Plano Nacional de Vacinação 2017: saiba quais são as mudanças a partir de dia 1 de janeiro
DATA
17/06/2016 16:17:40
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Jornal Médico
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Plano Nacional de Vacinação 2017: saiba quais são as mudanças a partir de dia 1 de janeiro

Vacinação

A exclusividade da vacina da BCG em grupos de risco e a vacinação das grávidas contra a tosse convulsa são algumas das alterações trazidas pelo novo Programa Nacional de Vacinação (PNV), a ser apresentado no próximo dia 20 de junho.

De acordo com o documento que passará a vigorar a partir de 2017, a vacina BCG contra a tuberculose, que era anteriormente dirigida a todas as crianças após o nascimento, torna-se exclusiva para grupos de risco, o que nas palavras de Graça Freitas representa “um momento histórico”: famílias com risco acrescido e que vivam em regiões com taxas da doença superiores à do país, como é o caso de Lisboa e Porto, apesar de a doença ter registado, em 2015, uma incidência de 20 casos por 100 mil habitantes, a mais baixa de sempre, justificada por “Portugal ter um programa de vigilância que permite monitorizar a doença”.

Gratuitidade na vacina contra a meningite B em crianças com défice de imunidade

A vacina contra a meningite B, cuja inclusão no PNV está a ser alvo de avaliação, vai ser administrada gratuitamente a crianças que, por razões clínicas, têm défices de imunidade: quadros clínicos mais complicados como asplenia anatómica ou funcional, sobre as quais recaem preocupações acrescidas. Disponíveis nos serviços de pediatria ou nos postos de vacinação, estas vacinas serão administradas mediante prescrição médica. Atualmente, não existe qualquer comparticipação e cada uma das doses necessárias (que dependem da idade da criança) tem um custo estimado em 100 euros.

Vacinação das grávidas contra a tosse convulsa

As grávidas vão passar a ser vacinadas contra a tosse convulsa para proteção de recém-nascidos até aos dois meses de idade, altura em que estes já podem receber diretamente a administração da mesma. A vacina atualmente disponível é segura e os peritos optaram por fazê-la chegar à criança através da progenitora ainda durante a gravidez. “Através da placenta há uma passagem de anticorpos da mãe para o filho, a chamada imunidade passiva, e que desaparece quando eles começam a ser vacinados”, defendeu Graça Freitas. A vacinação da grávida deverá ocorrer por volta da vigésima semana de gestação, o que a partir de janeiro de 2017 deixará de ser suportada financeiramente pela gestante.

Vacina hexavalente: “maior conforto e confiança”

O novo PNV vai juntar vacinas a administrar aos dois e aos seis meses de idade, além de outras prescritas a cargo das famílias: a pentavalente (que não inclui a hepatite B) e a pneumocócica (introduzida em 2015), além da meningocócica (através de prescrição). A partir de 1 de janeiro de 2017, as crianças vão receber uma vacina hexavalente, contra a hepatite B, a Haemophilus inluenzae tipo B (Hib), a difteria, o tétano, a tosse convulsa e a poliomielite, uma medida que Graça Freitas classifica pelo seu “maior conforto e maior confiança”.

Também a administração da vacinação contra o tétano vai sofrer alterações, com maiores intervalos, passando estas a ser tomadas aos 10, 25, 45 e 65 anos de idade. Após esta faixa etária, os intervalos das tomas são estabelecidos de 10 em 10 anos.

Em termos financeiros, o novo PNV vem aumentar os seus custos, atualmente situados nos 30 milhões de euros mensais, integrando um processo de revisão iniciado em 2013. “O melhor para todos” foi a principal preocupação, de acordo com a subdiretora geral da Saúde, pese embora os custos não tenham sido ignorados. “A vacinação é, de facto, para a vida e as vacinas continuam a fazer bem e a salvar vidas”, sublinhou.

Antecipação contra HPV em meninas a partir dos 10 anos

Haverá ainda uma vacina mais abrangente contra o vírus do papiloma humano (HPV), com uma eficácia superior a 90% contra o cancro do colo do útero, que vai passar a ser administrada às raparigas a partir dos 10 anos, cumprindo o objetivo de “vacinar cada vez mais cedo” e mantendo-se em relação às lesões benignas ”em franco desaparecimento”. “Usávamos uma vacina quadrivalente que cobria cerca de 75% do cancro do colo do útero. Entretanto, foi possível adicionar à vacina mais cinco antigénios”, afirmou Graça Freitas.

O objetivo é a administração da vacina contra o HPV coincidir com o reforço do tétano e difteria, evitando outra ida ao posto de vacinação. Relativamente à possibilidade dos rapazes poderem tirar partido desta possibilidade, Graça Freitas afirmou que “o benefício para as raparigas é muito maior”. Ainda assim, a responsável deixou patente o compromisso das autoridades em acompanhar os resultados dos estudos sobre os efeitos da vacina na diminuição dos cancros da cabeça e pescoço nos rapazes, causados pelo HPV.

O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
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Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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