No sentido de reforçar a qualidade dos cuidados na área da gestão da saúde da mulher, o departamento de Cuidados de Saúde Primários da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste desenhou uma estratégia, nomeadamente a nível de acompanhamento de saúde materna.
Os serviços de saúde do distrito de Bragança vão ser reforçados com 18 profissionais [enfermeiros e assistentes operacionais], com o objetivo de dar resposta às necessidades da região, revela a Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste.
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste divulgou ontem que tem 21 vagas para especialistas nas áreas hospitalar e de saúde pública no âmbito de mais um concurso público para colmatar as carências de médicos.

O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, Álvaro Almeida, garantiu hoje que os hospitais do distrito de Bragança “estão preparados para responder a picos de afluência que surjam durante este inverno” devido à gripe.
O responsável iniciou hoje em Trás-os-Montes um plano de visitas a todos os hospitais da zona norte para aferir da prontidão de resposta às necessidades que decorrem da época de inverno com picos de afluência que no ano passado congestionaram as urgências hospitalares no pico da gripe.
Os hospitais operacionalizaram um plano nacional de contingência para o aumento dos fluxos de doentes e o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, António Marçôa, está convencido de que “não haverá problemas” na região de Bragança até porque “95% dos utentes dos lares de idosos estão vacinados contra a gripe, assim como 60% da população com mais de 65 anos”.
A urgência do maior hospital da região, o de Bragança, sofreu obras recentemente que ampliaram o espaço e melhoraram as condições de circulação.
O plano regional de contingência prevê também a articulação com o internamento e entre unidades de saúde e a possibilidade de reforço de camas.
“O que vimos na ULS do Nordeste [é que] está perfeitamente preparada para responder àquela que é a afluência normal e está preparada para responder a picos de afluência que surjam durante este inverno”, afirmou o presidente da ARS Norte, Álvaro Almeida.
Todos os anos há picos nos fluxos das urgências hospitalares na época de inverno e este ano os responsáveis pela saúde quiseram com o plano de contingência “garantir que estão preparadas para responder a esses picos” e serem “proativos em vez de reativos”, como disse aquele responsável.
O presidente da ARS Norte apela, contudo à população que em caso de doença não emergente, se dirija primeiro aos centros de saúde, que nos períodos críticos estarão abertos até às 22 horas ou ligue para a Linha Saúde 24 (808242424).
O presidente da ULS do Nordeste, António Marcôa, indicou que as urgências dos distrito de Bragança registam “em termos médios um aumento de 30 por cento na procura, de novembro a fevereiro”.
Em alguns dias de anos anteriores chegou a verificar-se um aumento de 50%, o que significa que a média habitual de “150 a 160 doentes” disparou para “250”.
Neste inverno ainda não houve sinais significativos da gripe, mas o responsável regional está convencido de que não irá a haver problemas, a avaliar pelas condições existentes e porque, segundo disse, no ano passado os hospitais “não tiveram problemas” como outros do país aquando da “crise acentuada” com a afluência devido à epidemia de gripe.
Lusa/Jornal Médico

O hospital de Bragança, o maior do Nordeste Transmontano, tem desde hoje uma nova unidade de cuidados intensivos com quase o dobro de camas e um reforço de profissionais, resultado de um investimento de meio milhão de euros.
O serviço, que até agora estava integrado na urgência médico-cirúrgica, passa a funcionar de forma autónoma com um aumento de seis para dez camas, cinco médicos e à espera de mais um em formação, 26 enfermeiros, mais 11 do que os atuais, e o dobro de assistentes operacionais (dez).
A nova unidade de cuidados intensivos, a única unidade do género para os cerca de 140 mil utentes do distrito de Bragança servidos pela ULS do Nordeste, reserva também uma “sala da família”, destinada ao apoio àqueles que estão junto dos doentes, como foi avançado na cerimónia de inauguração que decorreu hoje no hospital de Bragança.
O presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, António Marcôa, lembrou o percurso que tem sido feito nesta área na região, desde a criação da primeira Unidade de Cuidados Intensivos, no hospital de Bragança, em 2001, com apenas três camas.
O número de camas foi crescendo, assim como, segundo o responsável, o número de doentes que recebem cuidados de Medicina Intensiva, “situando-se atualmente numa média de mais de 200 por ano”.
O Serviço de Medicina Intensiva recebe adultos referenciados da Sala de Emergência, das Vias Verdes de Sépsis, AVC e Trauma, do Bloco Operatório, Serviços de Internamento Hospitalar, assim como de outras unidades da ULS ou do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
O secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, presidiu à cerimónia de inauguração elogiando o esforço que a ULS do Nordeste está a fazer na melhoria dos cuidados e condições aos utentes da região.
No que se refere à disponibilização de cuidados em Medicina Intensiva, Portugal encontra-se, ainda, de acordo com alguns relatórios internacionais, abaixo da média de outros países europeus”.
O Governo tem como meta aumentar, em cinco anos, para 820 o número de camas para cuidados intensivos, sendo que a dotação ideal, de acordo com os parâmetros internacionais é de aproximadamente dez camas por 100 mil habitantes.
Este ano está quase a terminar e uma nova década vai chegar. O habitual?! Veremos! Na saúde temos uma viragem em curso e tal como há 40 anos, quando foi fundado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções.