à cessação tabágica
VAR.
2010 2011 2012 2013 2014 2015* 2016* 2017
2017/2016
Total de consultas 19.620 20.667 20.898 22.358 26.043 30.706 31.822 39.763 25,0%
Primeiras consultas 4.917 5.778 6.959 5.631 7.527 8.563 7.134 11.493 61,1%
Locais de consulta 181 161 127 118 131 152 180 218 21,1%
*Face à informação anteriormente publicada foram retificados os valores em 2017 e 2018
Notas: Não foram considerados os locais que não realizaram consultas no referido ano em análise. A partir de 2014, as ARS Algarve e Lisboa e Vale do Tejo, incluem locais de consultas realizadas em serviços de
Comportamentos Aditivos e Dependências (CAD). A partir de 2017, a ARS Norte passou também a incluir locais em serviços de CAD. A partir de 2016, a ARS Algarve incluiu consultas realizadas no stabelecimento
Prisional de Faro. As ARS Norte e Centro apresentam dados incompletos de primeiras consultas
Fonte: Administrações Regionais de Saúde
aos utentes do SNS. Na sequência deste exames complementares, nomeada- do útero estiveram próximos de atingir a
alargamento, foram realizadas cerca de mente ECG convencional, MAPA e Regis- cobertura total do país, com uma taxa de
40 mil consultas de cessação tabágica to eletrocardiográfico de longa duração, cobertura geográfica de 82,2% e 84,4%,
em 2017, o que representa um acrésci- evitando a deslocação a unidades hospi- respetivamente. No que se refere aos
mo de 61,1% nas primeiras consultas e talares, mediante o recurso a tecnologias rastreios do cancro do cólon e reto, ini-
de 25% no total de consultas realizadas de informação e integração de cuidados. ciou-se em 2017 uma fase de expansão,
em ACES e serviços hospitalares. Importa também realçar que, no decor- passando de pequenos programas-piloto
Também o medicamento de primeira li- rer do ano de 2017, assistiu-se a uma para um verdadeiro programa de rastreio
nha para o tratamento antitabágico – a progressão tendencial no número de com ambições de cobertura nacional até
vareniclina – passou a ser comparticipa- procedimentos de angioplastia primá- ao final de 2020.
do a 37% pelo SNS em 2017. ria no enfarte agudo do miocárdio, bem A análise específica do rastreio do can-
como de casos de terapêutica fibrinolíti- cro da mama realizado em 2017 de-
Programa Nacional para a ca no acidente vascular cerebral. monstra um aumento do número de
Prevenção e Controlo de Infeções e mulheres convidadas para a realização
de Resistência aos Antimicrobianos Programa Nacional para a do rastreio (+53.155 mulheres do que no
Face a 2012 (último inquérito de preva- Prevenção e Controlo da Diabetes ano anterior), um crescimento no núme-
lência disponível), em 2017 reduziu-se Em 2017 foi concretizado o alargamen- ro de mulheres (55.237) que realizaram
em 25,7% a taxa de prevalência de infe- to do acesso aos sistemas de perfusão este rastreio e um aumento da taxa de
ção em meio hospitalar e nas unidades subcutânea contínua de insulina (PSCI) adesão (63,3% em 2017, mais 4,5% do
de cuidados continuados integrados em a todas as crianças com menos de 10 que em 2016). Foram realizadas 243.724
61,2%. Também diminuíram as taxas de anos elegíveis para tratamento. Além mamografias, 13.246 consultas (mais
incidência das infeções mais relevantes do impacto na melhoria da qualidade de 4.897 do que em 2016) e identificaram-
(do local cirúrgico, da corrente sanguí- vida destas crianças, este alargamento -se 8.938 casos positivos que correspon-
nea e pneumonia associada à intubação) permitiu ainda melhorar o controlo da dem a 2,7% da população rastreada.
e do consumo de antibióticos. HbA1c e diminuir o número de episódios Em relação ao rastreio do cancro do
O ano de 2017 foi considerado pelo Pro- de hipoglicemias graves. Ao abrigo des- colo do útero, registou-se um aumen-
grama Nacional para a Prevenção e Con- te programa foram colocados 624 novos to da taxa de cobertura geográfica em
trolo de Infeções e de Resistência aos dispositivos, um crescimento de 119% 2017 e um aumento do número de mu-
Antimicrobianos como um ano de vira- em relação a 2016. lheres convidadas.
gem, na medida em que se reduziu em Também em 2017 verificou-se um cres- Quanto ao rastreio do cancro do cólon e
0,42 doses diárias definidas por 100 mil cimento de 25% na área do rastreio da reto, verifica-se que a cobertura nacio-
habitantes (DHD) (20,5%) o consumo de retinopatia diabética, com um total de nal passou dos 18,8% para os 31,3% em
quinolonas na comunidade face a 2015, 198.400 utentes rastreados, o número 2017. Foram rastreados mais 1.335 indi-
e em 1,3 DHD face a 2011. mais elevado de sempre. víduos do que no ano anterior.
Programa Nacional para as Programa Nacional para Programa Nacional para as
Doenças Cérebro-Cardiovasculares as Doenças Oncológicas Doenças Respiratórias
O projeto-piloto de Realização de Meios Os rastreios das doenças oncológicas No âmbito do Programa Nacional para
Complementares de Diagnóstico e Te- implementados no SNS (mama, colo do as Doenças Respiratórias, a melhoria da
rapêutica de Cardiologia em cuidados útero, cólon e reto) evoluíram de forma acessibilidade à espirometria, de forma
de saúde primários, iniciado em maio muito positiva em 2017. Neste ano, os internalizada nos cuidados de saúde
de 2017, permitiu a realização de 736 rastreios do cancro da mama e do colo primários, refletiu-se num aumento de
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