Maria da Luz Brazão: Núcleo de Urgência e do Doente Agudo da SPMI emite parecer sobre a criação da especialidade de Urgência
DATA
15/07/2022 11:04:33
AUTOR
Jornal Médico
Maria da Luz Brazão: Núcleo de Urgência e do Doente Agudo da SPMI emite parecer sobre a criação da especialidade de Urgência

A coordenadora do Núcleo de Estudos de Urgência e do Doente Agudo da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), Maria da Luz Brazão, marca a posição do grupo relativamente à criação da especialidade de Urgência.

Os Serviços de Urgência (SU), em Portugal, estão à beira do colapso, não pela ausência de uma especialidade de urgência como tem sido defendido por alguns, mas devido à sua enorme afluência, criando sobrelotação e SU disfuncionais.

A causa para este fenómeno é multifatorial. O fator que mais afeta a sobrelotação localiza-se principalmente a montante, na quantidade e no tipo de cuidados que chegam aos SU, de seguida a jusante, no que concerne à disponibilidade e gestão de camas no internamento, e menos frequentemente no circuito do doente dentro do SU.

A gestão do acesso e dos percursos nos cuidados da doença aguda é um problema já identificado há muito em Portugal, e inclusive denunciado em artigos de opinião, pelo NEUrgMI, pela SPMI e pelo Colégio da Especialidade de Medicina Interna, que recentemente se juntou ao Colégio de Medicina Geral e Familiar e delinearam soluções para a gestão do acesso e dos percursos nos cuidados em doença aguda ou agudizada em Portugal, as quais passam pela reestruturação dos serviços de saúde (Hospitais e Cuidados de Saúde Primários) que permitam alternativas válidas ao recurso indiscriminado às urgências - “Contributos para a melhoria na acessibilidade aos serviços de urgência”.

Este contributo dá-nos uma visão de futuro e integradora para os serviços de urgência em Portugal, centrada na otimização da gestão e natural redução da procura de cuidados no SU e não na hipertrofia dos SU.

É nesta visão que nós, NEUrgMI, e a maioria dos internistas se revêm.

You've got mail! - quando um aumento da acessibilidade não significa melhoria da acessibilidade
Editorial | António Luz Pereira, Direção da APMGF
You've got mail! - quando um aumento da acessibilidade não significa melhoria da acessibilidade

No ano de 2021, foram realizadas 36 milhões de consultas médicas nos cuidados de saúde primários, mais 10,7% do que em 2020 e mais 14,2% do que em 2019. Ou seja, aproximadamente, a cada segundo foi realizada uma consulta médica.

Mais lidas