A coordenadora da equipa do Plano Nacional de Vacinação (PNV) esclareceu hoje que a maior parte da quebra registada no número de vacinas administradas nos meses atingidos pela pandemia da covid-19 "tem a ver com a vacinação de adultos e adolescentes".

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O Movimento Doentes pela Vacinação (MOVA) alerta para a existência de quebras nas taxas de vacinação pediátrica, mesmo nas vacinas incluídas em Plano Nacional de Vacinação (PNV) e pede aos pais e encarregados de educação que apostem na prevenção, “pelo bem dos filhos e da comunidade”.

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Uma em cada 10 crianças com 13 meses de idade em Portugal não tinham, no final do ano passado, qualquer vacina contra o sarampo, indica o relatório do Programa Nacional de Vacinação (PNV).

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Nos últimos dez anos, cerca de 750 mil jovens portuguesas foram vacinadas contra o vírus do papiloma humano (HPV), o que corresponde a 86% da população elegível para a vacina, tornando o país num "exemplo internacional".

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Um estudo do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), do Porto, recomenda intervalos de tempo maiores entre reforços vacinais de adultos, de forma a combater doenças como o tétano ou a difteria, com menos efeitos adversos.

"Quanto menos vacinas forem administradas, menor probabilidade de efeitos secundários, pouco graves mas aborrecidos, como a dor, o inchaço local e a vermelhidão", afirmou em entrevista à Agência Lusa o coordenador do projeto e investigador do ICBAS, Guilherme Gonçalves.

Esta é uma das recomendações do estudo, que constam do novo Programa Nacional de Vacinação (PVN), o qual deverá entrar em vigor já a partir de 2017, e que envolveu ainda o investigador do ICBAS João Frade, cientistas do Instituto Ricardo Jorge e da Faculdade de Medicina de Coimbra.

O mesmo deu origem a um artigo, intitulado "Levels of diphtheria and tetanus specific IgG of Portuguese adult women, before and after vaccination with adult type Td. Duration of immunity following vaccination", publicado na revista internacional BMC Public Health, onde é descrita à análise feita aos dados de vacinação de mulheres portuguesas adultas, nascidas antes e depois de iniciado o PNV (1965), resultando em recomendações diferentes para umas e outras.

"Antes de 1965 já havia vacinação, mas depois dessa data o programa tornou-se sustentável e ativo. Quem nasceu antes desse período podia ter falhas na vacinação. Para quem nasceu depois, as coberturas são excelentes, daí as diferenças nas recomendações", explicou o coordenador.

Através deste estudo "foi obtida evidência científica adequada à adoção de medidas na população portuguesa", que vão ao encontro dos dados resultantes de outros estudos internacionais, "o que é relevante para a fundamentação de medidas de promoção da saúde pública". O estudo foi realizado com recurso à análise de dados de 88 mulheres, com idade média de 58 anos.

A decisão de não incluir homens no estudo deve-se, segundo o coordenador do projeto, ao facto de estes, "em muitos estudos do género", apresentarem mais anticorpos contra o tétano que as mulheres, por terem ido à tropa, "onde eram vacinados e não havia registos".

Segundo informação do ICBAS, "entre as mudanças anunciadas em junho pelo Diretor-geral da Saúde, inclui-se ainda a introdução de novas vacinas mais modernas, mudanças na utilização de vacinas já em uso e alterações ao anterior calendário vacinal, onde se verificava um maior espaçamento entre as doses de reforço da vacina contra o tétano, administrada a adultos".

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Vacinação

A exclusividade da vacina da BCG em grupos de risco e a vacinação das grávidas contra a tosse convulsa são algumas das alterações trazidas pelo novo Programa Nacional de Vacinação (PNV), a ser apresentado no próximo dia 20 de junho.

De acordo com o documento que passará a vigorar a partir de 2017, a vacina BCG contra a tuberculose, que era anteriormente dirigida a todas as crianças após o nascimento, torna-se exclusiva para grupos de risco, o que nas palavras de Graça Freitas representa “um momento histórico”: famílias com risco acrescido e que vivam em regiões com taxas da doença superiores à do país, como é o caso de Lisboa e Porto, apesar de a doença ter registado, em 2015, uma incidência de 20 casos por 100 mil habitantes, a mais baixa de sempre, justificada por “Portugal ter um programa de vigilância que permite monitorizar a doença”.

Gratuitidade na vacina contra a meningite B em crianças com défice de imunidade

A vacina contra a meningite B, cuja inclusão no PNV está a ser alvo de avaliação, vai ser administrada gratuitamente a crianças que, por razões clínicas, têm défices de imunidade: quadros clínicos mais complicados como asplenia anatómica ou funcional, sobre as quais recaem preocupações acrescidas. Disponíveis nos serviços de pediatria ou nos postos de vacinação, estas vacinas serão administradas mediante prescrição médica. Atualmente, não existe qualquer comparticipação e cada uma das doses necessárias (que dependem da idade da criança) tem um custo estimado em 100 euros.

Vacinação das grávidas contra a tosse convulsa

As grávidas vão passar a ser vacinadas contra a tosse convulsa para proteção de recém-nascidos até aos dois meses de idade, altura em que estes já podem receber diretamente a administração da mesma. A vacina atualmente disponível é segura e os peritos optaram por fazê-la chegar à criança através da progenitora ainda durante a gravidez. “Através da placenta há uma passagem de anticorpos da mãe para o filho, a chamada imunidade passiva, e que desaparece quando eles começam a ser vacinados”, defendeu Graça Freitas. A vacinação da grávida deverá ocorrer por volta da vigésima semana de gestação, o que a partir de janeiro de 2017 deixará de ser suportada financeiramente pela gestante.

Vacina hexavalente: “maior conforto e confiança”

O novo PNV vai juntar vacinas a administrar aos dois e aos seis meses de idade, além de outras prescritas a cargo das famílias: a pentavalente (que não inclui a hepatite B) e a pneumocócica (introduzida em 2015), além da meningocócica (através de prescrição). A partir de 1 de janeiro de 2017, as crianças vão receber uma vacina hexavalente, contra a hepatite B, a Haemophilus inluenzae tipo B (Hib), a difteria, o tétano, a tosse convulsa e a poliomielite, uma medida que Graça Freitas classifica pelo seu “maior conforto e maior confiança”.

Também a administração da vacinação contra o tétano vai sofrer alterações, com maiores intervalos, passando estas a ser tomadas aos 10, 25, 45 e 65 anos de idade. Após esta faixa etária, os intervalos das tomas são estabelecidos de 10 em 10 anos.

Em termos financeiros, o novo PNV vem aumentar os seus custos, atualmente situados nos 30 milhões de euros mensais, integrando um processo de revisão iniciado em 2013. “O melhor para todos” foi a principal preocupação, de acordo com a subdiretora geral da Saúde, pese embora os custos não tenham sido ignorados. “A vacinação é, de facto, para a vida e as vacinas continuam a fazer bem e a salvar vidas”, sublinhou.

Antecipação contra HPV em meninas a partir dos 10 anos

Haverá ainda uma vacina mais abrangente contra o vírus do papiloma humano (HPV), com uma eficácia superior a 90% contra o cancro do colo do útero, que vai passar a ser administrada às raparigas a partir dos 10 anos, cumprindo o objetivo de “vacinar cada vez mais cedo” e mantendo-se em relação às lesões benignas ”em franco desaparecimento”. “Usávamos uma vacina quadrivalente que cobria cerca de 75% do cancro do colo do útero. Entretanto, foi possível adicionar à vacina mais cinco antigénios”, afirmou Graça Freitas.

O objetivo é a administração da vacina contra o HPV coincidir com o reforço do tétano e difteria, evitando outra ida ao posto de vacinação. Relativamente à possibilidade dos rapazes poderem tirar partido desta possibilidade, Graça Freitas afirmou que “o benefício para as raparigas é muito maior”. Ainda assim, a responsável deixou patente o compromisso das autoridades em acompanhar os resultados dos estudos sobre os efeitos da vacina na diminuição dos cancros da cabeça e pescoço nos rapazes, causados pelo HPV.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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