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CONCLUSÃO “É necessário reinventar o paradigma com vista à fiabilidade e excelência dos
Associado aos imperativos éticos e deon- da prestação de cuidados de saúde, serviços prestados. A implementação
tológicos do desempenho dos profissio- destacando as questões que contri- de políticas de gestão que visem a sua
nais da saúde, onde a premissa “first do buem para a diminuição do risco e para otimização constituiu um imperativo
no arm” é estruturante para a decisão clí- a melhoria da segurança do doente, de nacional, de forma a promover ganhos
nica, existe a evidência crescente de que uma forma sistémica e integrada” (Uva, em saúde e aumentar a satisfação dos
a prestação de cuidados, pela sua comple- Sousa & Serranheira, 2010, p. 2), iden- cidadãos utilizadores e dos profissionais
xidade, encerra em si uma grande vulne- tificar pontos fortes e oportunidades da saúde (Ministério da Saúde, 2010).
rabilidade no desenho dos processos, de- de promoção da segurança do doente “Aumentar a probabilidade de obter os
terminando probabilidade de erro e, con- (Sousa, 2013). resultados desejados, nesse domínio,
sequentemente uma incidência relevante É necessário investir na Gestão do Risco é um desafio incontornável que se co-
de EA (Pablo et al., 2012), com grande e na aprendizagem apartir das situações loca hoje em dia à gestão da qualidade
impacto para doentes, profissionais, or- em que ocorram EA e possibilitar o de- das organizações de saúde” (Fernandes,
ganizações e elevados custos financeiros. senvolvimento de soluções inovadoras 2012, p. 265).
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REVISTA PORTUGUESA DE GESTÃO & SAÚDE • N.º 20 41

