[caption id="attachment_5876" align="alignleft" width="300"]hospitaluniversidadedecoimbra "Pela primeira vez, vai ser assinado um protocolo de colaboração entre um núcleo regional e um grande hospital central universitário, que vai abranger dois tipos de apoio social e a entrada dos nossos voluntários na ajuda aos doentes", explicou à agência Lusa Carlos Oliveira, presidente da estrutura regional do Centro da Liga[/caption]

O Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro vai estender o seu apoio aos doentes oncológicos em tratamento no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), através da assinatura de um protocolo.

"Pela primeira vez, vai ser assinado um protocolo de colaboração entre um núcleo regional e um grande hospital central universitário, que vai abranger dois tipos de apoio social e a entrada dos nossos voluntários na ajuda aos doentes", explicou à agência Lusa Carlos Oliveira, presidente da estrutura regional do Centro da Liga.

Segundo o médico e professor universitário, até agora o apoio da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) era dirigido aos doentes dos núcleos do Instituto Português de Oncologia e a alguns hospitais de pequena dimensão, como os de Évora, Viseu ou Covilhã.

Com a celebração do protocolo, na sexta-feira, às 10:30, a LPCC vai estar presente no Hospital de Dia de Oncologia Médica e Serviço de Radioterapia, Ginecologia, Cirurgia, Gastroenterologia e Otorrinolaringologia do CHUC.

O apoio do núcleo regional do Centro abrange o auxílio financeiro a doentes e famílias em que exista, comprovadamente, necessidades emergentes, de forma a minimizar o impacto da doença no agregado familiar e a promover a reintegração social.

Por outro lado, segundo Carlos Oliveira, vai existir apoio social ao nível do transporte dentro da área do concelho de Coimbra, através de uma viatura que transporta doentes ao comboio ou às gares rodoviárias.

O protocolo inclui ainda a entrada dos voluntários da LPCC no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra para ajudar os doentes nas deslocações internas, nas refeições e em outras tarefas necessárias.

Na prática, sintetiza Carlos Oliveira, "vamos estender o tipo de apoio que já prestávamos aos doentes do Instituto Português de Oncologia".

A estrutura deve estar a funcionar dentro de "dois ou três meses", contando com uma verba de 300 mil euros, que poderá ser aumentada de acordo com as necessidades.

"Nenhum doente com dificuldades comprovadas deixará de ser apoiado", garantiu o presidente do núcleo regional do Centro.

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[caption id="attachment_5888" align="alignleft" width="300"]nunomiranda “Temos gato por lebre. Nem todos os medicamentos inovadores são igualmente úteis”, disse Nuno Miranda, lembrando que cada medicamento novo que chega ao mercado custa 70 a 100 mil euros por ano e doente[/caption]

O director do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, Nuno Miranda, afirmou que “nem todos os medicamentos inovadores são igualmente úteis” e que, em oncologia, existe uma “sobrevalorização” de medicamentos.

Nuno Miranda falava ontem durante uma audição na Comissão Parlamentar de Saúde, requerida pelo PS, CDS-PP e PCP, a propósito do documento “em defesa dos doentes oncológicos”, elaborado por 65 oncologistas contra o despacho que regulamenta a prescrição e dispensa de medicamentos inovadores.

“Temos gato por lebre. Nem todos os medicamentos inovadores são igualmente úteis”, disse, lembrando que cada medicamento novo que chega ao mercado custa 70 a 100 mil euros por ano e doente.

Segundo Nuno Miranda, as aprovações destes fármacos “são cada vez mais precoces”, existindo casos em que posteriormente são retirados do mercado.

A este propósito, deu o exemplo de um medicamento que, apesar de ter aprovação da FDA (Estados Unidos) e EMEA (Europa), não foi aprovado pelo Infarmed, em Portugal, e que mais tarde foi retirado do mercado por causar mais danos do que benefícios.

Para o director do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, o despacho que motivou as críticas dos 65 oncologistas “só por si tenta transmitir apenas equidade”.

“O despacho aprova um programa de monitorização em relação a estes medicamentos, mas o doente pode continuar a ser seguido nos hospitais de origem, o qual assegurará os custos associados. Como se vai fazer [entre os IPO e os hospitais de origem] a articulação não sei”, disse.

As novas regras determinam que os pedidos de medicamentos inovadores passem a ser fundamentadamente formulados por Centros Especializados para Utilização Excepcional de Medicamentos (CEUEM) que são, para a área da oncologia, apenas os três IPO.

A este propósito os administradores dos IPO de Lisboa, Porto e Coimbra apresentaram aos deputados indicadores destas unidades de saúde, como o facto de representarem mais de 50 por cento do atendimento dos doentes e “provavelmente dos mais complicados”, como lembrou o presidente do IPO do Porto.

Este responsável disse que existem hospitais que têm orçamentos superiores aos 258 milhões de euros adstritos aos IPO, sublinhando o grau de complexidade dos doentes atendidos nestas três estruturas.

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[caption id="attachment_5217" align="alignleft" width="300"]doentecancro Um pouco maior do que na análise anterior, publicada em 2007, o estudo Eurocare-5 comparou as taxas de sobrevivência a cinco anos de nove milhões de adultos e de mais de 60.000 crianças portadores de cancro entre 2000 e 2007, num total de 29 países.
Um terço dos cancros observados tinha uma taxa de sobrevivência a cinco anos de mais de 80% em 2007, entre eles os tumores dos testículos (88%), dos lábios (88%) da tiróide (86%) e da próstata (83%)[/caption]

As taxas de sobrevivência de doentes de cancro continuam a melhorar na Europa, mas subsistem importantes disparidades para certos tipos de cancro entre os países da parte oriental e o resto do continente, segundo os resultados de um estudo agora publicado.

Um pouco maior do que na análise anterior, publicada em 2007, o estudo Eurocare-5 comparou as taxas de sobrevivência a cinco anos de nove milhões de adultos e de mais de 60.000 crianças portadores de cancro entre 2000 e 2007, num total de 29 países.

Um terço dos cancros observados tinha uma taxa de sobrevivência a cinco anos de mais de 80% em 2007, entre eles os tumores dos testículos (88%), dos lábios (88%) da tiróide (86%) e da próstata (83%).

Por seu lado, a taxa de sobrevivência a cinco anos foi inferior a 25% para cancros “malignos” como o do pâncreas, da pleura, do fígado, do esófago, dos pulmões e do cérebro.

Apesar de todos os países terem registado melhorias entre 2003 e 2007, alguns, como os países nórdicos, a Áustria, a Bélgica, França, Alemanha, Suíça, Itália, Portugal e Espanha, observaram nítidas melhorias na matéria.

Outros países como a Bulgária, a Estónia, a Letónia, a Lituânia, a Polónia e a Eslováquia permanecem na cauda, com resultados significativamente abaixo da média europeia para certos tipos de cancro de bom prognóstico.

Trata-se do cancro do cólon (47% de taxa de sobrevivência contra 57% na média europeia), do cancro do reto (45% contra 56%) ou dos linfomas (50% contra 59%).

A situação está a melhorar neste países para o cancro da mama, com a taxa de sobrevivência a cinco anos a passar de 70 para 75%, entre 1999 e 2007.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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