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14 PERFIL

se caracteriza por uma limitação pro-     redução tanto nas exacerbações,           QUADRO I - Principais causas de morte em Portugal
gressiva e persistente do fluxo aéreo,    como na necessidade de medicação
resultante de uma resposta infla-         de alívio.                                               50,0
matória crónica das vias aéreas e do
pulmão, em resposta a gases e partí-      Em que medida considera que o                            45,0
culas nocivas inaladas. A ocorrência      brometo de aclidínio pode fazer a
de exacerbações e de comorbilidades       diferença no tratamento da DPOC e                        40,0
contribui para a gravidade da doença.     qual o feedback dos doentes face à
O tratamento farmacológico da DPOC        sua utilização?                                          35,0
deve ser feito tendo em conta estes       O brometo de aclidínio foi bem tole-
três parâmetros: sintomas (e qualida-     rado pelos doentes, com uma baixa                        30,0
de de vida), função respiratória e exis-  incidência de reacções adversas se-
tência de exacerbações (ver quadro II).   jam elas anticolinérgicas ou outras.         Óbitos (%)  25,0
Com a introdução de novos fármacos,       Para a eficácia e segurança deste
isoladamente ou em associação, e de       fármaco muito contribui o inalador                       20,0
novos dispositivos de inalação, são       Genuair. Sendo um novo inalador de
cada vez mais as armas terapêuticas       pó seco, multidose, tem tido um ele-                     15,0  6,9       7,3             7,3       7,7  8,0  8,7  8,9 10,4 9,7                      8,5  8,7  8,8       10,5 11,3 10,6 11,1 11,7 11,1 11,6 12,9 11,8
ao nosso dispor para tratar as duas       vado grau de aceitabilidade entre os                     10,0                                                                                                      8,5
vertentes da DPOC: um bom controlo        utilizadores que o classificam como                                                           7,1
dos sintomas e a redução dos riscos       um inalador fácil de usar, permitindo                               6,8        6,9  6,7
futuros, procurando reduzir a elevada     que mesmo os doentes com DPOC
morbilidade/mortalidade desta pato-       moderada ou grave consigam alcan-                        5,0
logia (ver quadro III).                   çar um fluxo inspiratório suficiente
                                          através do inalador para inalar com                      0,0
Que vantagens reconhece aos dis-          confiança a dose completa e reini-
positivos inalatórios, nomeadamente       ciar o inalador. Todos estes aspectos                    1988
no tratamento de doentes idosos?          contribuem para uma boa adesão ao                               1989
Os medicamentos usados no trata-          tratamento e para a obtenção de                                         1990
mento crónico da DPOC por via inala-      bons resultados clínicos.                                                       1991
tória são, actualmente, extremamente                                                                                             1992
seguros. Os estudos que avaliaram a       BIBLIOGRAFIA:                                                                                  1993
população de doentes mais idosos,         ›› Norma da Direcção-Geral da Saúde para                                                               1994
não mostraram perda de eficácia nem       o Diagnóstico e Tratamento da Doença                                                                          1995
aumento de efeitos secundários in-        Pulmonar Obstrutiva Crónica, DGS (2013).                                                                              1996
desejáveis, em variáveis importantes      ›› Portugal: Doenças Respiratórias em                                                                                         1997
como a morbilidade ou mortalidade.        números – 2014, DGS (2015).                                                                                                          1998
                                                                                                                                                                                       1999
Como descreve a sua prática clínica                      Fernando                                                                                                                              2000
com o brometo de aclidínio?                              Menezes é                                                                                                                                     2001
O brometo de aclidínio é um antago-                      pneumologista do                                                                                                                                     2002
nista dos receptores muscarínicos                        Hospital Garcia                                                                                                                                              2003
inovador, de longa duração de acção,                     de Orta.                                                                                                                                                             2004
aprovado para o tratamento da DPOC.                      Secretário adjunto                                                                                                                                                          2005
Os ensaios clínicos demonstraram                         da Sociedade                                                                                                                                                                        2006
que o brometo de aclidínio 400 µg                        Portuguesa de                                                                                                                                                                               2007
BID proporciona uma broncodilatação                      Pneumologia.                                                                                                                                                                                       2008
estatisticamente significativa e obtida                                                                                                                                                                                                                             2009
nas primeiras 24 horas, bem como                                                                                                                                                                                                                                            2010
uma melhoria nos parâmetros clíni-                                                                                                                                                                                                                                                 2011
cos e funcionais (FEV1 mínimo e má-                                                                                                                                                                                                                                                        20132(0P1o2)
ximo, dispneia e qualidade de vida) e
a melhoria significativa nos sintomas                                                                                                                                       Ano                              tumores malignos
nocturnos e matinais. Observou-se                                                                                                                                                                            diabetes mellitus
igualmente, com esta molécula, uma                                                                            doenças do aparelho circulatório                                                               Acidentes, envenenamentos e violências
                                                                                                              doenças do aparelho respiratório                                                               Lesões autoprovocadas intencionalmente
                                                                                                              doenças do aparelho digestivo                                                                  tuberculose
                                                                                                              doenças do aparelho geniturinário
                                                                                                              doença pelo vírus do imunodefeciência humana (ViH)

                                                                                                         Nota: Os valores com ano de referência 2013 são provisórios. Fonte: INE, IP, 2014

                                                                                                         * Na avaliação do risco a existência de uma ou mais hospitalizações por exacerbação                 QUADRO
                                                                                                         de DPOC é critério de risco elevado.                                                                II - Avaliação
                                                                                                                                                                                                             combinada da
                                                                                                                                                                                                             DPOC com base
                                                                                                                                                                                                             em sintomas,
                                                                                                                                                                                                             classificação
                                                                                                                                                                                                             espirométrica
                                                                                                                                                                                                             e risco futuro de
                                                                                                                                                                                                             exacerbações

                                                                                    Doente               Característica       Classificação       Exacerbações  mMRC                                    CAT
                                                                                                                              espirométrica           por ano

                                                                                    A                 Baixo Risco                  GOLD 1-2                 ≤ 1 0-1 < 10
                                                                                                   Poucos Sintomas

                                                                                    B                      Baixo Risco             GOLD 1-2                 ≤ 1 > 2 ≥ 10
                                                                                                         Mais Sintomas

                                                                                    C                  Alto Risco                  GOLD 3-4                 > 2 0-1 < 10
                                                                                                   Poucos Sintomas

                                                                                    D                       Alto Risco             GOLD 3-4                 > 2 > 2 ≥ 10
                                                                                                         Mais Sintomas

                                                                                    Fonte: GOLD, update 2013

                                                                                    QUADRO III - Tratamento farmacológico inicial

                                                                                    Doente Primeira escolha                                            Segunda escolha                                       Escolhas alternativas

                                                                                                       SABA (SOS)                                               LABA                                              Teofilina
                                                                                       A ou                                                                       ou
                                                                                                                                                                                                             SABA e/ou SAMA
                                                                                                       SAMA (SOS)                                               LAMA                                              Teofilina
                                                                                                                                                                  ou
                                                                                                           LABA                                                                                              SABA e/ou SAMA
                                                                                       B ou                                                               SABA e SAMA                                             Teofilina

                                                                                                           LAMA                                           LAMA e LABA                                          Carbocisteína
                                                                                                       ICS + LABA                                                                                            SABA e/ou SAMA
                                                                                       C ou                                                               LAMA e LABA
                                                                                                                                                                                                                  Teofilina
                                                                                                           LAMA                                        ICS + LABA e LAMA
                                                                                                                                                                  ou
                                                                                       D                      ICS + LABA e/ou
                                                                                                                    LAMA                                  LAMA e LABA

                                                                                    Fonte: GOLD, update 2013 (adaptado). A terapêutica referida em cada opção (caixa) está de acordo com a ordem alfabética, por
                                                                                    conseguinte, não é uma ordem de preferência.

JORNAL MÉDICO – em | FOCO GERIATRIA
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