José Roquette defende mais compreensão dos seguros nos tratamentos do cancro
DATA
11/02/2014 15:26:28
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Jornal Médico
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José Roquette defende mais compreensão dos seguros nos tratamentos do cancro

[caption id="attachment_6650" align="alignleft" width="300"]joseroquette À margem da apresentação do congresso médico internacional Leaping Forward, que decorre entre quinta-feira e o dia 19, em Lisboa, José Roquette reconheceu que há tratamentos contra o cancro que ultrapassam os plafons das seguradoras, defendendo maior compreensão da parte destas empresas[/caption]

O director clínico do Hospital da Luz, em Lisboa, considera que as seguradoras deviam ser “mais compreensivas” em relação aos plafons para os tratamentos de doenças como o cancro.

À margem da apresentação do congresso médico internacional Leaping Forward, que decorre entre quinta-feira e o dia 19, em Lisboa, José Roquette reconheceu que há tratamentos contra o cancro que ultrapassam os plafons das seguradoras, defendendo maior compreensão da parte destas empresas.

José Roquette sublinhou o crescimento da procura desta unidade de saúde privada – que registou em Janeiro o seu melhor mês de sempre – com a “publicidade” que os doentes fazem.

“A melhor publicidade a um hospital é a que é feita pelos doentes que transmitem à sua família e amigos a forma como foram tratados”, disse.

Em relação a esta estrutura do grupo Espírito Santo Saúde (ESS), que entrou recentemente na Bolsa, José Roquette destacou a aposta na inovação, como na área da robótica, que considera “o futuro”.

Por este motivo, existe no Hospital da Luz um sistema cirúrgico robótico (Da Vinci) que recorre à tecnologia utilizada pela NASA para operar e que é uma das duas existentes em Portugal, ambas em unidades privadas.

O robô custou 1,5 milhões de euros, mas para José Roquette foi um investimento que trouxe vantagens, dada a precisão com que é usado na actividade cirurgia em áreas como a urologia, cardiologia, ginecologia, otorrinolaringologia e ortopedia.

Também no recurso ao Da Vinci as seguradoras não cobrem a totalidade dos custos, tendo o hospital definido uma comparticipação para o doente e para a própria instalação.

 

Nenhuma instituição pública dispõe deste robô, o que para José Roquette se deve apenas a razões económicas.

A robótica é uma das áreas do congresso Leaping Forward, que trará a Portugal 120 oradores estrangeiros, entre os quais Vipul Patel, director médico do programa de oncologia urológica no florida Hospital Cancer Institute, que realizou mais de 10 mil cirurgias robóticas.

Philippe Koninckx, um dos maiores especialistas no estudo e tratamento da endometriose, que descreveu a endometriose profunda, estará igualmente presente, assim como Paul Fockens, presidente da Sociedade Europeia de Endoscopia Gastrointestinal, cujas áreas de interesse são o cancro colorretal e a terapêutica bilio pancreática.

 

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Editorial | Gil Correia
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