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DATA
28/10/2016 13:24:06
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Jornal Médico
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Novo bloco operatório do Hospital de Bragança avança com obras de 2,2 ME

O novo bloco operatório reclamado há anos para o Hospital de Bragança tem luz verde para avançar com a aprovação de uma candidatura para obras no valor de 2,2 milhões de euros, de acordo com informação avançada pelos responsáveis.

Esta é a unidade hospitalar de referência do distrito de Bragança e a única com urgência médico-cirúrgica com reconhecidas falhas ao nível do bloco operatório, por parte dos responsáveis da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, a responsável pelos três hospitais e 14 centros de saúde da região.

Esta entidade divulgou que o Hospital de Bragança “vai ter novo bloco operatório, laboratório de análises e central de esterilização” com a construção de um novo edifício que implica um investimento de 2,2 milhões de euros com “financiamento comunitário já aprovado”.

Segundo a ULS do Nordeste, “o projeto foi submetido a uma candidatura ao Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2020, entretanto aprovada pela respetiva Comissão Diretiva, com um financiamento comunitário atribuído de um milhão e meio de euros”.

“A restante verba necessária à concretização do empreendimento provirá do reforço do capital social da ULS do Nordeste, no valor de 1,2 milhões de euros, que já está disponível para esse fim”, indicou, numa nota enviada às redações.

Aquela entidade esclareceu ainda que se encontra “em preparação o concurso internacional a ser lançado para a realização da obra”, sem adiantar um calendário para o desenrolar do processo.

O projeto contempla “a construção de raiz de um edifício com quatro pisos e uma área total de 711 metros quadrados fazendo a interligação entre o edifício principal do hospital e o Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica, ao qual dará um apoio fundamental”, segundo os responsáveis.

O novo Bloco Operatório ficará localizado no 2.º piso, passando a dispor de três salas de operações, duas das quais destinadas a cirurgia programada e uma para cirurgias urgentes, mais duas salas de indução (anestesia), zona de recobro com seis camas e diversos espaços de apoio.

“A área do Bloco mais do que duplicará relativamente ao que neste momento funciona, possibilitando uma maior capacidade de resposta, organização, conforto e segurança na prestação de cuidados ao doente cirúrgico”, garante a instituição.

No primeiro piso ficará localizada a nova Central de Esterilização “com circuitos totalmente independentes de transporte de materiais, assim como de circulação de pessoas, garantindo toda a segurança imprescindível nos procedimentos deste foro”, acrescentou.

O rés-do-chão do edifício a construir destina-se “àquela que é uma antiga aspiração quer dos utentes quer dos profissionais de saúde: um moderno posto de colheita para análises com quatro salas de recolha e uma ampla sala de espera”.

Os laboratórios de microbiologia, bioquímica, imunologia, hematologia e imuno-hemoterapia funcionarão no terceiro piso, onde serão operacionalizados todos os exames de Patologia Clínica.

“A ULS do Nordeste está assim deveras expectante com o início dos trabalhos de edificação deste projeto, que representam um dos maiores e mais ambicionados investimentos desta entidade”, indicou.

Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve

É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.