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Portugal conta já com 1.375 desfibrilhadores distribuídos por diversos espaços públicos. O anúncio foi feito pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que elaborou um balanço dos últimos sete anos, desde a altura em que estes aparelhos começaram a ser disponibilizados por todo o país para serem usados por qualquer pessoa perante situações de paragem cardiorrespiratória.

O Programa Nacional de Desfibrilhação Automática Externa (DAE) do INEM assinalou sete anos de existência no passado dia 12 de agosto. Nesse mesmo dia do ano 2009 foi criada a legislação que passou a permitir, mediante licença emitida pelo INEM, a utilização de DAE por leigos em locais de acesso ao público e em Ambulâncias de Socorro ou Transporte tripuladas por operacionais não pertencentes ao INEM.

Num balanço de sete anos de programa, o INEM revela que atualmente existem 1.375 DAE licenciados, distribuídos por aeroportos, centros comerciais, hipermercados, bancos, aeronaves, casinos, unidades hoteleiras, entre outros espaços públicos.

O INEM refere que desde 2009 promove a adesão de empresas e instituições a este programa e que tem “verificado um franco desenvolvimento, fruto também do empenho e preocupação de empresas e/ou instituições que, com elevada responsabilidade social, consideram o acesso à desfibrilhação automática externa uma importante mais-valia no reforço da cadeia de sobrevivência no nosso país”.

No total, são 1.181 os espaços públicos, ambulâncias ou viaturas tripuladas por operacionais não pertencentes ao INEM que dispõem atualmente dos 1.375 equipamentos de DAE.

O INEM recorda que fora do âmbito dos Programas de DAE licenciados, circulam em Portugal 627 veículos equipados com este aparelho: trata-se de meios próprios do INEM (154) e ambulâncias disponibilizadas e operadas por Corporações de Bombeiros e Núcleos da Cruz Vermelha Portuguesa (473), às quais o INEM atribuiu este equipamento.

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INEM

Os trabalhadores do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) iniciaram, no passado dia 6, uma greve aos turnos extraordinários, cujo impacto na redução ou fecho de meios já se verifica desde julho, segundo o sindicato dos trabalhadores da função pública do Norte.

Em causa está o recurso às horas-extras “para esconder a falta de profissionais”, afirma o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN), que acusa o INEM e o Ministério da Saúde de porem em causa a emergência médica.

O sindicato assegura que “ao contrário do que o INEM e a tutela assumiram publicamente”, a greve ao trabalho extraordinário em curso já está a ter “um grande impacto na redução ou fecho de meios INEM” desde o mês passado.

“Sobretudo na zona Norte – Porto e Braga – e na zona Centro estão a ser programadas diminuições significativas dos níveis de serviço que terão necessariamente impacto na missão de emergência médica”, afirma, lembrando que “esta greve ocorre num contexto em que o INEM tem visto os seus meios serem diminuídos ao longo dos anos, fruto de uma política de desinvestimento no setor”.

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sexta-feira, 22 julho 2016 13:26

Luís Meira é o novo Presidente do INEM

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Luís Meira foi nomeado Presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). Recorde-se que o novo responsável já havia assumido a presidência daquele organismo em regime de substituição após o afastamento do anterior presidente.

De acordo com um comunicado do Ministério da Saúde, a nomeação de Luís Meira para presidente do Conselho Diretivo do INEM, eleito para um total de 5 anos, é renovável por igual período.

Licenciado em Medicina, Luís Meira começou por exercer funções no INEM em 1997, ao integrar a direção da Delegação do Norte como responsável pela área de Socorro não Medicalizado e pelo Serviço de Proteção à Saúde de Altas Individualidades.Desde essa altura que mantém a sua ligação ao Instituto, ocupando os mais diversos cargos.

Colaborou na organização e participou em vários dispositivos de apoio médico, com

destaque para o EURO 2004 e o EURO 2005 (Sub21). Integrou e, em alguns casos, chefiou

várias missões do INEM no território nacional e no estrangeiro, de  entre as quais se destaca a missão na Guiné-Bissau, em 2015.

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Ambulância INEM

O transporte de doentes entre hospitais pelo INEM é um problema que tem mais de quatro anos, mas que já está resolvido, garantiu ontem o presidente da instituição, adiantando, contudo, que continuará a ocorrer em situações excecionais.

O presidente do conselho de administração do Instituto Nacional de Emergência Médica, Luís Meira, foi ontem ouvido na Comissão Parlamentar de Saúde a pedido do CDS-PP, que pretendia obter esclarecimentos sobre o transporte de doentes entre hospitais.

Em causa estão declarações recentes do bastonário da Ordem dos Médicos, segundo as quais os meios do INEM estavam a ser usados em transportes de doentes entre hospitais, o que deveria ser feito pelas equipas daquelas unidades, comprometendo a proteção das vítimas de situações súbitas graves e de acidentes.

“Esta atividade das VMER [Viatura Médica de Emergência e Reanimação], de transporte inter-hospitalar não é de ontem. A partir de final de 2011, início de 2012, têm sido utilizadas para este transporte, desde que foram integradas [nos hospitais], explicou o presidente do INEM em resposta aos deputados.

Luis Meira esclareceu ainda que desde essa altura que se tenta enquadrar a atividade das VMER, o que terá ficado resolvido este ano com a publicação de um despacho, a 14 de abril, que proíbe o transporte de doentes entre hospitais em viaturas de emergência do INEM.

“Este despacho veio dar resposta a este problema. O INEM não se quer pôr de fora do problema, quer fazer parte da solução”, afirmou, lembrando que, entre hospitais, também há doentes que correm risco de vida e precisam de meios avançados para sobreviver.

O responsável sublinhou ainda que muitas vezes o INEM ajudou porque os hospitais não puderam resolver.

Com este novo enquadramento legal, o que o presidente da instituição espera é que as VMER não sejam “pura e simplesmente afastadas da situação, mas que os hospitais sejam parte importantíssima”.

“Tem que haver normas claríssimas para que o uso das VMER seja excecional e não comprometa a sua atividade”, afirmou, concretizando: perante situações concretas de doentes que precisem de determinados tempos de resposta, casos críticos ou de tal gravidade que não possam ser transportados em transporte normal.

Assim para 2016/2017, o INEM pretende garantir a existência de transporte inter-hospitalar, que não deve ser exclusivo do INEM, mas deve envolver os hospitais, o Governo, as Administrações

“A própria Ordem dos Médicos veio reconhecer que as VMER podem ser usadas, não devem ser afastadas, mas permanecer com muitas limitações”, salientou.

Fazendo um balanço dos meios operacionais do INEM e do atendimento das chamadas de emergência, a pedido da deputada Isabel Galriça Neto, do CDS-PP, Luís Meira afirmou serem positivos e estarem em crescimento.

O INEM tem 57 ambulâncias de emergência em funcionamento, 300 postos de emergência, 40 viaturas de Suporte Imediato de Vida (SIV) e 44 viaturas médicas de emergência e reanimação (incluindo os helicópteros de emergência medica), duas delas adquiridas recentemente.

Quanto às chamadas atendidas no CODU, situam-se acima de um milhão por ano, tendo a média diária vindo a subir nos últimos anos: em 2014 era de 3.458, em 2015 de 3.571 e em 2016 a média já é de 3.700 por dia.

O tempo de espera para atendimento das chamadas diminuiu, fixando-se atualmente nos sete segundos e tem havido um decréscimo de acionamento das VMER a um ritmo de 5% por ano.

Quanto à nova carreira dos técnicos do INEM, publicada recentemente em Diário da República, o presidente da instituição afirmou que está em avaliação.

“Em grande articulação com representantes dos trabalhadores, vamos conseguir aplicar essa conquista importante”, garantiu.

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Ambulancia INEM

O secretário de estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, anunciou ontem que vai ser publicado um despacho para que o transporte de doentes seja feito em segurança, mas sem deixar as Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) inoperacionais.

"Menos de dois por cento das ativações das VMER são ligadas ao transporte intra-hospitalar e quando um meio está ocupado temos sempre outros meios, que num esforço em rede, acabam por socorrer os utentes. Em locais onde existe um número limitado de VMER, como Chaves ou Bragança, temos mais dificuldade em ter meios adequados de resposta", disse, durante a assinatura de um protocolo para o funcionamento da VMER do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo.

A Ordem dos Médicos pediu à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) uma auditoria ao INEM para saber quais são as consequências da utilização de viaturas médicas em transporte secundário.

O secretário de estado Adjunto e da Saúde explicou que vai ser publicado esta semana um despacho para evitar que as VMER fiquem inoperacionais por estarem a efetuar transportes intra-hospitalares de utentes.

"Num esforço integrado entre o INEM e os hospitais, com o INEM a fornecer os meios e o hospital a fornecer o médico, o serviço intra-hospitalar será feito com segurança para os utentes mas nunca deixando de forma inoperacional a VMER", afirmou.

Fernando Araújo explicou que o transporte de utentes que precisem de cuidados diferenciados será feito com ambulâncias do INEM e com um médico de um hospital.

"O que por vezes se fazia é que era o médico da VMER a acompanhar o utente e ela ficava inoperacional e o que pretendemos é que seja feito o acompanhamento por um médico do hospital, com a VMER a continuar operacional", explicou.

Sobre a nova VMER do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo, que entrou em funcionamento na segunda-feira, o secretário de estado explicou que saiu 12 vezes nas primeiras 24 horas de serviço.

"A VMER saiu 12 vezes nas primeiras 24 horas, cerca de 50% acima da média nacional, o que demonstra que era necessária e que foi importante cumprir a promessa de até ao final de abril ter aqui um VMER", salientou, elogiando o serviço desempenhado pelas VMER no país, que respondem por ano a mais de 100 mil solicitações.

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segunda-feira, 11 abril 2016 12:54

Ordem dos Médicos pede auditoria ao INEM

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A Ordem dos Médicos pediu à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) uma auditoria ao INEM para saber quais são as consequências da utilização de viaturas médicas em transporte secundário.

“A Ordem dos Médicos pretende saber quais são as consequências da utilização das viaturas médicas do INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica] em transporte secundário relativamente às vítimas de doença súbita ou acidentes a nível pré-hospitalar”, disse José Manuel Silva.

O Correio da Manhã adianta, na sua edição de hoje, que a Ordem dos Médicos pediu à IGAS uma auditoria ao INEM por causa do acompanhamento no transporte de doentes entre hospitais pelas Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER).

Em declarações à Lusa, José Manuel Silva afirmou que os “meios do INEM estão a ser usados em transportes de doentes entre hospitais, o que deveria ser feito pelas equipas daquelas unidades que transferem esses doentes para hospitais de referência.

“As viaturas do INEM estão a ser ocupadas, às vezes por várias horas, o que desprotege as vítimas de situação súbita graves e de acidentes. Sabemos que tem acontecido e, por isso, essa realidade deve ser avaliada para ser resolvida”, salientou.

O bastonário da Ordem dos Médicos considera que esta situação “é legal, mas inaceitável, sendo uma medida “economicista que certamente já terá prejudicado muitos portugueses”.

“Não é aceitável que, potencialmente, haja pessoas a morrer porque as viaturas do INEM estão ocupadas a fazer transporte secundário”, sustentou José Manuel Silva, acrescentando que o pedido de auditoria não foi feito formalmente.

“Nós pedimos não formalmente. Dizemos publicamente que a auditoria deve ser feita. Esperamos que a IGAS proceda de iniciativa própria face a notícias a essa auditoria. Se for preciso fazemos o pedido formalmente”, declarou.

José Manuel Silva, que já trabalhou há muitos anos em VMER, lembrou que a viatura médica é um meio insubstituível.

“Claramente, a viatura médica é insubstituível e faz a diferença entre a vida e a morte em muitas circunstâncias, por isso, fico chocado que as viaturas estejam a ser usadas em transporte secundário em grave prejuízo das vítimas de doença súbita e acidentes de viação”, concluiu.

De acordo com o Correio da Manhã, as viaturas médicas efetuaram 4.947 transportes entre hospitais nos últimos três anos: 1.306 em 2013, 1.561 em 2014 e 1.732 no ano passado.

O jornal indica que já este ano, em janeiro e fevereiro, registaram-se 348 serviços.

Na sexta-feira, a comissão de trabalhadores do INEM anunciou a apresentação de uma queixa à IGAS centrada em “ilegalidades” envolvendo ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV), afirmando pretender que sejam apuradas eventuais responsabilidades criminais.

De acordo com um comunicado, a comissão vai pedir a intervenção do Ministério Público, através do Departamento de Investigação e Ação Penal, “para eventual apuramento de responsabilidades criminais que possam ter ocorrido”.

A questão prende-se com a possibilidade de gestão conjunta das ambulâncias SIV entre o INEM e unidades de saúde onde estão instaladas, de que resulta “uma série de constrangimentos e ilegalidades”, que têm prejudicado os profissionais da carreira de Enfermagem, nos últimos três anos, diz-se no comunicado.

Entre essas ilegalidades, acrescenta-se, está a duplicação de horários, o alegado incorreto pagamento de horas e constrangimentos no gozo de feriados ou na compensação de horas extraordinárias.

O comunicado da Comissão de Trabalhadores é tornado público no mesmo dia em que o Presidente da República promulgou o diploma que revê a carreira do INEM e cria o regime da carreira especial de técnico de emergência pré-hospitalar.

Os técnicos do INEM há muito que reclamavam pela falta de conclusão da carreira, que estava a ser negociada com o Ministério da Saúde, e que motivou greves e ações de protesto por parte destes trabalhadores.

A decisão do Presidente da República é justificada com “a relevância da matéria, a garantia de que a criação da nova carreira não tem custos adicionais e o pressuposto da audição das entidades interessadas”.

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INEM

O movimento cívico Conselho Português de Proteção Civil manifestou preocupação com o socorro prestado à população, afirmando que o INEM funciona frequentemente "sem médico regulador por falta de médicos", nomeadamente em Lisboa.

Em causa está o Centro de Orientação de Doentes Urgentes de Lisboa (CODU), onde “quando a situação o exige os técnicos operadores de telecomunicações de emergência contactam um médico do CODU do Porto ou de Coimbra”, afirma a organização em comunicado emitido na terça-feira à noite.

“Nem sempre é fácil, já que por vezes aqueles médicos estão ocupados, o que aumenta a demora na decisão e coloca em causa o socorro atempado à população”, lê-se no documento.

O movimento diz que a situação é ainda “mais preocupante” pelo facto de ser no CODU de Lisboa que funciona o CODU – Mar, onde “deveria estar o médico que devia prestar aconselhamento em situações de emergência médica a bordo de navios”.

Esta estrutura afirma que Portugal “falta à verdade” quando afirma que tem um centro telemédico marítimo a funcionar 24 horas por dia durante 365 dias por ano: “é falso e viola as mais elementares regras internacionais”.

“A situação é muito preocupante e pode eventualmente estar a causar atrasos no socorro ou mesmo mortes em terra ou no mar”, sublinha o organismo, que se apresenta como um movimento cívico composto por especialistas em proteção civil e socorro de pessoas e bens.

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terça-feira, 16 fevereiro 2016 12:18

Paulo Campos deixa presidência do INEM

Ambulancia INEM

O ministro da Saúde homologou a proposta de cessação de comissão de serviço no cargo de Presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) do Dr. Paulo Campos, conforme proposta da Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS), que analisou a atuação deste dirigente.

A IGAS investigou a atuação de Paulo Campos na alegada interferência que este terá tido no transporte de uma doente, em helicóptero do INEM, do Hospital de Cascais para o de Abrantes.

O Dr. Luís Meira designado em regime de substituição com efeitos a 16 de outubro de 2015 manter-se-á em funções até à conclusão do procedimento concursal que será aberto oportunamente.

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Investir na Saúde é também investir na Formação
Editorial | Carlos Mestre
Investir na Saúde é também investir na Formação

Em março de 2021 existia em Portugal continental um total de 898.240 pessoas sem Médico de Família (MF) atribuído, ou seja, 8,7% da população não tem um acompanhamento regular com todas as medidas preventivas e curativas inerentes ao papel do especialista em Medicina Geral e Familiar (MGF).

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