A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma estratégia para eliminar o cancro do colo do útero, estimando que o acesso generalizado à vacinação, rastreio e tratamento pode salvar cinco milhões de vidas até 2050.

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Quase mil cancros da mama, do colo do útero e colorretal não foram diagnosticados nos últimos oito meses devido à Covid-19, estima a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), que apontas "falhas na operacionalização" dos cuidados de saúde.

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“Faz o rastreio e alerta as mulheres da tua vida” é o mote da nova campanha da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), que pretende, além de alertar para a importância do rastreio, aumentar o conhecimento da população geral sobre a relação entre o vírus do papiloma humano (HPV) e o cancro do colo do útero.

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A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) lançou um projeto de rastreio do cancro do colo do útero que poderá ser feito em casa e realizado pelas próprias mulheres.

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O Governo Regional da Madeira quer rastrear, já no próximo ano, 100% dos grupos de risco dos cancros de colo do útero e colorretal.

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Uma equipa liderada pela Universidade do Minho (UMinho) demonstrou que medicamentos usados no combate ao carcinoma da mama também são “extremamente eficazes” na redução da agressividade do cancro do colo do útero, propondo uma “terapia combinada”, anunciou aquela academia.

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O Centro de Investigação Fraunhofer Portugal AICOS, localizado no Porto, está a desenvolver uma tecnologia que permite detetar mais precocemente patologias como o cancro do colo do útero e as doenças de chagas e do sono, em países subdesenvolvidos.

O rastreio precoce, "mais efetivo em áreas com carências graves na assistência médica", é feito através de funcionalidades presentes nos smartphones, para aquisição e processamento de imagem, de acordo com um comunicado divulgado pela instituição.

A investigadora sénior do projeto, Maria Vasconcelos, explicou algumas questões sobre o projeto em entrevista à Agência Lusa: "Ao telemóvel é conectado um dispositivo de baixo custo que permite a aquisição da imagem com a resolução necessária. Posteriormente, as imagens são analisadas através de algoritmos de processamento de imagem e análise de dados de modo a identificar as estruturas e auxiliar os profissionais de saúde no pré-diagnóstico das respetivas doenças."

As doenças de chagas e do sono, que aparecem geralmente na América Latina e África, "são mortais" e transmitidas às pessoas e aos animais através da mordida de pequenos insetos, como é o caso do triatomine e tsetse. "O elevado número de mortes resultantes está associado a diagnósticos tardios."

Com esta tecnologia e com o dispositivo de baixo custo, ambas as doenças podem ser detetadas em estádios inicias, recorrendo a imagens microscópicas obtidas a partir da análise de uma amostra de sangue do paciente, detetando dessa forma os respetivos parasitas e permitindo o seu tratamento.

No caso do cancro do colo do útero, "a segunda causa de morte mais frequente na mulher nos países em vias de desenvolvimento", o novo sistema utiliza o mesmo dispositivo de baixo custo para capturar imagens de citologia líquida, auxiliando no pré-diagnóstico da patologia.

A deteção deste tipo de doença é feita, habitualmente, através de imagens citológicas resultantes de exames realizados com aparelhos especializados, "de elevado custo e não móveis", como é o caso do teste ao vírus do papiloma humano (HPV) e do Papanicolau.

Para a filaríase linfática, "infeção parasitária que pode gerar alterações ou ruturas no sistema linfático e um crescimento anormal de certas regiões do corpo, causando dor, incapacidade e estigma social", é também utilizado o sistema de aquisição de imagens para identificar os parasitas, através de uma amostra de sangue.

Esta tecnologia é idêntica à que serviu de base ao projeto MalariaScope - uma solução capaz de pré-diagnosticar a malária -, estando agora a ser aplicada a estas doenças, que afetam "significativamente" a mortalidade em países subdesenvolvidos.

Os trabalhos para adaptar a tecnologia ao rastreio da doença de chagas e do sono, do cancro do colo do útero e da filaríase linfática, foram desenvolvidos na Fraunhofer Portugal por estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), durante o ano letivo 2015/2016, com a colaboração do Instituto de Higiene e Medicina Tropical e do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca.

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Oito em cada 10 mulheres fazem rastreios regulares do cancro do colo do útero, segundo uma sondagem hoje divulgada, que alerta contudo para o facto de cerca de 16,8 por cento das mulheres nunca ter feito uma citologia.

Das 800 mulheres inquiridas, com idades entre os 30 e os 60 anos, 83,1 por cento responderam fazer citologias, e destas 93,5% dizem fazê-lo de forma regular.

A maioria (59,8%) afirmaram fazer o exame uma vez por ano e 24,8% de dois em dois anos.

O estudo global foi promovido pelo Programa Nacional de Doenças Oncológicas, decisão tomada depois de dados terem revelado uma diminuição da adesão das mulheres aos rastreios do cancro do colo do útero realizados pelas administrações regionais de saúde, em que a população alvo é convidada a fazer o rastreio.

O director do Programa Nacional de Doenças Oncológicas, Nuno Miranda, que hoje apresentou os dados no Instituto Português de Oncologia, no âmbito da Semana Europeia da Luta Contra o Cancro do Colo do Útero, considera "muito positivos" os dados obtidos com o estudo global, que inclui também os rastreios feitos nas consultas privadas.

"São dados que explicam e justificam a diminuição da mortalidade" por este tipo de cancro, cuja taxa caiu de 3,30 em 2011, para 2,80 em 2012, disse Nuno Miranda aos jornalistas.

A sondagem revela ainda que 16,8% das inquiridas nunca fez uma citologia, sendo que destas 18% aponta como motivo para a não realização do exame "não saber como proceder".

"Temos alguma população ainda para cobrir e preocupa-nos a população mais desfavorecida do ponto de vista social porque essas serão as que terão mais dificuldade em chegar a meios fora do rastreio organizado", disse Nuno Miranda.

Os principais locais apontados para a realização do rastreio foram sobretudo os centros de saúde (53,8%), mas o estudo não conseguiu estabelecer se o maior número de respostas afirmativas está relacionado com a existência de médico de família.

Os médicos privados foram responsáveis pela realização de 39,5% dos rastreios.

"Podemos dizer que na região onde consideramos que há menos população com médico de família, o Algarve, existe também menor taxa de cobertura, mas quando vamos ver todas as regiões não encontramos uma relação directa", disse Nuno Miranda.

Por regiões, é no Algarve que as mulheres menos afirmam ter realizado citologias (61%) e na região norte onde mais dizem fazer o exame (89,8%).

Em Lisboa, onde ainda não foi implementado um rastreio organizado, a percentagem de mulheres que afirmou ter realizado rastreio atinge os 85%, sendo a segunda maior a nível nacional.

Questionado sobre a influência da vacina contra o HPV [Vírus do Papiloma Humano], contemplada no Plano Nacional de Vacinação em Portugal desde 2008, na diminuição da mortalidade por cancro do colo do útero, Nuno Miranda adiantou que esses resultados ainda não são visíveis.

"A vacinação ainda não é responsável por esta redução. Esperamos ver isso dentro de cinco anos, mas não consideramos que a vacinação seja uma alternativa ao rastreio. As mulheres vacinadas também têm que ser rastreadas", sublinhou.

Nuno Miranda adiantou que o cancro do colo do útero já não é dos que mais mata em Portugal e, segundo o especialista, a mortalidade pode ser "reduzida quase a zero".

Anualmente são diagnosticados em média mil novos casos de cancro do colo do útero em Portugal.

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A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

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