Portugal está entre o grupo de países europeus mais bem-sucedidos na luta contra o VIH, revelou hoje um responsável da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Portugal aderiu à EATRIS, uma rede europeia de investigação clínica que reúne 12 países e mais de 80 infraestruturas, anunciou hoje o Infarmed.

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Durante os próximos dias, as concentrações de pólenes no ar vão estar muito elevadas em quase todas as regiões de Portugal continental. A informação foi avançada pelo Boletim Polínico da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC).

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segunda-feira, 04 julho 2016 14:10

Vírus Zika chegou à Guiné Bissau

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Através de um comunicado do Conselho de Ministros, o Governo da Guiné-Bissau confirmou três casos de pessoas infetadas na ilha de Bubaque, através de amostras enviadas para análise em Dakar (Instituto Pasteur) e em Lisboa (Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge – INSA).

Plácido Cardoso lembrou que o Ministério da Saúde Pública guineense mantém "uma estreita colaboração" com o INSA desde o surgimento do vírus Ébola em alguns países da África Ocidental. Para tal, o INSA investiu em ações de formação a técnicos guineenses e num laboratório em Bissau para rastreio da doença que, entretanto, não chegou a afetar o país.

Plácido Cardoso afirmou que se está a tentar apurar a origem e tipo de vírus mediante análise laboratorial em Dakar, uma vez que os casos infetados alegam não ter tido contacto com indivíduos provenientes de Cabo Verde ou do Brasil, os países mais próximos da Guiné-Bissau, onde se tem registado a doença. O responsável acrescenta que o Ministério da Saúde Pública guineense "vai montar armadilhas" nos portos, aeroportos e nas ilhas Bijagós, para capturar mosquitos e analisar o perfil entomológico do vírus que chegou ao país.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), estão a decorrer vários trabalhos de investigação para desenvolver tratamentos e vacinas através do reforço da vigilância, de formação de capacidades em laboratórios, de colaboração com outros países e monitorização das pessoas infetadas, mas a melhor forma de prevenção é a proteção contra a picada do mosquito.

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Portugal deve suprimir “restrições injustificadas à exportação de medicamentos” na União Europeia (UE), segundo um parecer fundamentado ontem divulgado pela Comissão Europeia, no âmbito do pacote de processos por infração de maio.

Segundo o texto, o executivo comunitário solícita a Portugal e à Eslováquia que “suprimam a imposição de requisitos de notificação injustificados e desproporcionados à exportação de medicamentos para uso humano para outros Estados-membros” porque criam “obstáculos à livre circulação de mercadorias dentro do mercado único da UE”.

Bruxelas lembrou que as importações e exportações paralelas de medicamentos são legítimas, ou seja, os fármacos são comprados num determinado Estado-membro e, em seguida, vendidos noutros países da UE. Mas, podem haver restrições nas exportações por proteção da saúde pública.

“Em Portugal, os distribuidores grossistas de medicamentos para uso humano têm de notificar a sua intenção de exportar medicamentos considerados pelas autoridades 'em risco de escassez' e fornecer informações sobre as operações de exportação que tenham sido efetuadas”, considerou a Comissão Europeia.

Bruxelas exige que Portugal e a Eslováquia alterem a sua legislação e considerem a aplicação de medidas menos restritivas ao comércio intra-UE, mediante dois pareceres fundamentados.

Se os países não atuarem no prazo de dois meses, a Comissão poderá instaurar uma ação no Tribunal de Justiça da UE.

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De acordo com os resultados do estudo realizado pela consultora McKinsey, divulgados no passado dia 16, a maioria dos portugueses estaria disponível a trabalhar mais e por mais tempo, bem como a sacrificar alguns dos seus benefícios sociais em troca, principalmente, de mais rendimento disponível, de melhor educação, e de melhores cuidados de saúde, segurança pública e proteção ambiental. A unanimidade é quase total quando se trata do desejo de melhorar estes últimos benefícios sociais

As conclusões são do estudo “Portugal: Escolhas para o futuro” e resultam de um inquérito a 2.000 portugueses com mais de 18 anos, que se baseou num sistema de trocas de incentivos e custos, para saber que compromissos os portugueses estariam dispostos a sacrificar para melhorar o seu bem-estar socioeconómico.

Ao contrário dos estudos de opinião tradicionais, que tendem a abordar as questões de forma isolada, ignorando ligações entre si e, mais importante ainda, limitações reais, que frequentemente têm como resultado “listas de desejos” não exequíveis e não retratos realistas que possam ajudar a definir políticas coerentes, no estudo da McKinsey foi pedido aos inquiridos que escolhessem entre pares de cenários equivalentes, cada um apresentando quatro atributos. Os trade-offs entre atributos foram apresentados de forma explícita. Por exemplo, uma educação muito melhor implicaria uma ligeira redução de rendimento disponível.

Os cenários apresentados foram desenhados de modo a garantir a sua equivalência em termos económicos, e que a melhoria de um atributo ocorreria sempre à custa de outro.

Os oito atributos utilizados na análise foram a saúde, educação, ambiente, proteção social, segurança pública, rendimento disponível, horas de trabalho e maior esforço/meritocracia no trabalho (como indutor de produtividade). Entre os atributos testados, as horas de trabalho e o esforço adicional e meritocracia no trabalho permitiam aumentar (ou diminuir) diretamente o output económico. Nos cenários propostos, sacrificar um dos atributos libertaria recursos para alcançar melhorias noutros atributos.

Mais sacrifícios… mais dinheiro, educação, saúde…

Da análise das respostas obtidas, os portugueses inquiridos “estariam, em média, dispostos a trabalhar mais e por mais tempo, bem como a sacrificar alguns dos seus benefícios sociais em troca, principalmente, de mais rendimento disponível, de melhor educação, e de melhores cuidados de saúde, segurança pública e proteção ambiental”.

Num cenário de consenso generalizado entre os inquiridos, 76% dos portugueses estariam disponíveis para trabalhar sob maior pressão sobre o desempenho individual, com compensações associadas à produtividade, 18% para trabalhar mais horas e 7% disponíveis para reduzir ligeiramente o nível da proteção social.

Como moeda de troca do esforço suplementar, 39% dos inquiridos colocam no topo das prioridades o aumento do rendimento disponível, 25%, a qualidade dos serviços de saúde, 24% dos da educação, 9% da segurança pública e 3% das políticas ambientais.

De acordo com estimativas da McKinsey, “os compromissos revelados no cenário de consenso poderiam elevar o crescimento anual do PIB [Produto Interno Bruto] para níveis de 2,0 a 2,5% ao longo da próxima década, aproximadamente o dobro da taxa de crescimento projetada pela União Europeia”.

Comparando o cenário de consenso em Portugal com o verificado em outros 10 países europeus também estudados pelo McKinsey Global Institute (MGI), as preferências dos portugueses “estão em geral alinhadas com as dos inquiridos de países com menor rendimento per capita, como a Polónia, a Roménia, a Espanha e a Itália, onde os inquiridos se mostraram mais “disponíveis para sacrificar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional”. Já os cidadãos de países mais ricos, como o Reino Unido, França, Alemanha, Holanda e Suécia, mostraram maior disponibilidade para abdicar da proteção social.

Este é um cenário de consenso, ou seja, que seria aceite pela maior parte dos inquiridos com um nível baixo de controvérsia entre a sociedade, mas a consultora apresenta ainda um segundo cenário que contaria com o total apoio de dois terços dos inquiridos, mas com a total oposição de um terço dos portugueses, um cenário que, considera, poderia ser, ainda assim, “politicamente viável”.

Neste caso, 52% dos portugueses estariam dispostos a aumentar a pressão no trabalho e 48% a aumentar as horas de trabalho, mantendo o nível atual de proteção social. Em troca, 54% dos inquiridos exigiram um aumento do rendimento disponível, 22% uma melhoria dos serviços de saúde, 15% na educação, 8% na segurança pública e 1% no ambiente. Neste cenário, o acréscimo de produtividade permitiria “um aumento médio de crescimento económico entre os 2,5% e os 3% durante os próximos 10 anos”, admite a McKinsey.

Trabalhar mais horas?... nem por isso!

A possibilidade de aumentar as horas de trabalho “foi um dos atributos mais controversos do estudo”, com 44% dos inquiridos a declararem disponibilidade para trabalhar mais horas, 33% a manifestarem preferir manter o status quo e 23% que prefeririam trabalhar menos horas.

Refira-se que os inquiridos portugueses mostraram-se menos interessados em trabalhar mais horas do que os demais trabalhadores europeus, possivelmente porque já trabalham mais do que a maioria. Em 2014, os trabalhadores portugueses trabalharam, em média, 39 horas por semana, cerca de 10 por cento mais do que a média da UE e cerca de 10 horas mais do que os trabalhadores alemães. Adicionalmente, quase 10 por cento dos trabalhadores portugueses trabalhou, em média, mais de 50 horas por semana, quase o dobro da média da UE.

Outro dado relevante é o que informa que a disponibilidade para trabalhar mais horas aumentaria para 76% caso houvesse uma maior flexibilidade de horários (35% até mais duas horas e o restante acima dessas horas).

“É interessante notar que os inquiridos portugueses revelaram uma elevada predisposição para aceitar uma remuneração associada ao desempenho. Quando lhes foi perguntado especificamente, 74% disseram que uma componente variável dos salários deveria refletir o desempenho do trabalho, em comparação com uma média de 64% nos outros países europeus abrangidos pelo estudo”, considera a consultora, lembrando que atualmente apenas 36% dos empregos em Portugal tem um sistema de remuneração baseado no desempenho.

Melhorar produtividade e qualidade dos serviços públicos

Além disso, o estudo revelou igualmente “a vontade de melhorar a produtividade do sector público e a qualidade geral dos serviços públicos. Os inquiridos [onde se incluem, propositadamente, funcionários públicos] afirmaram pretender que os serviços públicos reduzissem os custos através do aumento da eficácia e da produtividade, bem como da simplificação da estrutura do sector público”. Sublinhe-se, todavia, que muito embora os funcionários públicos e os inquiridos em geral se tivessem mostrado genericamente alinhados relativamente a este item, há assinalar uma exceção relevante: melhores condições de trabalho para funcionários públicos, incluindo aumentos salariais, cujo apoio foi três vezes superior entre os funcionários públicos.

“No entanto, os funcionários públicos e a generalidade dos inquiridos, neste estudo, divergiram quanto ao alinhamento das condições laborais do sector público, por exemplo salários, com as do sector privado. Três quartos dos inquiridos concordaram com a padronização das condições de trabalho entre os sectores público e privado, sendo esta opinião, por outro lado, partilhada por apenas 53 por cento dos funcionários públicos”, informa o estudo.

Já no que diz respeito à proteção social, a maioria dos portugueses inquiridos “revelaram disponibilidade para sacrificar uma pequena parte da proteção social e libertar recursos para os outros fins”.

Contudo, esta é uma medida “especialmente controversa”, uma vez que os inquiridos “repartiram-se de forma bastante equitativa entre os que afirmaram querer uma maior proteção social, os que não quiseram mudança nenhuma, e os que quiseram menos benefícios”.

A nível europeu, a tensão em torno da proteção social foi mais evidente entre os inquiridos de países com menores rendimentos, enquanto os inquiridos de países com rendimentos mais elevados revelaram uma inclinação muito maior para cortar benefícios.

Quando questionados sobre como sustentar a Segurança Social em Portugal, 37% dos inquiridos apresentaram como primeira ou segunda escolha o aumento das contribuições empresariais. A redução de benefícios, o aumento da idade de reforma e o aumento de outros impostos indicados foram as soluções apontadas por menos de 20% dos inquiridos.

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Em Portugal nasceram menos crianças em 2014 face ao ano anterior, o que não impediu o crescimento da taxa da natalidade explicado pela redução da população residente, mostram dados da Direção-Geral de Saúde (DGS) ontem divulgados.

A taxa de natalidade em Portugal aumentou dos 7,87% em 2013 para os 7,92% em 2014.

“Observou-se para Portugal (Continente, R.A. dos Acores e R.A. da Madeira), um acréscimo da taxa de natalidade de 7,87 para 7,92/1000 habitantes, apesar da diminuição em cerca de 420 nados-vivos em 2014, face aos valores de 2013. Este aumento resultou da diminuição da população residente em 56 233 habitantes”, explica a DGS no relatório “Natalidade, Mortalidade Infantil, Fetal e Perinatal, 2010-2014”.

Em 2014 nasceram em Portugal 82.367 crianças, menos 420 do que as 82.787 nascidas em 2013, e menos 19.014 do que as 101.381 nascidas em 2010.

Numa análise regional, os dados da DGS mostram que as regiões do Norte e de Lisboa e Vale do Tejo representam mais de metade dos nascimentos no país, com quase 60 mil crianças das nascidas em 2014.

A taxa de natalidade em Portugal, tendo em conta dados desde 1996, atingiu o seu pico mais alto no ano 2000, com um valor de 11,7%, e o seu pico mais baixo em 2013, com um registo de 7,87%.

Lusa/Jornal Médico

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segunda-feira, 12 outubro 2015 13:00

Portugal admitido na Aliança M8 - o G8 da Saúde

Portugal
Portugal, representado pelo consórcio Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e Universidade de Coimbra (UC), foi ontem (11 de outubro) admitido na Aliança M8 – o G8 da Saúde -, disse fonte da candidatura à agência Lusa.

A candidatura de Portugal, que foi aceite por unanimidade e que tinha sido muito bem recebida pelos decisores a 16 de julho, aquando de uma visita à Alemanha de uma comitiva lusa e do ministro da Saúde português, Paulo Macedo, viu agora ser concluído todo o processo, no decorrer da Assembleia-Geral da Cimeira Mundial de Saúde, que se realiza em Berlim.

A Aliança M8 tem como missão principal a melhoria da saúde a nível global e tinha até hoje 17 membros de 13 países diferentes.

Promove a investigação translacional, bem como a inovação na abordagem da prestação de cuidados, almejando o desenvolvimento de sistemas de saúde eficazes na prevenção da doença.

Esta rede é a base académica de excelência e na qual está assente a organização da Cimeira Mundial de Saúde, um fórum anual para o diálogo sobre os cuidados de saúde.

A Cimeira Mundial de Saúde é a conferência anual da M8 Alliance de Centros Médicos de Saúde Académicos, Universidades e Academias Nacionais.

É organizada em colaboração com autoridades nacionais, academias de ciências em mais de 67 países e está sob o patrocínio do governo alemão.

A comitiva portuguesa é constituída por Martins Nunes, presidente do Conselho de Administração do CHUC, João Gabriel Silva, reitor da Universidade de Coimbra, Manuel J. Antunes, diretor do centro de cirurgia cardiotorácica do CHUC, Diana Breda, diretora do departamento de internacionalização do CHUC, Luis Fareleiro, consultor para a internacionalização e desenvolvimento internacional do CHUC, Alexandre Lourenço, coordenador da rede de referenciação do CHUC e das candidaturas horizonte 2020, e João Redondo, coordenador de programas de saúde mental e psiquiatria do CHUC.

A candidatura de Portugal, via Coimbra, foi organizada durante mais de um ano e submetida em julho, em Berlim, ao presidente da aliança, Detlev Ganten.

A proposta lusa contou com o patrocínio do Brasil e da Academia Portuguesa de Medicina e com o apoio do Charité, hospital universitário e universidade berlinense, e do ex-presidente da União Europeia Durão Barroso.

Uma escala para os projetos de investigação nacionais

A entrada de Portugal na Aliança M8, o G8 da Saúde, pode dar “escala aos projetos de investigação e inovação nacionais, contribuindo decisivamente para uma economia de saúde mais competitiva”, defendeu ontem o Governo.

“Ao fazer parte desta associação, onde têm assento as maiores academias do mundo e onde se gera pensamento em torno dos grandes temas e tendências deste setor, Portugal passa a participar em mais um importante fórum de debate e pensamento estratégico em torno da saúde mundial”, defendeu o ministro da Saúde, Paulo Macedo.

O governante sublinhou que Portugal pode, agora, contribuir com todo o seu saber em áreas específicas e de diferenciação num Fórum de excelência científica e pode dar escala aos projetos de investigação e inovação nacionais, contribuindo decisivamente para uma economia de saúde mais competitiva”.

“Através do consórcio da Universidade de Coimbra e do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Portugal torna-se o 14.º país a integrar este fórum restrito. Realço o facto de a Assembleia Geral do M8 Alliance ter votado por unanimidade a admissão da candidatura de Coimbra. O M8 Alliance reúne 17 das mais prestigiadas universidades e centros hospitalares e académicos do mundo e é o mais importante patrocinador da Conferência Mundial de Saúde, que se realiza anualmente”, referiu ainda.

Paulo Macedo acrescentou que a admissão de Portugal é “um momento de excecional significado para a medicina portuguesa, pois representa o reconhecimento internacional de duas instituições seculares e altamente prestigiadas. Este passo da internacionalização de uma das unidades de excelência na área da saúde ocorre na mesma semana em que Portugal designou os seus primeiros centros de referência com critérios europeus. Estas realizações vêm evidenciar a vitalidade e a qualidade do SNS dos nossos dias”, concluiu.

Aliança M8 coloca Portugal no contexto internacional do setor

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e a Universidade de Coimbra (UC) consideraram que a entrada do consórcio entre estas duas instituições na Aliança M8 – o G8 da Saúde -, posiciona Portugal no contexto internacional do setor.

Numa declaração à agência Lusa, Martins Nunes, presidente do conselho de administração do CHUC, disse que este “novo passo na internacionalização da saúde portuguesa, protagonizado pelo consórcio CHUC/UC, insere-se no esforço nacional de posicionar Portugal no contexto internacional, como já ocorre a nível europeu através da rede europeia de centros de referência”.

João Gabriel Silva, reitor da Universidade de Coimbra, disse também à Lusa que a “entrada do consórcio CHUC/UC na M8 Alliance resulta do reconhecimento de que em Coimbra se desenvolve uma atividade na área da Saúde com grande relevância internacional, nos cuidados de saúde, no ensino, na investigação e translação para o tecido económico”.

“É uma entrada que beneficia Portugal, pois através de Coimbra todo o país terá acesso a um dos mais importantes fóruns, ligado ao G8, onde a saúde global é discutida e onde são desenhadas muitas das iniciativas que são depois concretizadas em todo o mundo”, disse João Gabriel Silva.

Martins Nunes acrescentou que o consórcio das duas instituições “atingiu hoje um patamar relevante e histórico no seu posicionamento internacional, ao ver aceite por unanimidade a candidatura à mais exclusiva organização de centros universitários mundial: a M8 Alliance”.

“O CHUC é o único hospital português integrado nesta organização inovadora, resultante da iniciativa política dos líderes do G8. Esta consagração mundial traduz o elevado nível de diferenciação e o grande esforço e dedicação dos seus profissionais nas tarefas assistenciais, de ensino e de investigação - agora reconhecidos pela integração do consórcio CHUC/UC na M8 Alliance".

Lusa/Jornal Médico

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A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

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