Segundo o relatório “Situação da Saúde na União Europeia (UE)” de 2019, a ser apresentado amanhã em Lisboa, Portugal apresenta um aumento do “nível de despesas não reembolsadas” desde 2010. Atualmente o valor é de 27,5% do total das despesas da saúde – “bastante acima da média da UE (15,8%)”, embora se lembre que metade da população está isenta.
O relatório “Health at a Glance”, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgado hoje, conclui que os médicos portugueses são dos poucos entre os países da OCDE que viram os seus salários reduzidos entre 2010 e 2017 e que os enfermeiros nacionais estão entre os que menos recebem. A OCDE verifica ainda que as famílias gastaram mais dinheiro na saúde e que 27% dos portugueses recorre a seguros privados.
Este ano está quase a terminar e uma nova década vai chegar. O habitual?! Veremos! Na saúde temos uma viragem em curso e tal como há 40 anos, quando foi fundado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções.