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Miguel Peres Correia: “Forte presença de dermatologistas é marca da força da nossa especialidade”
DATA
23/05/2019 10:03:12
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Jornal Médico
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Miguel Peres Correia: “Forte presença de dermatologistas é marca da força da nossa especialidade”

Na véspera do arranque da Reunião da Primavera 2019 da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), o dermatologista e presidente da SPDV, Miguel Peres Correia, dá as boas-vindas aos cerca de 200 participantes e afirma-se seguro de que o programa científico vai ser enriquecedor, permitindo atualizar e melhorar a prática clínica. Uma menção especial à adesão esperada: “A presença em número elevado de dermatologistas é marca da força da nossa especialidade”, diz o dermatologista.

JORNAL MÉDICO (JM) | Quais são os grandes objetivos e expetativas para a Reunião da Primavera?

MIGUEL PERES CORREIA (MPC) | É sempre um importante momento de encontro dos dermatologistas nacionais, troca informal de conhecimento, experiências, partilha de dificuldades e de soluções. Por outro lado, as diferentes apresentações constituem um momento ímpar de atualização científica, no formato mais rico que é a partilha interpessoal de conhecimento.


JM | Quantos participantes são esperados na Curia?

MPC | Cerca de 200.

JM | Como foi pensado o programa científico e escolhidos e organizados os temas dos trabalhos?

MPC | Temos simpósios em torno de grandes áreas de patologia e tratamento, comunicações originais nas quais cada autor divulga o método de sua investigação e o resultado obtido. Haverá lugar à apresentação de casos clínicos que, de algum modo, foram desafio clínico para quem se ocupou de cada um desses doentes.

JM | Como vê a Dermatologia portuguesa e mundial agora e no futuro?

MPC | A Dermatologia portuguesa tem atraído os médicos melhor classificados no exame de entrada na especialidade. A entrada constante de jovens profissionais de excelência é o garante de futuro brilhante para a nossa especialidade.

À escala internacional, a Dermatologia é considerada uma especialidade de elevada necessidade pela falta de especialistas. Para citar dois exemplos: no Congo há um dermatologista por quatro milhões de habitantes; em França, a falta de especialistas levou ao aparecimento de métodos de apoio por telemedicina, universalmente considerada solução de fraca qualidade, mas a possível quando não há especialistas disponíveis para a verdadeira prática clínica de qualidade: a presencial.

JM | Quais são os principais desafios que a especialidade enfrentará a breve trecho?

MPC | A tentação de substituir a atividade clínica presencial por dispositivos automáticos de diagnóstico ou por sistemas de telemedicina, em vez de lutar pela solução adequada que é fornecer dermatologia presencial. 

JM | Qual o estado da arte em termos de investigação e terapêutica no contexto da Dermatologia?

MPC | O progresso é espantoso e há verdadeiras revoluções de conhecimento, mais que uma vez em cada ano.

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