medicamento

Portugal deve suprimir “restrições injustificadas à exportação de medicamentos” na União Europeia (UE), segundo um parecer fundamentado ontem divulgado pela Comissão Europeia, no âmbito do pacote de processos por infração de maio.

Segundo o texto, o executivo comunitário solícita a Portugal e à Eslováquia que “suprimam a imposição de requisitos de notificação injustificados e desproporcionados à exportação de medicamentos para uso humano para outros Estados-membros” porque criam “obstáculos à livre circulação de mercadorias dentro do mercado único da UE”.

Bruxelas lembrou que as importações e exportações paralelas de medicamentos são legítimas, ou seja, os fármacos são comprados num determinado Estado-membro e, em seguida, vendidos noutros países da UE. Mas, podem haver restrições nas exportações por proteção da saúde pública.

“Em Portugal, os distribuidores grossistas de medicamentos para uso humano têm de notificar a sua intenção de exportar medicamentos considerados pelas autoridades 'em risco de escassez' e fornecer informações sobre as operações de exportação que tenham sido efetuadas”, considerou a Comissão Europeia.

Bruxelas exige que Portugal e a Eslováquia alterem a sua legislação e considerem a aplicação de medidas menos restritivas ao comércio intra-UE, mediante dois pareceres fundamentados.

Se os países não atuarem no prazo de dois meses, a Comissão poderá instaurar uma ação no Tribunal de Justiça da UE.

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O Governo português comprometeu-se com a Comissão Europeia a reduzir 60 milhões de euros em gastos com subsídios de doença, através do reforço das juntas médicas no combate às baixas fraudulentas, segundo o Ministério das Finanças.

De acordo com uma carta enviada a Bruxelas no âmbito da negociação do Orçamento do Estado para 2016, “o Governo procederá a um reforço do procedimento dos serviços de verificação de incapacidade, estimando uma redução dos gastos em 60 milhões de euros”.

O documento refere que entre 2013 e 2015 os gastos com subsídios de doença aumentaram aproximadamente 65 milhões de euros, o que é justificado pela diminuição das verificações de incapacidade.

“Nos últimos anos, observámos um aumento das despesas com baixas médicas justificadas grandemente pela diminuição do número de beneficiários que foram chamados as juntas médicas”, afirma a carta.

O Governo considera que “a forma mais eficaz de deteção de fraudes na prestação social desta natureza é através de uma chamada para participar de uma junta médica, que verifica a alegação de elegibilidade das prestações de doença nos primeiros 30 dias”.

Lusa

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A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) apresentou uma queixa na Comissão Europeia contra o Estado português que acusa de “concorrência desleal” no protocolo que estabeleceu para a prestação de cuidados de saúde nas instituições e serviços das Misericórdias.

O presidente da APHP, Artur Osório, disse à agência Lusa que em causa estão acordos que o Estado português, “através do governo anterior, estabeleceu com as Misericórdias, ao nível da prestação de serviços de saúde”.

Trata-se, segundo explicou, de acordos no valor de 125 milhões de euros que as Misericórdias vão receber ao longo de cinco anos para fazer 91 mil consultas externas para o Estado e 13.200 cirurgias de várias especialidades, “isto sem qualquer concurso público”.

De acordo com o teor da queixa, entregue na semana passada e que Artur Osório afirma ser do conhecimento do atual ministro da Saúde, o protocolo, “celebrado sem concurso e sem que se pudessem apresentar todos os prestadores de cuidados de saúde, em especial os pertencentes ao setor privado, representa para a APHP uma forte restrição do princípio da livre e franca concorrência e, nessa medida, uma clara violação do princípio da liberdade de escolha, em total desrespeito pelos artigos 101º e 102º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia”.

Estes artigos “proíbem, respetivamente, os acordos que restrinjam a concorrência, qualquer que seja a intenção das partes, bem como o abuso de posição dominante”.

“Este é um Estado que se movimenta sem respeito pela iniciativa privada mas, ainda mais importante do que tudo isso, pelo mais democrático dos princípios de um Estado de Direito: o da liberdade de escolha do cidadão esclarecido”, lê-se na queixa.

Para Artur Osório, “o mais justo é o Estado fazer um concurso, ao qual as Misericórdias podem concorrer, se assim quiserem”, mas que o mesmo também dê oportunidade aos privados.

O presidente da APHP sublinha que, na verdade, “as Misericórdias não têm hospitais, têm locais onde se fazem consultas e cirurgias”.

Nestes locais, adiantou, não existem “exigências de licenciamento, estrutura, recursos humanos ou estrutura técnica e não são sequer sujeitos a regras de licenciamento”.

Artur Osório referiu que tem “fundadas razões” para acreditar que o atual ministro da Saúde vá reverter a situação e viu, por isso, com bons olhos a decisão do Ministério da Saúde, que anulou os despachos de homologação da celebração dos acordos de cooperação entre a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte e as Santas Casas das Misericórdias de Santo Tirso e de São João da Madeira.

Segundo uma nota do Ministério da Saúde, esta decisão “foi ponderada, considerando que os estudos e o modelo económico-financeiro que estão na base dos acordos de cooperação suscitam fundadas dúvidas sobre a efetiva defesa do interesse público”.

“Os utentes, os profissionais de saúde e as autarquias têm evidenciado o seu desacordo relativamente a estes processos e considerando que os acordos de cooperação foram objeto de homologação pelo então secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, em 12 de novembro de 2015, após a rejeição do Programa do XX Governo, de que era membro, a 10 de novembro de 2015”, adianta a nota.

Apesar desta decisão do Ministério da Saúde, Artur Osório disse que a queixa vai prosseguir e que espera que a Comissão Europeia “veja o fundamento da violação das regras universais para a União Europeia e influencie junto do governo português no sentido de reverter todas as situações, visto que isto prefigura uma situação de concorrência desleal e fere os princípios da União Europeia”.

Lusa/Jornal Médico

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A Comissão Europeia (CE) iniciou uma acção por incumprimento contra o Estado Português pela não transposição, na sua totalidade, da directiva comunitária relativa aos pagamentos em atraso. Em causa, a exclusão do sector público da saúde das obrigações previstas na norma comunitária.

De acordo com a CE, a situação tem conduzido ao agravamento da liquidez das empresas, pressionadas pela extensão excessiva dos prazos de pagamento a fornecedores pelo sector público. A decisão de Bruxelas de avançar com uma acção por incumprimento contra Portugal é reforçada pelo facto de não ter havido por parte do executivo de Pedro Passos Coelho, a adopção de quaisquer medidas correctivas ou assumidos compromissos visando a resolução do problema, sublinha a CE.

A informação consta de um relatório sobre Portugal elaborado pela CE e distribuído no passado dia 26, onde os técnicos de Bruxelas tecem duras críticas à actual situação portuguesa em múltiplos sectores.

No relatório, a CE afirma ainda que no que toca a investimento, Portugal regrediu em quase todas as áreas, do investimento público na saúde, ao envolvimento do Estado em parcerias com o sector privado em projectos de investigação visando a transferência e comercialização de conhecimento.

Saúde: o desafio da sustentabilidade

Apontando os resultados do Relatório sobre o Envelhecimento de 2012, os técnicos da CE não hesitem em afirmar que o sistema de saúde português enfrenta um desafio de sustentabilidade fiscal, com as projecções da evolução da despesa em saúde a revelarem um crescimento muito acima do valor médio esperado para a União Europeia (UE).

Uma situação particularmente grave se se atender ao facto de Portugal apresentar um dos valores mais baixos da UE no que toca à comparticipação pública nos gastos totais com a saúde (63%, face aos 73% da média da União).

Segundo as contas da CE, a contribuição privada para a despesa total com a saúde cresceu 4,5% entre 2007 e 2012, no que constitui o maior aumento registado na Europa a 28.

Mas não se ficam por aqui os problemas apontados ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). De acordo com o relatório a que o nosso jornal teve acesso, 14% da população não tem médico de família atribuído e os tempos de espera para algumas cirurgias programadas aumentaram entre 2010 e 2013, no que segundo os técnicos da CE constitui um retrocesso face à tendência anterior e que vem confirmar o aumento crescente de necessidades de saúde não satisfeitas. “Esta situação sugere ser necessário desenvolver esforços no sentido de manter os actuais níveis de acessibilidade”, apontam os técnicos da CE.

Reformas devem ser cumpridas

Pesem as muitas críticas, os relatores do relatório sobre Portugal reconhecem que as reformas em curso no SNS têm permitido alguns progressos. “As reformas do sector hospitalar e de optimização dos custos contribuíram, nos anos mais recentes, para poupanças no sector da saúde”, aponta o documento. Ainda assim, alertam os técnicos, as dívidas do sector hospitalar mantém-se como um desafio a enfrentar, não obstante ter-se vindo a registar uma redução significativa e sustentada desde 2012”.

De entre as medidas implementadas no âmbito das reformas em curso destacados no relatório como positivas, os técnicos da CE apontam a criação de centros de referenciação, a decisão de reclassificar os hospitais do SNS em função das valências disponibilizadas e população abrangida e ainda os procedimentos centralizados de aquisição, “que continuam a permitir poupança de recursos”. Uma situação que se repete com o crescimento do mercado de medicamentos genéricos comparticipados e com a negociação de preços de novos medicamentos com a indústria farmacêutica.

Outra reforma promissora é a da introdução da figura do enfermeiro de família, com novas competências, que permitirão, assegura a CE, ganhos ao nível da prevenção e promoção da saúde ao nível dos cuidados de saúde primários.

Finalmente, os técnicos da CE destacam os esforços do executivo para aumentar o número de profissionais em regiões carenciadas através da introdução de incentivos.

Hospitais EPE melhoram performance

De acordo com o relatório dos técnicos da CE, a que o nosso jornal teve acesso, graças à reestruturação das operações das instituições do sector público empresarial (EPE), o desempenho operacional das empresas manteve uma trajectória positiva em 2014. Foram disponibilizados 309 milhões de euros com o objectivo de impedir novo acumular de dívida em atraso nos hospitais EPE, melhorar o balanço operacional e permitir o fornecimento de serviços de saúde adicionais realça o relatório da CE. No final de 2015, será possível, de acordo com os dados da CE, o sector público empresarial da saúde alcançar o equilíbrio financeiro.

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Receita

A Comissão Europeia enviou hoje um pedido formal a Portugal para que notifique a plena aplicação da legislação comunitária que estabelece medidas para facilitar o reconhecimento de receitas médicas emitidas noutro Estado-Membro, ameaçando levar o caso a Tribunal.

A directiva em causa tem por objectivo aumentar a capacidade dos farmacêuticos compreenderem e aviarem as receitas emitidas noutro país da UE aos doentes que exerçam o direito à prestação de cuidados de saúde transfronteiriços, e exige que os países assegurem que as receitas médicas a utilizar noutro Estado-Membro incluam um determinado número de elementos que figuram no anexo da directiva.

Segundo a Comissão, até à data, Portugal e três outros países, designadamente Bélgica, Irlanda e Luxemburgo, não transpuseram, ou ainda não transpuseram totalmente esta directiva para o direito nacional, não obstante estarem obrigados a fazê-lo até 25 de Outubro de 2013, pelo que lhes deu hoje um prazo de dois meses para informar Bruxelas das medidas tomadas para a efectiva aplicação da lei.

A não notificação de medidas adequadas pode levar a Comissão a submeter o assunto à apreciação do Tribunal de Justiça da União Europeia, adverte o executivo comunitário.

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Big build hospital (done in 3d)

De acordo com dados do “Eurobarómetro” especial da Comissão Europeia (CE), dedicado à segurança do doente e qualidade dos cuidados prestados, cerca de metade (53%) dos cidadãos da União considera provável que os doentes que recorrem aos hospitais dos respectivos países correm o risco de verem o seu estado de saúde agravado por via de danos causados dentro das próprias instituições. Mais 3% do que os valores registados no último inquérito do género realizado sob os auspícios da CE, em 2009.

Em Portugal, essa percepção atinge contornos verdadeiramente alarmantes, com 75% dos inquiridos a considerarem muito provável que uma pessoa que recorre aos cuidados secundários poder sair pior do que quando entrou. Mais 11% do que em 2009.

Apenas 21% dos respondentes lusos afirmaram considerar pouco provável virem a sofrer danos nas instituições dos cuidados secundários quando a elas têm que recorrer. A média dos 28 estados-membros foi, neste parâmetro de avaliação de 41%.

Perigo… também fora dos hospitais

A mesma questão foi colocada relativamente à percepção de potencial dano resultante de cuidados prestados nos centros de saúde, farmácias e laboratórios de análises clínicas. Também aqui os valores são elevados, com 50% dos europeus a considerarem o risco como muito provável. Em Portugal, a percentagem de gente convicta de que vai sofrer algum dano para a sua saúde quando recorre àquelas instituições foi de 71%.

Quando a percepção é confirmada pela realidade

Os inquiridos falam com conhecimento de causa: 27% afirmaram ter (eles mesmos ou familiares seus) sofrido um evento adverso ao receberem cuidados de saúde. Entre os “efeitos adversos” mais relatados contam-se as infecções hospitalares, diagnósticos incorrectos, perda de exames dentro das instituições, erros cirúrgicos e prescrição errada (quer do medicamento indicado pelo médico, quer ainda da dosagem e na dispensa pela farmácia). Foram ainda relatados erros resultantes de avarias dos equipamentos.

Pese a percepção dos portugueses de que é muito perigoso recorrer aos serviços de saúde, a verdade é que quando questionados sobre se de facto esse receio veio a concretizar-se, a maioria diz que não. De facto, apenas 14% (quase metade da média europeia) viram confirmada a percepção, contra 80% que garantiram terem saído ilesos.

Menos internamentos… e informação sobre riscos associados

Outra das perguntas colocadas aos cidadãos dos 28 estados-membros (EU28) teve como objectivo conhecer a incidência de internamentos em unidades hospitalares e de cuidados continuados nos 12 meses que antecederam o inquérito. Bem como se os cidadãos receberam informação sobre os riscos de infecção associados.

Se relativamente à primeira questão, Portugal (PT) não se afasta muito dos seus parceiros europeus (média EU28 17% vs PT 15%), já no que toca à informação, pelos profissionais de saúde, sobre os riscos associados, ficamos um pouco mais distantes (EU28 39% vs PT 32%). A esta questão responderam apenas os inquiridos hospitalizados ou internados em serviços de cuidados continuados.

Consentimento informado… no bom caminho!

O número de cidadãos portugueses submetidos a procedimentos cirúrgicos, mesmo em ambulatório nos últimos 12 meses que antecederam o inquérito, ficou aquém da média europeia (EU28 38% vs PT 28%). A questão, ainda que pertinente, teve como objectivo apurar uma outra informação, mais delicada: a do consentimento informado formalizado por escrito.

Neste parâmetro, os resultados obtidos colocam o nosso país numa posição mais favorável do que a da média da União quer no subgrupo dos que afirmaram que deram sempre o seu consentimento por escrito (EU28 68% vs PT 70%) como no dos que disseram que o fizeram algumas vezes (EU28 6% vs PT 11%).

Queixas… Para que vos quero?

Os resultados do “Eurobarómetro” especial encomendado pela Comissão Europeia revelam que das vítimas de eventos adversos ocorridos enquanto eram alvo de cuidados em instituições de saúde, 46% notificaram a ocorrência. Muitas mais do que as que afirmaram tê-lo feito em 2009, ano em que apenas 28% denunciaram a situação. Isto, em termos de média europeia. Porque quando se analisam os dados país a país… as coisas mudam de figura. E Portugal apresenta um resultado muito aquém da média. De facto, apenas 20% da gente lusa reporta os eventos adversos ocorridos enquanto recebiam cuidados em instituições de saúde.

Provavelmente, por saberem que nada acontece quando se queixam. De facto, informa o relatório, apresentado há dias, em 37% dos casos em que o evento adverso foi notificado “nada foi feito”. Apenas a 20% dos “prejudicados” foram apresentados pedidos de desculpa pelo médico ou enfermeiro em causa e a 17% o estabelecimento de saúde deu uma explicação para o erro cometido.

A quem se queixam os europeus?

A quem recorrem os utentes para reportar os erros quando algo corre mal nos cuidados de saúde? O “Eurobarómetro” responde à questão: aos advogados (48%) aos responsáveis hospitalares (39%) e ao Ministro da Saúde (33%). Mas é claro, trata-se, uma vez mais, de um valor médio, que encontra disparidades quando os dados são analisados país a país. E Portugal prima por se afastar da média. De facto, por cá, quando algo corre mal, é ao Ministro da Saúde a quem primeiro se recorre (50%) e só depois às administrações de saúde (45%). Aos advogados, apenas recorre 36% da nossa gente.

A consulta pública, realizada entre Dezembro de 2013 e Fevereiro de 2014 mostra que a sociedade civil (mais de 90%) continua a considerar que a segurança dos doentes é um problema na UE. Os resultados revelam também um apoio maciço a todas as propostas de melhoria apresentadas pela Comissão. Segundo os respondentes, as medidas mais eficazes são as que prevêem um maior envolvimento dos profissionais de saúde, a adopção de legislação nacional vinculativa, a participação de organizações de pacientes e a cooperação ao nível da UE no domínio da segurança dos pacientes. Além disso, a maior parte dos respondentes (72%) considera que seria vantajoso alargar o âmbito da acção da UE no domínio da segurança dos pacientes ao conceito mais amplo de qualidade dos cuidados de saúde. A segurança dos pacientes é considerada como um resultado da boa qualidade dos cuidados, que devem ser seguros e eficazes e respeitar as necessidades e a dignidade dos pacientes.

[caption id="attachment_8934" align="alignnone" width="300"]QC1 Quadro 1. Dos seguintes critérios, quais são os três mais importantes quando pensa em elevada qualidade dos cuidados de saúde em Portugal?[/caption]

[caption id="attachment_8935" align="alignnone" width="252"]QC2 Quadro 2. Como avalia a qualidade geral dos cuidados de saúde em Portugal?[/caption]

[caption id="attachment_8939" align="alignnone" width="272"]QC6a Quadro 3a. O que pensa sobre a possibilidade dos doentes poderem sofrer danos nos cuidados hospitalares em Portugal?[/caption]

[caption id="attachment_8940" align="alignnone" width="276"]QC6b Quadro 3b. O que pensa sobre a possibilidade dos doentes poderem sofrer danos nos cuidados de saúde não hospitalares em Portugal?[/caption]

[caption id="attachment_8941" align="alignnone" width="300"]QC7 Quadro 4a. Você ou um membro da sua família já sofreu algum evento adverso ao receber cuidados de saúde? (Eventos adversos incluem infecções hospitalares, diagnósticos incorrectos, perda ou atraso de exames, erros cirúrgicos, prescrição errada (quer do medicamento indicado pelo médico, quer ainda da dosagem e na dispensa pela farmácia) e erros resultantes de avarias dos equipamentos.[/caption]

[caption id="attachment_8942" align="alignnone" width="278"]QC9 Quadro 4b. Você ou o membro da sua família notificaram a ocorrência? (Apenas foram considerados os inquiridos que já sofreram algum evento adverso.)[/caption]

[caption id="attachment_8937" align="alignnone" width="296"]QC14a Quadro5a. Você ou um membro da sua família esteve internado nos últimos 12 meses?[/caption]

[caption id="attachment_8938" align="alignnone" width="250"]QC14b Quadro 5b. Você ou um membro da sua família recebeu informação sobre o risco de infecção associado a cuidados de saúde? (Apenas foram considerados os inquiridos que estiveram internados.)[/caption]

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[caption id="attachment_6630" align="alignleft" width="300"]electrico Lisboa já estava incluída na primeira fase e tinha apresentado o seu mapa de ruído, ainda faltando o plano de acção, que pretende resolver as situações que exigem reparação. O plano esteve em consulta pública em Janeiro e agora encontra-se em fase de revisão[/caption]

A Quercus apresentou à Comissão Europeia uma queixa relacionada com o incumprimento da legislação sobre ruído em Portugal, nas seis cidades abrangidas, somente Lisboa apresentou o mapa estratégico exigido, enquanto nos transportes faltam principalmente planos de acção.

A legislação sobre ruído ambiente contempla duas fases, "a primeira, a começar em 2006, [está] em incumprimento desde ai, o que motivou a queixa da Quercus à Comissão Europeia para repor esta situação", disse hoje à agência Lusa Mafalda Sousa, da associação ambientalista.

A queixa poderá resultar numa sanção por incumprimento da directiva, mas o processo ainda é longo e terá de passar pelo Tribunal Europeu de Justiça. A Quercus pede também clarificação acerca do alargamento dos prazos.

A segunda fase, a concretizar cinco anos depois, com actualização dos dados, também regista atrasos.

"Na segunda fase e relativamente a 2011 já temos [abrangidos] Porto, Matosinhos, Amadora, Oeiras e Odivelas, como municípios que passam a ter obrigação de preparar os mapas estratégicos e nenhum deles entregou ainda [os documentos] à Agência Portuguesa de Ambiente" (APA), resumiu a técnica da Quercus.

Lisboa já estava incluída na primeira fase e tinha apresentado o seu mapa de ruído, ainda faltando o plano de acção, que pretende resolver as situações que exigem reparação. O plano esteve em consulta pública em Janeiro e agora encontra-se em fase de revisão.

Também o aeroporto da capital já tinha preparado um mapa estratégico e o plano de acção está em fase de reformulação.

O aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, passou a ser abrangido pelas regras, na segunda fase, e já submeteu o seu mapa estratégico à APA, mas ainda não foi aprovado ou reportado à Comissão Europeia.

Segundo Mafalda Sousa, os novos critérios da legislação contra o ruído determinaram também a inclusão de mais troços de vias de transporte, no caso das rodovias de um total de 70, apenas 17 mapas estratégicos foram entregues à APA e nenhum foi aprovado e reportado à Comissão Europeia, enquanto nas ferrovias não houve qualquer mapa entregue.

Quanto aos planos de acção, "nenhum foi preparado", quer por aglomerações populacionais quer por infra-estruturas de transporte.

A Quercus considera que o ruído tem sido "um pouco esquecido pelas autoridades" e os portugueses "não têm a noção do impacto" que tem na sua saúde, como dificuldades em dormir, problemas de comunicação, alguma agressividade, irritabilidade, por isso não se queixam nem falam do assunto aos seus médicos.

A directiva sobre ruído ambiente obrigava à elaboração e aprovação de mapas estratégicos de ruído para as principais aglomerações e infra-estruturas de transporte, como aeroportos, rodovias e ferrovias de elevado tráfego.

O diploma também determinava a preparação e aprovação de planos de acção para prevenir e reduzir o ruído ambiente sempre que necessário, principalmente quando os níveis registados são susceptíveis de provocar efeitos sobre a saúde.

Para a Quercus, os atrasos são responsabilidade de ambas as partes, tanto das entidades que têm obrigação de preparar os documentos, como da APA, na fase de aprovação.

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[caption id="attachment_6280" align="alignleft" width="300"]gedeonrichter Em comunicado, a empresa informa que a Comissão Europeia (CE) aprovou a expansão da indicação da variante Tipo II do Esmya 5 mg (acetato de ulipristal) que permite um ciclo repetido de 3 meses de tratamento pré-operatório em todos os países da União Europeia. Esta decisão segue o parecer positivo que o Comité de Medicamentos para Uso Humano (CHMP) emitiu em Novembro de 2013[/caption]

A Gedeon Richter acaba de anunciar que os comprimidos Esmya 5 mg (acetato de ulipristal) estão agora licenciados para administração até 2 ciclos intermitentes de tratamento de 3 meses para tratamento pré-operatório de miomas uterinos na União Europeia.

Em comunicado, a empresa informa que a Comissão Europeia (CE) aprovou a expansão da indicação da variante Tipo II do Esmya 5 mg (acetato de ulipristal) que permite um ciclo repetido de 3 meses de tratamento pré-operatório em todos os países da União Europeia. Esta decisão segue o parecer positivo que o Comité de Medicamentos para Uso Humano (CHMP) emitiu em Novembro de 2013.

Refira-se que a aprovação pela CE foi sustentada pelos resultados do estudo PEARL III e na sua extensão. Estes estudos avaliaram a eficácia e segurança de ciclos repetidos intermitentes de 3 meses de tratamento de acetato de ulipristal em indivíduos com miomas uterinos e sangramento uterino intenso. Os resultados do estudo mostraram que um ciclo repetido de acetato de ulipristal proporciona eficácia continuada para as mulheres (as taxas de amenorreia foram 79,5% e 88,5% para as mulheres após o primeiro e segundo ciclos de tratamento, respectivamente. A variação percentual média da avaliação na redução do volume dos três maiores miomas foi -49,9% e -63,2%, após o primeiro e segundo ciclos de tratamento, respectivamente).

“Estamos satisfeitos com este passo significativo para o Esmya, pois significa mais possibilidades de escolha para os médicos que têm de tratar sintomas moderados a graves causados por miomas,” afirmou Erik Bogsch, Director Executivo da Gedeon Richter Plc. “Agora vamos trabalhar com as agências reguladoras locais para comunicar as implicações desta extensão do rótulo aos médicos na Europa.”

“O Esmya proporciona eficácia prolongada e contínua para a mais ampla gama de sintomas causados por miomas uterinos,” disse o Professor Jacques Donnez, que conduziu os estudos PEARL I, II e III. “A extensão da sua licença aumenta o leque de opções de tratamento pré-operatório para as mulheres com miomas uterinos e pode significar que são poupadas dos sintomas até um ano.”

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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