Dobrar o «Cabo das Tormentas»
DATA
25/01/2012 08:32:14
AUTOR
Jornal Médico
Dobrar o «Cabo das Tormentas»

O ano de 2012 rege-se pela «batuta» da austeridade. Em Portugal cresce a desigualdade social...

O ano de 2012 rege-se pela «batuta» da austeridade. Em Portugal cresce a desigualdade social e os pobres estão cada vez mais pobres, enquanto uns tantos (poucos) se podem colocar a salvo. Somos profissionais de saúde. Desta realidade, que também é nossa, damos conta do que ela significa para muitos que necessitam dos cuidados que devemos prestar

Diz a sabedoria popular que «para grandes males grandes remédios»... mas tal verdade implica que os remédios estejam de acordo com os males identificados. Em Saúde nem tudo se pode reduzir à «dívida». Fazê-lo e continuá-lo neste ano de 2012 é negar o ganho que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) trouxe para a população.

Há limites para os sacrifícios e em 2012 esses limites não devem ser ultrapassados. Por isso seria expectável que a orientação política operasse uma mudança de paradigma e de reforço dos cuidados de proximidade - criando condições para que os centros de saúde sejam a efetiva «porta de entrada» no sistema - transformando os hospitais numa rede de cuidados de segunda linha.


Enf.ª Maria Augusta Sousa (Bastonária da Ordem dos Enfermeiros)


 Texto integral só disponível na edição impressa

 

DESconfinar sem DISconfinar: Um desafio para inovar e aproveitar a oportunidade
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
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Depois de três meses de confinamento é necessário aceitarmos a prudência de DES”confinar sem DISconfinar. Não vamos querer “morrer na praia”! As aprendizagens da pandemia Covid-19 são uma ótima oportunidade para acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência e o estado de calamidade ensinaram-nos muito! É necessário desconfinar o centro de saúde com uma nova visão e reinventar o conceito com unidades de saúde aprendentes e inovadoras.

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