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A Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) realizou, hoje, em Braga, a cerimónia de receção aos internos do 1.º ano da especialidade, no âmbito do 36.º Encontro Nacional de MGF, que decorre até sábado na cidade minhota.

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quinta-feira, 15 março 2018 17:35

Um novo ciclo prepara a Idade de Ouro da MGF

Arrancou hoje, em Vilamoura, o 35.º Encontro Nacional de Medicina Geral e Familiar (MGF). Organizado pela Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), o evento vai reunir cerca de 800 médicos de família (MF) em torno do mote Novo Ciclo da MGF.

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No próximo dia 23 de março, no Hotel D. Inês, em Coimbra, a Associação Portuguesa do Sono (APS) e a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) vão promover um amplo debate sobre patologias do sono, como a síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS) ou a insónia. O curso “O Essencial da Medicina do Sono para a Medicina Geral e Familiar (MGF)” vai propor “novos modelos explicativos das doenças e formas modernas de tratamento”, referiu, em declarações ao Jornal Médico, o pneumologista e presidente da APS, Joaquim Moita.

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O Governo vai publicar hoje, em Diário da República, o despacho que permite abrir concurso para 110 especialistas de Medicina Geral e Familiar (MGF) que concluíram o internato em finais do ano passado, segundo fonte oficial do Ministério da Saúde.

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Um grupo de médicos recém-especializados em Medicina Geral e Familiar (MGF) que aguarda colocação há quatro meses escreveu uma carta aberta a Adalberto Campos Fernandes, a protestar contra a situação, e tenciona entregar-lha hoje.

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A GSK patrocinou a nova versão atualizada dos Protocolos Clínicos de Sintomas do Trato Urinário Inferior (LUTS) no Homem, que foi apresentada no 21.º Congresso Nacional de Medicina Geral e Familiar, em Vila Real, no final do ano passado, revelou a farmacêutica em comunicado.

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A acusação chegou a propósito do Dia Europeu de Luta Contra o Cancro do Cólon. Foi no início de novembro que a SPG, por meio do seu presidente, José Cotter, denunciou aquela que considera ser uma “pressão imoral de índole económica” sobre os especialistas de MGF, por alegadas restrições na solicitação dos exames, como é o caso das colonoscopias. Consciente da gravidade do problema e porque constituem uma situação de violação das normas de orientação clínica emitidas pela DGS, José Cotter falou à redação do Jornal Médico deixando uma promessa: a SPG vai continuar a “levantar voz” sempre que “a promoção e o desenvolvimento da Gastrenterologia ao serviço da saúde do país não estiverem a ser cumpridos”. Carlos Paiva, especialista em MGF comenta as afirmações do presidente a SPG e afirma que os médicos de família “não são seguramente facilmente pressionáveis e colocarão sem hesitar, na sua larga maioria, o interesse do doente à frente de qualquer outra questão, chame-se ela pressão ou outra coisa qualquer”.

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Miguel Guimarães
O presidente da Ordem dos Médicos do Norte (CRNOM) admitiu hoje que cerca de 20 mil utentes da região Norte fiquem sem médico de família devido a "graves problemas dos concursos médicos”.

“Se nada for feito para garantir a integração de todos os especialistas” no concurso para ocupação de lugares de assistente em Medicina Geral e Familiar, o presidente do CRNOM afirma que “cerca de 20 mil utentes" da região Norte "vão voltar a ficar sem médico de família”.

Em comunicado, Miguel Guimarães salienta que "apesar do procedimento concursal mais recente (e que abrange os médicos que obtiveram a sua especialidade na 2.ª época de 2015) ser nacional e coordenado pela ACSS, a realidade é que os erros e irregularidades do concurso da 1.ª época não estão a ser resolvidos de forma equitativa".

O presidente da Ordem dos Médicos do Norte recorda que na 1.ª época, gerida a nível regional, 20 especialistas de MGF ficaram excluídos por falta de vagas.

"Ao permitir que este grupo de jovens especialistas seja incluído neste segundo concurso de 2015 (uma medida positiva), sem que haja um aumento proporcional do número de vagas na ARS Norte, a ACSS defrauda as expectativas do grupo de médicos que concorre agora pela primeira vez limitando para todos os possíveis concorrentes (da 1ª e 2ª épocas) a possibilidade de acesso ao emprego", sustenta o responsável.

Miguel Guimarães aponta ainda outros erros nestes concursos que, em seu entender, “condicionam irremediavelmente os procedimentos”.

"Os procedimentos de seleção continuam a ser fechados, sem qualquer garantia de ausência de conflitos de interesses por parte dos júris, e sem critérios de avaliação objetivos que valorizem claramente a formação adquirida e que sejam publicados previamente", refere.

Lamentando todo “o caos que se viveu no concurso da 1.ª época e que agora ameaça repetir-se”, Miguel Guimarães assevera que "o grau de satisfação e motivação dos jovens médicos nunca foi tão baixo, como de resto o demonstram os vários estudos que têm sido realizados, as elevadas taxas de emigração e opção pelo setor privado".

Miguel Guimarães exorta o Ministério da Saúde e a ACSS “a contemplar de imediato mais 10 vagas na ARS Norte, respeitando o equilíbrio necessário para resolver a inclusão, no mesmo procedimento concursal, de dois grupos de médicos do norte que concluíram a sua formação em épocas distintas".

Lusa

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Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.