
A Novartis atingiu o seu marco histórico ao entregar 300 milhões de tratamentos pediátricos contra a malária, fornecidos sem fins lucrativos, ajudando a reduzir o impacto desta doença nas crianças em mais de 30 países endémicos de malária.
Os bebés e as crianças mais pequenas fazem parte do grupo em maior risco de contrair a malária, sendo que, atualmente, 70% das mortes ocorrem em crianças com idade inferior a cinco anos.
Apesar da taxa de mortalidade infantil por malária ter diminuído em 71%, desde 2000, a malária continua a matar uma criança a cada dois minutos, de acordo com o Relatório Mundial da Malária 2015 da OMS.
“Este marco histórico demonstra o nosso compromisso, a longo prazo, em combater a malária e ajudar as crianças que estão em maior risco”, diz Joseph Jimenez, CEO da Novartis. “Estamos orgulhosos do papel que temos desempenhado para ajudar a reduzir a mortalidade infantil por malária. E vamos continuar a fornecer tratamentos a pessoas que precisem, sem fins lucrativos, contribuindo para o objetivo de vivermos num mundo sem malária”, acrescentou.
O medicamento da Novartis constitui a referência de tratamento para milhões de pessoas com malária, em todo o mundo. A formulação dispersível deste anti malárico (uma combinação de arteméter e lumefantrina) foi desenvolvida pela Novartis e pela Medicines for Malaria Venture, respondendo a um apelo da UNICEF/OMS para o desenvolvimento de medicamentos child-friendly. As diretrizes da OMS para o tratamento da malária recomendam comprimidos dispersíveis em vez de formulações líquidas para crianças. E por isso, foi o primeiro medicamento pré-qualificado pela Organização Mundial de Saúde para combater a malária em idade pediátrica.
A Novartis anunciou há dias que se encontram abertas as candidaturas para o prémio eXcellence in Ophthalmology Vision (XOVA), que anualmente premeia com 50 mil euros projectos inovadores, sem fins lucrativos, capazes de marcar a diferença e melhorar a saúde da visão de pessoas carenciadas em todo o mundo.
As candidaturas à bolsa decorrem até ao dia 15 de Abril, podendo concorrer todos os especialistas em saúde da visão, incluindo profissionais em formação e enfermeiros especialistas, com o apoio das suas instituições responsáveis.
Em comunicado, a multinacional com sede em Basileia, justifica a iniciativa com o facto de se estimar que a nível mundial, mais de 285 milhões de pessoas viverem com deficiência visual e cegueira. Um número tanto mais impressionante quanto se sabe que mais de 80% dos problemas visuais podem ser prevenidos, tratados ou curados se os doentes tiverem acesso aos cuidados necessários. O programa XOVA pretende, assim, melhorar a saúde da visão das pessoas carenciadas em todo o mundo através da colaboração de líderes e pessoas com ideias inovadoras nas áreas de Oftalmologia e Optometria.
Lançado em 2010 e apoiado pelas divisões Pharmaceuticals e Alcon da Novartis, o programa XOVA já atribuiu 21 bolsas em 16 países num valor total de 650 mil euros a diversos projectos inovadores.
Projectos com impacto beneficiam doentes em todo o mundo
Em 2014, os projectos vencedores do XOVA compreenderam cinco programas: rastreios porta-a-porta ao glaucoma, diabetes e hipertensão na Índia; cirurgia, cuidados pós-operatórios e dispositivos para crianças e formação de um profissional em visão no leste do Uganda; um hospital com sala de operações em Mianmar; formação e mobilização de pessoas capazes de assegurar um serviço de atendimento na área de oftalmologia na Etiópia; e formação clínica e administrativa para permitir o acesso ao tratamento para pacientes com retinopatia diabética na Nigéria.
Processo de candidatura e critérios de selecção
As candidaturas ao programa XOVA 2015 devem ser apoiadas por uma instituição – uma universidade, por exemplo – ou por outras organizações, como associações, hospitais e clínicas. As bolsas são atribuídas às instituições empregadoras dos vencedores no dia da cerimónia de entrega dos prémios que se realizará durante um congresso médico no Outono de 2015.
O prémio XOVA será atribuído aos profissionais de saúde e às instituições que desenvolveram iniciativas inovadoras sem fins lucrativos:
Os projectos candidatos devem ter um impacto significativo na satisfação das necessidades dos doentes com problemas visuais, devendo os proponentes indicar ainda de que forma a iniciativa pode ser exequível no país em causa, através de recursos locais depois de ter sido utilizada a bolsa. Finalmente, as propostas devem demonstrar, através de planos claros e exemplos viáveis a longo-prazo, o impacto e os benefícios do projecto no local escolhido.
Os projectos podem ser submetidos através da página oficial do XOVA em: www.xovaprogram.org/index.html#apply.
Em Portugal gastam-se anualmente 1.653 euros para tratar uma pessoa com diabetes, um custo inferior ao de outros países da União Europeia, como França, Reino Unido ou Itália, países com uma prevalência muito inferior. A Revista Portuguesa de Farmacoterapia publica hoje uma análise de evidência intitulada “A Diabetes em Portugal: um contributo para uma melhor compreensão da realidade portuguesa”, que coloca em perspectiva os gastos com a doença em Portugal e a evolução na qualidade do tratamento da pessoa com diabetes.
“Os custos totais da diabetes são elevados ascendendo a 960 milhões de euros por ano na população diagnosticada. Mesmo considerando que Portugal é dos países da Europa com maior prevalência da diabetes, o gasto médio por doente diabético no nosso país é muito inferior ao gasto médio nos restantes países da União Europeia (UE)”, explica José Aranda da Silva, director da Revista.
O consumo de antidiabéticos orais aumentou significativamente ao longo dos últimos anos em toda a Europa, no entanto esse crescimento é menos acentuado em Portugal, estando em linha com a média dos 15 países da UE. Nos últimos anos registaram-se melhorias significativas no seguimento dos doentes em Portugal, facto que este estudo vem agora evidenciar. Cerca de 81 por cento das pessoas com diabetes seguidas nos cuidados de saúde primários têm registo de consulta, 80 por cento registo de pedido de HbA1c, 58 por cento com registo de observação do pé e há dois anos foram realizadas mais de 100.000 retinografias a nível nacional.
“O número de internamentos por descompensação e/ou complicações está estável sendo metade do que seria expectável para um país com a nossa prevalência da diabetes. A taxa actual de hospitalizações em Portugal também teve uma redução significativa, cerca de 8,4 por cento, colocando Portugal entre os países da Europa com taxa mais baixa. Existe, por isso, um melhor controlo e um melhor acompanhamento da pessoa com diabetes” acrescenta José Aranda da Silva.
João Nabais, Presidente da International Diabetes Federation, European Region, que assina o prefácio deste estudo, refere que “esta publicação, o conhecimento e divulgação destes dados é fundamental para avaliar a situação actual e perspectivar o que pode ser feito para mudar a diabetes em Portugal pois fornecem-nos boas indicações sobre o que podemos e devemos fazer”. E aponta caminhos a seguir, “é urgente implementar medidas eficazes de prevenção na diabetes, quer seja prevenção primária quer secundária. O estado actual da ciência coloca à nossa disposição um conjunto de soluções que urge colocar em prática para prevenir ou retardar o surgimento da diabetes e também prevenir o surgimento das complicações associadas ao mau controlo da doença, determinantes nos custos pessoais e económicos da diabetes”, conclui.
A população diabética portuguesa caracteriza-se por uma elevada percentagem de doentes idosos, com excesso de peso e um elevado nível de iliteracia. Mais de 56 por cento dos doentes com diabetes tem 60 ou mais anos, 90 por cento tem excesso de peso e 30 por cento não sabe escrever nem ler. As características da população podem influenciar a forma como se aborda o tratamento e quais as opções terapêuticas mais adequadas para controlar a doença.
Em Portugal existem actualmente mais de 1 milhão de pessoas com diabetes. Estima-se que em 2035 a prevalência desta doença crónica atinja os 15,8 por cento, cerca de 1,2 milhões de pessoas.
Os dados completos de evidência sobre a diabetes publicados hoje, estarão em debate no VII Fórum Diabetes, uma iniciativa da Novartis, que vai decorrer no próximo dia 11 de Outubro, pelas 15 horas, no Taguspark, em Lisboa.
Ana Catarina Lima, estudante da Universidade do Minho e Nuno Silva, estudante da Universidade do Porto foram seleccionados entre mais de 70 candidatos de universidades portuguesas para representar Portugal na edição deste ano do Biotechnology Leadership Camp (BioCamp) que se realiza entre os dias 24 a 27 de Agosto na sede da Novartis, em Basileia (Suíça) e no qual participa um grupo restrito de 60 estudantes de todo o mundo, com o objectivo de conhecer melhor como funciona uma empresa farmacêutica de investigação e desenvolvimento.
A estudante da Universidade do Minho, Ana Catarina Lima, tirou o mestrado em Engenharia Biomédica e posteriormente integrou o programa MIT Portugal. Actualmente está a desenvolver um projecto na área dos Biomateriais no âmbito do programa doutoral em Sistemas de Bioengenharia.
Nuno Silva, estudante da Universidade do Porto, é mestre na área da Bioquímica e está actualmente a finalizar o doutoramento em Metabolismo - Clínica e Experimentação.
O BioCamp é um programa pioneiro, lançado em 2004, que tem como objectivo atrair jovens talentos de universidades de todo mundo, oferecendo-lhes a possibilidade de conhecer melhor a indústria farmacêutica, em especial a Novartis, contactando com os representantes de topo da empresa e gerando uma aproximação à biotecnologia. Ao interagir com um conjunto de gestores experientes, investigadores de sucesso e outros especialistas convidados, os alunos aprendem o que é preciso para criar os avanços biotecnológicos que estão a mudar o mundo. É também uma oportunidade para construir uma rede de contactos com outros estudantes de todo o mundo.
Entre os temas a abordar no Biotechnology Leadership Camp deste ano, destacam-se a biotecnologia e tendências globais, o desenvolvimento de um produto biotecnológico e as oportunidades de carreira na indústria farmacêutica e biotecnológica. Para além disso, os participantes serão desafiados a delinear um plano de negócio, ficando a conhecer melhor o que é preciso e quais os desafios a enfrentar na criação e desenvolvimento de uma companhia biotecnológica.
O grupo farmacêutico suíço Novartis anunciou hoje resultados promissores para um novo tratamento contra a malária, actualmente em fase de testes.
Num estudo publicado no New England Journal of Medicine, a Novartis apresenta resultados mostrando que o tratamento, chamado KAE609, “faz desaparecer rapidamente o parasita em pacientes contagiados com paludismo com Plasmodium falciparum (P. falciparum) e Plasmodium vivax (P. vivax), sem complicações”.
A Novartis está em vias de desenvolver dois novos medicamentos anti-malária, uma doença que mata todos os anos mais de 600 mil pessoas, a maioria crianças africanas.
Estes tratamentos, chamados KAE609 e KAF156, tratam o paludismo de forma diferente das terapias actuais.
“A Novartis está envolvida de forma duradoura na luta contra o paludismo e estamos determinados a prosseguir a pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos, tendo em vista a eliminação desta doença, um dia”, declarou o director-geral da farmacêutica, Joseph Jimenez.
Por outro lado, o responsável do Instituto Novartis para as doenças tropicais, Thierry Diagana, considerou que o KAE609 “é um medicamento que poderá verdadeiramente alterar o jogo da luta contra o paludismo”.
O laboratório suíço atribuiu ao KAE609 o estatuto de projecto prioritário devido ao seu potencial único de administração sob a forma de associação medicamentosa numa toma única, acrescentou.
Em Junho de 2012, 21 pacientes infectados por um dos dois tipos de parasitas que causam o paludismo participaram num estudo clínico em Banguecoque e Mae Sot, perto da fronteira entre a Tailândia e a Birmânia, onde foi verificada uma resistência aos medicamentos actuais.
Os investigadores observaram um desaparecimento rápido dos parasitas em pacientes adultos infectados com malária por P. vivax e P. falciparum, incluindo os que mantinham parasitas resistentes depois de receber o novo tratamento.
No ano passado, a Novartis forneceu mais de 600 milhões de tratamentos a preço de custo aos países onde a malária é endémica.
Um grupo de médicos de diferentes especialidades reuniu em livro um conjunto de recomendações sobre meios de diagnóstico e avanços recentes no tratamento da esclerose tuberosa, uma doença genética rara.
Coordenado pelo Grupo Português Génito-Urinário, o livro “Esclerose Tuberosa, Angiomiolipomas e Everolimus” vai ser apresentado na sede da Ordem dos Médicos, em Lisboa, na próxima sexta-feira, Dia Internacional das Doenças Raras.
A apresentação estará a cargo de Fernando Calais da Silva, presidente do Grupo Génito-Urinário e editor da obra.
Refira-se que a esclerose tuberosa é uma doença genética que resulta de mutações no gene TSC1, que codifica a hamatina e TSC2, que codifica a tuberina. Estas mutações potenciam o desenvolvimento de tumores benignos em órgãos vitais como o coração, olhos, cérebro, rins, pulmões e pele. O crescimento destes tumores revela um comportamento agressivo porque ameaça a função dos órgãos atingidos. Dois terços dos diagnósticos são novos casos da doença sem antecedentes familiares, e um terço são casos hereditários. Quando se manifesta, a doença pode provocar epilepsia, autismo ou défice cognitivo.
O Grupo Português Génito-Urinário (GPGU), fundado há cerca de 30 anos, dedica-se ao estudo e desenvolvimento científicos e ao apoio do doente com patologias no trato génito-urinário em Portugal. O GPGU conta actualmente com 350 membros permanentes, de várias especialidades, tendo vindo a desenvolver inúmeros trabalhos científicos, onde se contam a publicação de livros, e reuniões de formação. Tem igualmente promovido congressos e workshops com a presença de membros dos mais conceituados hospitais, tanto nacionais como internacionais.
A Esclerose Tuberosa é uma doença rara para a qual ainda não se conhece cura, havendo, porém, medicamentos disponíveis para o tratamento dos diferentes sintomas. As manifestações e prognóstico variam de caso para caso, em função dos órgãos envolvidos e da gravidade dos sintomas, sendo os mais comuns as alterações cutâneas e convulsões, que se desencadeiam à nascença e se vão agravando durante a infância. Os tumores benignos cerebrais e renais são também frequentes, e comportam risco de vida para os doentes.
De acordo com a Associação de Esclerose Tuberosa em Portugal (AETN), a Esclerose Tuberosa afecta cerca de 1600 pessoas em Portugal, e muitos casos não têm diagnóstico correto da doença. Criada com o objectivo de apoiar familiares e doentes de Esclerose Tuberosa, a AETN trabalha para a sensibilização da sociedade em geral, ao mesmo tempo que defende e valoriza o interesse da comunidade médica na partilha de conhecimento sobre a doença, para garantir o acesso dos doentes a terapêuticas de qualidade, contribuindo para o aumento da sua qualidade de vida.
As recomendações deste grupo de especialistas introduzem orientações sobre os avanços recentes no tratamento da doença, e resultam de um trabalho exaustivo de análise e discussão sobre a complexidade dos meios de diagnóstico e terapêuticas na Esclerose Tuberosa, consequência da sua variabilidade de apresentação, que implica o contributo de várias especialidades médicas. A obra tem o apoio da Novartis.
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O momento do descerrar da placa evocativa. À esquerda do Presidente da República, David Epstein, CEO da Divisão Novartis Pharmaceuticals e membro do Comité Executivo da companhia. À direita, Cristina Campos, Presidente da Novartis Portugal[/caption]
Foram inauguradas esta manhã as novas instalações do Grupo Novartis em Portugal, numa cerimónia presidida pelo Presidente da República e que contou com a presença dos ministros da Saúde, Paulo Macedo, da Economia, António Pires de Lima e da Educação e Ciência, Nuno Crato e ainda do CEO da Divisão Novartis Pharmaceuticals e membro do Comité Executivo da companhia, David Epstein.
O novo edifício da Novartis Portugal está inserido na Praça Central do Taguspark, Parque de Ciência e Tecnologia, em Porto Salvo, Oeiras, e é o primeiro a ser construído, em apenas dois anos, no âmbito do projecto de desenvolvimento e revitalização, designado como “Praça Central do Taguspark”.
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Acompanhado pelos ministros da Educação e Ciência, da Saúde e da Economia, Cavaco Silva visitou alguns dos departamentos da empresa[/caption]
Com as novas instalações, que envolveram um investimento de cerca de 14 milhões de euros, foi finalmente possível integrar, no mesmo espaço, os cerca 320 colaboradores das cinco empresas que constituem o Grupo Novartis em Portugal: Farma (medicamentos inovadores em áreas como oncologia, doenças cardiovasculares e metabólicas, respiratórias, neurociências, transplantes e doenças infecciosas); Vacinas (Prevenção); Sandoz (medicamentos genéricos); Consumer Health (medicamentos não sujeitos a receita médica); Alcon (cuidados oftalmológicos, cirúrgicos e farmacêuticos).
Assinado pelo Arquitecto Frederico Valsassina, o novo edifício tem quatro pisos, uma área de construção de 7.250m2 acima do solo e estacionamento privativo com capacidade para 350 lugares.
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Paulo Macedo, muito atento às explicações dadas no laboratório da Alcon, a empresa responsável pela área da Visão da Novartis[/caption]
Descerrada a placa evocativa da cerimónia, Cavaco Silva elogiou o compromisso que a Novartis assume com Portugal ao investir, não apenas em novas instalações, mas na persistente aposta no nosso país onde a empresa está presente há mais de sete décadas, salientou.
Para o Presidente da República, importa apostar nas parcerias entre empresas de tecnologia de vanguarda, como a Novartis e instituições de investigação nacionais. “Espero muito dessas parcerias”, afirmou.
O exemplo da Novartis, apontou o chefe de Estado, mostra que Portugal está na rota dos investimentos internacionais em áreas tecnologicamente avançadas. “Portugal é competitivo”, assegura Cavaco Silva.
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O Presidente da República, assinando o "Livro de Honra" da Novartis Portugal[/caption]
Recuperando alguns dados avançados por Cristina Campos, Presidente da Novartis Portugal, momentos antes, o Presidente da República não quis deixar de salientar que a indústria farmacêutica já ultrapassou, em termos de exportações, as indústrias do vinho e do calçado.
A concluir, Cavaco Silva recordou aos numerosos convidados que compareceram à cerimónia de inauguração da nova sede da companhia, que a Novartis é uma das empresas onde os jovens portugueses mais gostariam de poder vir a trabalhar.
Na sua intervenção, Cristina Campos, Presidente da Novartis Portugal, salientou o papel relevante que a companhia tem desempenhado no nosso país “enquanto interveniente e parceiro na saúde, trazendo para Portugal medicamentos e soluções inovadoras que fazem a diferença na qualidade de vida dos portugueses”, fazendo juz à missão da empresa: Cuidar e Curar.
Referindo-se ao momento difícil que o país atravessa, Cristina Campos afirmou acreditar “que a crise económica pode ser também uma oportunidade para colocar o Serviço Nacional de Saúde num caminho mais eficiente e sustentável, transformando-o num sistema baseado em valor e resultados efectivos de saúde para os doentes” e também mais propício ao investimento internacional. “É este compromisso que demonstra que, apesar de ser uma empresa multinacional, a Novartis Portugal é também uma empresa portuguesa, com muitos portugueses, que têm conseguido contrariar o clima de adversidade. Como nós na Novartis, são muitos os portugueses que não desistem perante a austeridade e que mantendo o seu espírito empreendedor, ajudam o país a recuperar”, realçou.
David Epstein: “A nossa companhia é movida pela inovação pura”
A cerimónia oficial de inauguração da nova sede portuguesa da Novartis contou com a participação do CEO da farmacêutica suíça, David Epstein, cujo discurso afirmou o nosso país como um importante centro de decisão no seio da companhia.
Sempre movida pela “inovação pura e não apenas pela inovação incremental”, a Novartis investiu, em 2013, 17% do valor das vendas em Investigação e Desenvolvimento (I&D), o que representa 9,6 mil milhões de euros), salientou Epstein. No ano passado, em Portugal, a companhia – que tem um dos pipelines mais promissores da indústria farmacêutica (IF) – investiu 4,8 milhões de euros em actividades de I&D, sublinhou, também, o CEO.
Ainda em 2013, a Novartis foi considerada a quarta melhor empresa para trabalhar em Portugal no segmentos das empresas com mais de 250 colaboradores, de acordo com o Great Place to Work Institute. Para David Epstein, o novo edifício irá certamente melhorar mais ainda as condições de trabalho dos colaboradores da Novartis no nosso país. Em jeito de conclusão e num tom mais informal, o responsável lembrou que o intercâmbio entre colaboradores é frequente e que a Novartis Portugal exporta “muitas pessoas, em várias áreas, para a nossa sede na Suíça, mas também para outros países, sendo que com este novo edifício, todos os colaboradores com quem falo querem vir trabalhar para Portugal”.
Inserida no âmbito da inauguração oficial, pelo Presidente da República, do novo edifício do Grupo em Portugal, a Novartis realiza no próximo dia 5 de Fevereiro, a conferência: Innovation: Delivering the Promise, que coloca lado a lado cientistas e investigadores da Novartis com rostos nacionais que lideram a investigação em saúde em Portugal, num debate sobre inovação centrada no doente.
O Tratamento adequado…
A iniciativa terá início às 15H00, com a palestra “The Right Treatment”. David Morris, Global Head Development Franchise Primary Care, da Novartis Pharmaceuticals, falará sobre “Innovation in Therapeutics - Addressing the unmet needs of patients”. Uma palestra que será comentada por Carmo Fonseca, Directora do Instituto de Medicina Molecular (IMM) e professora de Biologia celular e molecular, na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e ainda por Purificação Tavares, especialista em genética médica e membro do colégio de genética médica, da Ordem dos Médicos.
… Para o doente certo
For the Right Patient: targeted therapies and bio-markers: the emergence of Personal Cancer Treatment, será o tema que Paul Manley, cientista principal para a investigação em oncologia dos Institutos Novartis de Investigação Biomédica irá abordar. Para comentar esta intervenção, a Novartis convidou João Gonçalves, Professor associado da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa e “group Leader” no IMM e Cláudio Sunkel, Director do Instituto de Biologia Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto.
….No momento Certo
At the right time: Innovation in Results – Maximizing Outcomes focusing on patients leveraging cutting edge innovation é o tema proposto a Melvin Olson, responsável global da Novartis para as áreas “Health Economics & Outcomes Research, Neuroscience and Ophthalmology”. Uma palestra que será comentada por Luís Almeida, Professor de Medicina Farmacêutica da Universidade de Aveiro e por Manuel Delgado, Administrador Hospitalar e CEO da IASIST Portugal.
… “Momento Expresso”
Como é que diferentes players como a universidade, os empreendedores, a indústria farmacêutica, os financiadores e a sociedade podem interagir de forma a fomentar uma agenda de inovação e empreendedorismo na saúde em Portugal?
A questão serve de mote a um debate que será moderado pelo jornalista Nicolau Santos, Director-adjunto do Expresso e que contará com a participação de José Fernandes e Fernandes, Director da Faculdade de Medicina Universidade de Lisboa; Daniela Couto, Co-fundadora e CEO da Cell2B; Santiago Salazar, Administrador da Busy Angels; Cristina Campos, Presidente do Grupo Novartis Portugal e Pedro Oliveira, Professor Associado da Universidade Católica Portuguesa
Recorde-se que a Novartis possui um longo historial de liderança na investigação farmacêutica, tendo actualmente um dos pipelines mais promissores da indústria farmacêutica a nível mundial. De acordo com os responsáveis da companhia, Inovação na Novartis significa, não apenas o desenvolvimento célere e criterioso de medicamentos eficazes e dirigidos a necessidades específicas, mas também a garantia de que essas terapêuticas chegam aos doentes que delas necessitam e cumprem a promessa de melhoria da sua qualidade de vida. Os avanços nas áreas da biologia e da informática estão a possibilitar uma análise sem precedentes dos genes e proteínas humanas. Estes avanços ajudam a identificar os doentes que podem responder de forma positiva a determinadas terapêuticas, utilizando novas ferramentas de diagnóstico. Por outro lado, é também fundamental medir os resultados clínicos, tanto em desenvolvimento como nas fases pós introdução de um novo medicamento no mercado, tornando o seu benefício mensurável para os sistemas nacionais de saúde.
Esses serão alguns dos temas abordados num encontro que tem também como objectivo promover a partilha de experiências e o desenvolvimento de sinergias entre o que a Novartis está a fazer a nível mundial na investigação farmacêutica e a investigação realizada em Portugal.
Este ano está quase a terminar e uma nova década vai chegar. O habitual?! Veremos! Na saúde temos uma viragem em curso e tal como há 40 anos, quando foi fundado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções.