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INTRODUÇÃO                                                          dificuldades  no  AT  como  um  dos  dez
         A melhoria contínua da qualidade é                                  maiores problemas das USF . 9
         uma preocupação constante de todos                                  Assim sendo, surge a necessidade de cla-
         os profissionais dos cuidados de saúde   A melhoria                 rificar  quais  as  reais  dimensões  de  um
         primários (CSP) que, por isso, investem   contínua da               problema que é percecionado por profis-
         na investigação dos principais proble-                              sionais e cidadãos em muitas USF e para
         mas relatados pelos utentes, sendo     qualidade é uma              o qual podem ser implementadas algu-
         que a dificuldade de acesso constitui   preocupação                 mas medidas corretoras.
         uma  das  principais  áreas  de  atuação
         desta melhoria.                        constante de                 METODOLOGIA
         Os sistemas de atendimento por telefone   todos                     Foi realizado um estudo transversal des-
         (AT), que permitem a obtenção de con-                               critivo e retrospetivo. Foram executados
                                                os profissionais
         selhos médicos e respostas a perguntas                              os seguintes passos:
         sem necessidade de contacto presen-    dos cuidados                 1. Analisaram-se as reclamações decor-
            1,2
         cial , são muito utilizados nos sistemas   de saúde                   ridas no primeiro semestre de 2017;
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         de saúde em todo o mundo . Por exem-                                2. Definiu-se  o  processo  e  os  resulta-
                                                primários
         plo, no Reino Unido muitas unidades clí-                              dos esperados: cálculo de percentis
         nicas prestam AT extra-horário . Esses                                de eficiência com base na casuística
                                   4
         sistemas podem aumentar o acesso às   têm o potencial para economizar tempo   enviada pelo ACES através da análise
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         unidades de saúde, reduzindo a necessi-  e reduzir custos .           de mapas de chamadas recebidas e
         dade de compromissos presenciais  e de   Percebe-se, portanto, que o acesso diri-  atendidas (gráfico 1).
                                     1
         utilização de outros serviços, como por   gido às preferências do paciente é vital   3. Avaliou-se o desempenho: avalia-
         exemplo os de urgência. Os sistemas de   para  alcançar  a  satisfação  do  mesmo.   ção da taxa de eficiência da USF e da
         atendimento telefónico parecem ser pre-  As motivações para chamadas incluem   frequência de chamadas com base
         feridos pelos utentes para a satisfação de   preocupações com a medicação, discus-  na casuística enviada pelo ACES no
         algumas das suas necessidades em saú-  são do próximo passo no episódio de   período de 01/04/2017 a 31/10/2017
         de e por isso aumentam a prestação de   cuidados, garantia de continuidade de   efetuando  uma  análise  bruta  (gráfi-
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         cuidados centrados no utente . Alguma   cuidados, questões médicas urgentes,   co 2), uma análise discriminada por
         investigação tem demonstrado que cer-  resultados de meios complementares de   hora  (gráfico  3)  e  análises  de  mapas
         tos grupos populacionais preferem o AT   diagnóstico e terapêutica (MCDT) e escla-  de chamadas recebidas e atendidas.
         ou a via do correio eletrónico para a re-  recimentos necessários sobre algo que o   Foi definida taxa de eficiência (Te) no
         solução de cerca de dois terços das suas   seu prestador de cuidados de saúde lhes   atendimento telefónico como:
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         necessidades nos CSP .            disse na última consulta .
         Além disso, os sistemas de AT são vistos   Por outro lado, os secretários clínicos e   é  ù n  ´ 100
                                                                                           û t
         como um método de comunicação inter-  os médicos da Administração Regional     ê  ú
                                                                                        ë
         nacional para pacientes e prestadores, e   de Saúde (ARS) do Norte apontam as
         GRÁFICO 1 | Percentis da Te e Tec do ACES e métrica de desempenho adotada




                           percentil [25 - 50[
                            [15,42 - 23,40[

            Tec  percentil [0-25[                             percentil [50 - 100]
                                                                [23,40 - 100]
                   [0 - 15,42[


            Te   percentil [0 - 25[  percentil [25 - 50[           percentil [50 - 100]
                                                                     [31,4 - 100]
                                [14,98 - 31,40[
                   [0 - 14,98[
               0       10       20       30       40       50       60       70       80       90       100

                  desempenho insuficiente  desempenho suficiente  bom desempenho





                                                                  REVISTA PORTUGUESA DE GESTÃO & SAÚDE • N.º 26  19
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