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confiança e manter confidencialidade.
           O enfermeiro deve ser congruente, isto é,
           deve ser genuíno e verdadeiro, coerente
           na forma como se expressa na comuni-
           cação verbal e não verbal. Deve utilizar
           uma escuta autêntica, e deve permitir à
           pessoa expressar os seus sentimentos e
           confortá-la com gestos e olhares de cari-
           nho e compreensão.
           Sendo também de grande importância,
           na prática da nossa profissão, estabele-
           cer uma relação de ajuda com o cliente, o
           que não implica necessariamente a pre-
           sença física permanente do enfermeiro
           como nos cita Pacheco “ (…) mas sim uma
           presença atenta (…)” (2002:134).
           Segundo   Boykin   e   Schoeenhofer
           (2001:198), as relações quanto mais ricas
           forem, maior será o potencial do cuidar.
           Cuidar é, pois, um processo que cresce
           com as pessoas aumentando a sua capa-                               CONCLUSÃO
           cidade de exprimir o cuidar.                                        Na minha opinião, todo o enfermeiro
           O enfermeiro desempenha assim um pa-                                que presta cuidados, tendo a noção de
           pel essencial na recuperação do cliente,   O enfermeiro             que o cuidar e tratar estão interligados,
           comprometendo-se desta forma numa                                   está assim a contribuir para a recupe-
                                                desempenha assim
           relação mútua, descobrindo a beleza da                              ração com sucesso do cliente como diz
           pessoa, criando modos de aprender e   um papel essencial na         Valadas (2002:64), “O enfermeiro, para
           oferecer cuidados que respeite a pessoa   recuperação do cliente,   poder cuidar, tem de  utilizar um saber
           como ser único.                                                     próprio, chamado saber de enfermagem
                                                comprometendo-se
           Para Walter Hesbeen, (2002:69) “Cuida-                              que permite cuidar da pessoa na sua glo-
           dos de Enfermagem são a atenção par-  desta forma numa              balidade”. Ainda segundo esta autora, “o
           ticular prestada por uma enfermeira ou   relação mútua,             desejo de prestar uns bons cuidados de
           por um enfermeiro a uma pessoa ou aos                               enfermagem  passa  pelo  conhecimento
           seus familiares com vista a ajudá-los   descobrindo a beleza        de nós próprios e pela consciência da
           na sua situação. Englobam tudo o que   da pessoa, criando           importância do outro”.
           os profissionais fazem, dentro das suas   modos de aprender         Para Hesbeen (2002:46), “(…) o doente
           competências, para prestar cuidados às                              não é dissociável da sua doença e, qual-
           pessoas. Pela sua natureza, permitem   e oferecer cuidados          quer que seja o nível de especializa-
           sempre fazer alguma coisa por alguém a   que respeite a pessoa      ção dos profissionais, o interesse pela
           fim de contribuir para o seu bem-estar,                             doença não pode suplantar o interesse
           qualquer que seja o seu estado”.     como ser único                 pelo doente”.








           BIBLIOGRAFIA

           ALMEIDA, Maria de Lurdes Ferreira – Cuidar o Idoso: revelações da prática de enfermagem IN Manuel Sinais vitais- O idoso- Problemas e Realidades. Coimbra. Editora Formasau. ISBN 972-
           8485-07-7 (1999:63-92)
           BOYKIN, anne, Schoeenhofer, Savina.- invista em si próprio: será que há mesmo tempo para cuidar? Servir. Lisboa. ISSN 0871-2370. nº4 (2001: 196-199)
           HESBEEN, Walter - cuidar no Hospital : Enquadrar os cuidados de enfermagem numa perspectiva de cuidar. Loures: Lusociência. ISBN 972-8383-11-8. (2000:46)
           http://www. maisenfermegem. Blogspot.com/
           http://br.geocities.com/enfermegemweb/orientaçãoesdominantes.htm
           PACHECO, Susana – cuidar a pessoa em fase terminal: perspectiva ética. Loures: Lusociência. ISBN 972-8383-30-4 (2002:153)
           VALADAS, Maria dos Anjos Berjano – Reflexão sobre a Prática do Cuidar em enfermagem. Sinais Vitais. Coimbra. Nº59. (2005:62-64)
           http://www.maisenfermagem. blogspot.com/
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                                                                  REVISTA PORTUGUESA DE GESTÃO & SAÚDE • N.º 20  43
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