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O Serviço de Cardiologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC/CHUC) foi responsável pelo estudo e envio da quase totalidade dos doentes (256 em 258) submetidos a transplante cardíaco em Coimbra.

Aquele serviço, através da Unidade de Tratamento da Insuficiência Cardíaca Avançada (UTICA) “foi responsável pelo estudo e envio de 256 dos 258 doentes submetidos a transplante cardíaco no Serviço de Cirurgia Cardiotorácica” do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), nos últimos dez anos, disse ontem à agência Lusa Mariano Pego, director do Serviço de Cardiologia.

A UTICA é uma das áreas de excelência do Serviço de Cardiologia dos HUC/CHUC e “a referência a nível nacional no estudo e tratamento dos doentes com esta patologia”, sustenta Mariano Pego.

Excelência caracteriza também a Unidade de Investigação em Cardiologia, com sete anos de existência e mais de mil doentes no seu histórico, que representa cerca de 70% da investigação clínica do CHUC, colocando a Cardiologia em Coimbra na “vanguarda mundial da investigação e desenvolvimento”, salienta o responsável.

O Serviço de Cardiologia dos HUC/CHUC, que iniciou a sua actividade de “forma autónoma e em instalações próprias” em 1974 “é actualmente o maior e mais completo serviço de cardiologia de Portugal”, defende o seu director.

Para assinalar os 40 anos de existência, o Serviço de Cardiologia dos HUC/CHUC promove na sexta-feira e sábado, dias 17 e 18 de Outubro, no auditório dos HUC, as Jornadas do Coração no Centro, nas quais especialistas nacionais e estrangeiros vão “debater os avanços mais recentes na abordagem da doença cardíaca isquémica”.

A doença cardíaca isquémica é uma patologia que “continua a ocupar um lugar de topo na morbilidade e mortalidade em Portugal”, alerta Mariano Pego.

Em 2013, o Serviço de Cardiologia dos HUC/CHUC realizou mais de 21 mil consultas, 3.500 internamentos, 66.396 ecocardiogramas (ECG) e cerca de 1.500 procedimentos no sector de pacing e eletrofisiologia, entre outras intervenções.

Os dados referentes a 2013 correspondem à média de procedimentos realizados nos “últimos cinco/seis anos”, apesar da falta de recursos humanos, sobretudo médicos especialistas, adiantou aquele responsável, sublinhando que tal prestação “só é possível, graças ao esforço” de todos quantos integram aquele Serviço, mas no qual “não falta nada” a nível de meios técnicos e materiais.

“O volume de doentes, de exames auxiliares de diagnóstico e os procedimentos cardiológicos realizados atestam esta grandeza” do Serviço de Cardiologia dos HUC/CHUC, sustenta Mariano Pego.

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Cirurgia_geral
O Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) anunciou hoje que vai realizar na próxima quinta-feira o seu primeiro implante da válvula aórtica de última geração num doente cardíaco.

“Trata-se de uma válvula percutânea aórtica de última geração que será implantada, pela primeira vez em Portugal, neste Centro Hospitalar. Não só se trata de uma válvula de diâmetro mais reduzido, sendo possível reposicionar e/ou retirar a mesma, como há um controlo de posicionamento mais fino e mais preciso”, explicou o director do serviço, Vasco Gama Ribeiro.

Vai ser implantada “num doente que sofre de estenose aórtica severa que, após estudado e examinado, se verificou que não era tratável por cirurgia convencional”, esclareceu.

“Trata-se do primeiro caso de colocação de uma válvula percutânea Evolut R dentro de uma válvula cirúrgica degenerada, evitando assim uma nova cirurgia a este doente. Com a possibilidade de reposicionamento desta válvula, o procedimento torna-se ainda mais fácil e preciso”, acrescentou o cardiologista.

Segundo Vasco Gama Ribeiro, a estenose aórtica é uma das doenças cardíacas mais comuns na terceira idade e atinge um em cada 15 portugueses com mais de 80 anos.

“Consiste num aperto da válvula aórtica, que tem como função evitar que o sangue bombeado pelo coração volte para trás. Quando existe este problema, o sangue começa a passar com dificuldade, provocando sintomas como cansaço fácil, falta de ar, tonturas e desmaios”, referiu o cardiologista.

Resultante de um processo de envelhecimento, “a estenose aórtica afecta 32.000 portugueses e, sem tratamento, a mortalidade é de 100% ao fim de dois anos”, disse.

Segundo o especialista, “a solução para o tratamento desta doença é a cirurgia de substituição da válvula aórtica, mas hoje existe uma alternativa à cirurgia cardíaca convencional, menos invasiva, em colocando a válvula através de um cateterismo pela artéria femoral”.

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Investigação
A revista internacional MIT Technology Review divulgou ontem a nomeação, pela primeira vez, de uma cientista portuguesa para a sua lista anual de inovadores com menos de 35 anos, pelo seu trabalho no campo da biotecnologia e medicina.

“É o reconhecimento pelo trabalho. Claro que estou muito satisfeita por receber o prémio. Acho que o mais importante não é o prémio, mas a tecnologia em si, o valor e o potencial que tem para melhorar a qualidade de vida de muitos pacientes pelo mundo. É para isso que, realmente, eu trabalho”, disse à Lusa, a partir de Paris, a investigadora Maria José Pereira, de 28 anos.

Há mais de 10 anos que a revista MIT Technology Review, do Massachusetts Institute of Technology, reconhece as pessoas inovadoras que desenvolvem tecnologias com capacidade de transformar o mundo e, pela primeira vez, nomeia uma cientista portuguesa.

Alguns dos nomes já nomeados nesta lista foram Larry Page e Sergey Brin, cofundadores do motor de busca Google, e Mark Zuckerberg, cofundador da rede social Facebook.

Licenciada em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de Coimbra, Maria José Pereira contribuiu, nos Estados Unidos, para o desenvolvimento de um novo adesivo que funciona como uma cola e que permite reparar mais facilmente defeitos cardiovasculares que afectam seis bebés em cada mil nascimentos.

Este adesivo formado por um novo biomaterial irá simplificar consideravelmente o processo de reparação e reduzir a necessidade duma intervenção cirúrgica invasiva nos primeiros tempos de vida.

Ao contrário dos outros materiais, a tecnologia deste adesivo permite-lhe aderir fortemente ao tecido e resistir à constante pressão exercida num órgão, como o coração, em presença de sangue.

“O meu doutoramento foi pelo MIT Portugal e o programa dá-nos a oportunidade de trabalhar com investigadores no estrangeiro. Daí, na altura, ter ido para os Estados Unidos, onde conheci outros investigadores e surgiu a ideia deste projecto”, sublinhou a cientista portuguesa.

O Programa MIT Portugal é uma colaboração, desde 2006, entre universidades, centros de investigação portugueses, empresas e o MIT, que procura promover o investimento em ciência, tecnologia e educação superior como dinamizador do desenvolvimento económico e social em Portugal.

“Estava integrada numa equipa no Brigham & Women's Hospital, que faz parte da divisão de ciências para a saúde e tecnologia da Harvard-MIT, e colaborei também com investigadores do Children´s Hospital em Boston”, referiu Maria José Pereira.

“Foi basicamente neste ecossistema em que havia pessoas muito boas tanto a nível da engenharia, como na parte clínica, que surgiu toda a ideia deste projeto. Foi uma equipa muito multidisciplinar e o ambiente muito rico de Boston que proporcionou este projecto”, acrescentou.

Actualmente, Maria José Pereira coordena a área de tecnologias de adesão na start-up Gecko Biomedical, localizada em Paris.

“Durante o meu doutoramento, foi submetida uma patente (para esta tecnologia por pesquisadores do MIT) e há várias tecnologias que estão relacionadas com este trabalho que foram licenciadas à Gecko Biomedical, que é uma start-up que está a trabalhar nesta tecnologia e noutras plataformas para a adesão, sempre na área médica”, referiu.

A empresa, fundada em 2013, conseguiu o financiamento de oito milhões de euros e espera que esta tecnologia esteja disponível no mercado entre dois a três anos, segundo a MIT Portugal.

“Claro que (a nomeação) demonstra que somos (portugueses) capazes de fazer muito. A minha educação toda foi em Portugal, tive esta experiência nos Estados Unidos e ter conseguido obter este prémio é bastante importante”, sublinhou Maria José Pereira.

Os nomeados deste ano serão incluídos na edição impressa da revista de Setembro/Outubro, que será distribuída a 2 de Setembro.

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Coração 1

Injectar um determinado gene no músculo cardíaco de porcos com problemas de coração permite a este órgão vital bater mais forte, anunciaram hoje investigadores norte americanos, que esperam poder aplicar esta descoberta em humanos.

Se for demonstrado que o gene é eficaz em humanos e que não tem efeitos secundários, os cientistas esperam que possa um dia possa vir a substituir os pacemakers.

“Este avanço significa uma nova era para a terapia génica, em que os genes já não serão usados para corrigir uma deficiência, mas para operar uma mutação numa célula, a fim de curar uma doença”, declarou Eduardo Marban, director do Instituto Cardíaco Cedars-Sinai e principal autor do estudo.

É a primeira vez que uma célula cardíaca foi pré-programada num organismo animal para tratar uma doença, afirmou Marban.

A terapia génica tem sido encarada como um domínio prometedor, mas perigoso, sobretudo depois dos primeiros testes conduzidos em humanos, nos anos 90, muitos dos quais mortais.

Segundo o investigador, o recurso a um vírus modificado como vector do gene deverá reduzir os riscos habitualmente associados à terapia génica, como uma reacção imunitária letal ou a formação de um tumor, mas reconheceu que são necessárias mais pesquisas.

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Castro, Graça

São muitas as novidades que este ano marcam a agenda do mais importante encontro português de cardiologia. Todas elas pensadas de modo a cumprir o objectivo de propiciar aos participantes uma maior interactividade. Sessões focus, flash e o debate de temas polémicos como a "futilidade terapêutica", integram um programa muito vasto, onde não faltam motivos de interesse para médicos de outras especialidades. Graça Castro, presidente da comissão organizadora revelou ao nosso jornal algumas das novidades que fazem da XXXV edição, um evento a não perder.

O Congresso Português de Cardiologia ocupa lugar de destaque na agenda científica nacional. Não só por ser o maior evento da especialidade organizado em Portugal, mas também pela aposta na inovação do modelo das sessões inscritas no programa, que surpreende, sempre, pela positiva, a cada nova edição. O XXXV Congresso, que decorrerá de 27 a 29 de Abril, no Palácio dos Congressos da Herdade dos Salgados, em Albufeira, não foge à regra.

Desde logo, a organização do evento decidiu investir numa aplicação para smartphone, que não sendo invulgar em eventos internacionais será este ano pela primeira vez disponibilizada aos participantes, que assim poderão organizar melhor a sua “agenda pessoal” de congresso. A aplicação contemplará, para além do programa, resumos das sessões.

Mas a grande novidade do programa deste ano traduz-se na aposta da comissão organizadora em “propiciar aos participantes uma forma de estar mais descontraída, mais interactiva. Uma opção que é visível, não só nos temas escolhidos, como no modelo das sessões” revelou ao nosso jornal Graça Castro, presidente da comissão organizadora.

Outra das novidades que marcará algumas das sessões é “o sistema de televoto, através do qual os congressistas serão convidados a decidir, entre as várias hipóteses colocadas pelos oradores, aquela que consideram a mais correcta tendo em conta uma situação concreta”.

Outra inovação são as sessões-Focus. Ainda que comum na maioria dos congressos internacionais, este modelo de sessão assumirá, no Algarve, características próprias, ajustadas à realidade nacional. “São sessões nas quais especialistas seniores irão expor casos clínicos complexos e serão interpelados pelos moderadores relativamente às decisões difíceis que tiveram que tomar” explica a cardiologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

A sessão Flash é mais uma das novas tipologias que marcam o programa. Criado numa reunião nacional de arritmias, o modelo já foi adoptado pela Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC). “Cada palestrante tem apenas cinco minutos para abordar um tema de elevada complexidade, eventualmente controverso. Pretende-se, com este tipo de apresentação, estimular a capacidade de síntese e facilitar a apreensão de mensagens relevantes sobre o tema abordado. Em cada sessão haverá seis palestras. No final de cada apresentação, os moderadores disporão de alguns minutos para colocarem questões ao orador. Terminadas as apresentações, haverá um período de 30 minutos de debate com a assistência”, revela Graça Castro.

Outra das apostas da comissão organizadora foi a da interacção com outras sociedades científicas nacionais e internacionais.

Futilidade terapêutica… Um debate polémico

A futilidade terapêutica, enquanto tema de debate cada vez mais presente na área da Medicina, também estará presente no Algarve. “É um tema difícil, que ensombra o nosso quotidiano e que toda a gente considera dever ser debatido, mas que depois, na prática, ninguém aborda. Este ano vamos ter uma mesa redonda exclusivamente dedicada ao tema que será moderada pelo Professor Ferenc Follath, uma figura da Medicina de renome mundial, que também intervirá em outras sessões do congresso. Nesta mesa iremos abordar, entre outros temas polémicos, a implantação de dispositivos e a decisão de os desligar e o tratamento de doentes que não manifestam adesão à terapêutica”, relata Graça Castro.

Articulação com os decisores das políticas de Saúde

Outra área que merece destaque no programa do XXXV Congresso Português de Cardiologia é a da articulação dos médicos com os órgãos de decisão política. “Uma das linhas de orientação da actual direcção da SPC é a da necessidade de intervir em várias vertentes, quer junto do grande público, quer junto dos órgãos de decisão das políticas de saúde. Queremo-nos posicionar como parceiros e contribuir para a tomada de decisões informadas”, aponta Graça Castro. Estão previstas várias sessões em que esta necessidade de maior intervenção será debatida. Assim, “logo no primeiro dia, vamos ter uma mesa redonda dedicada ao tema do custo-efectividade em Cardiologia, organizada em colaboração com a Associação Portuguesa de Engenharia e Gestão da Saúde (APEGS). No último dia, teremos outra sessão, que será moderada pelo professor José Silva Cardoso, presidente da SPC e que contará com a presença do Bastonário da Ordem dos Médicos, Professor José Manuel Silva, onde se debaterá a gestão dos tempos de espera em Cardiologia e seu impacto na saúde cardiovascular”, revela a presidente da comissão organizadora do congresso.

Outra sessão que “promete” é a que será organizada em conjunto pela Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) e pela sua congénere espanhola, onde se debaterá o momento actual da iniciativa "Stent for Life" nos dois países. Como também “promete” a mesa redonda dedicada à organização de cuidados no campo da doença coronária aguda. Dificuldades logísticas, organização de vias de referenciação rápidas e eficazes e ligação entre os diferentes serviços para um melhor aproveitamento dos meios disponíveis, entre outras, serão levadas a debate.

Haverá ainda lugar para um simpósio conjunto com a ESC dedicada à avaliação da qualidade, outros dos temas “quentes” da actualidade, que será presidida pelo presidente eleito desta sociedade, Professor Fausto Pinto.

Cursos pré-congresso… A não perder

Como sempre acontece, o Congresso Português de Cardiologia é antecedido pela realização de vários cursos. Este ano, são cinco as oportunidades de formação. Uma delas é o Curso de Suporte Avançado de Vida em Insuficiência Cardíaca (SAVIC), destinado a formadores, “que se insere num vasto projecto de colaboração com a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Este curso marcará o início de um ciclo nacional de cursos SAVIC”, explicou ao nosso jornal Graça Castro.

Outro dos cursos inscritos no programa pré-congresso é subordinado ao tema: “ Como fazer Investigação Científica. As Vozes da Experiência”. Coordenado pelo Professor Lino Gonçalves, este curso contará com prelectores nacionais e internacionais de renome.

Os cursos “Prostanóides na Hipertensão Pulmonar”; “Hipertensão e Diabetes: Atracção Fatal” e o “Curso Prático de Acessos Vasculares Ecoguiados”, particularmente dirigido aos internos da especialidade, completam a oferta formativa deste ano.

MGF… Múltiplos focos de interesse

No programa do XXXV Congresso Português de Cardiologia, não faltam motivos de interesse para médicos de outras especialidades. A Medicina Geral e Familiar (MGF) não é excepção. Bem pelo contrário. Para além de um curso pré-congresso muito vocacionado para estes especialistas, haverá ao longo do evento mesas relevantes para a MGF uma das quais reunirá as duas especialidades, para a discussão de temas de interesse comum. A não perder, também, a apresentação das mais recentes recomendações da ESC, entre as quais as recomendações sobre diabetes e pré-diabetes.

Miguel Múrias Mauritti

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Ataque cardíaco

Um estudo de cardiologistas apresentado este fim-de-semana, numa conferência nos Estados Unidos, revelou um aumento nos ataques cardíacos na segunda-feira seguinte à mudança para a hora de verão, ou seja, hoje.

A pesquisa foi realizada com base em dados recolhidos em hospitais do estado norte-americano de Michigan, que permitiram concluir um acréscimo de 25 por cento no número de ataques cardíacos na segunda-feira seguinte à mudança de hora.

Durante quatro anos consecutivos, os investigadores, que apresentaram o estudo na American College of Cardiology, apuraram um total de 93 ataques cardíacos na segunda-feira anterior à mudança de hora.

Este número aumentou para 125 na segunda-feira seguinte aos ponteiros no relógio terem avançado uma hora, enquanto na terça-feira desceram 21 por cento.

"Pode ser que as pessoas sejam muito sensíveis à perda de uma hora de sono", disse o cardiologista Amneet Sandhu, da Universidade do Colorado, em Denver.

O especialista concluiu que o resultado do estudo "pode significar que as pessoas vulneráveis a problemas do coração apresentam grandes riscos após as mudanças de horário".

Sandhu revelou que foram comparados indicadores no Havai e Arizona, sem hora de verão, possibilitando a conclusão desta pesquisa de quatro anos.

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Hospital CovilhãO Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB) quer criar uma Unidade de Cardiologia de Intervenção, a primeira da região, que permitirá dar resposta aos doentes "em tempo útil", disse hoje o presidente do conselho de administração.

Em declarações à agência Lusa, Miguel Castelo Branco explicou que esta unidade "permitirá tratar localmente e em tempo útil todos os doentes com enfarte agudo do miocárdio", além de inserir a região na rede de referenciação para tratamento destas situações" e de contribuir para "garantir equidade no acesso a esta terapêutica".

Este responsável adiantou que a proposta para a criação da Unidade de Cardiologia de Intervenção da Beira Interior (UCIBI) já foi enviada ao Ministério da Saúde e que surge depois de o CHCB ter assegurado a contratação de mais dois cardiologistas, o que permitiu aumentar para quatro o número de médicos especialistas nesta área.

A proposta ressalva ainda o facto de esta unidade poder dar resposta aos doentes dos distritos da Guarda e de Castelo Branco, que actualmente são servidos pelos hospitais de Coimbra, Viseu e Lisboa, unidades que estão a uma distância superior a uma hora e meia que é apontada pelas normas internacionais como o intervalo de tempo indicado para a realização do procedimento.

Segundo informação do CHCB, a UCIBI "deve dispor de equipamento de imagem e equipamentos de avaliação cardíaca que permitam efectuar o diagnóstico através de exames de angiografia e intervenção através de cateterismo cardíaco".

O investimento está avaliado em cerca de 1,5 milhões de euros, o equivalente ao valor que foi pago em 2011 pelo CHCB para a realização de 338 procedimentos de cardiologia de intervenção, em Coimbra.

O projecto, para o qual estão identificadas eventuais parcerias, prevê a realização de obras de adaptação, aquisição de equipamento e disponibilização de uma equipa altamente diferenciada.

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conceitos-terapia cardiovascularO consumo de medicamentos cardiovasculares quase duplicou numa década e, em 2011, representou uma despesa diária para o Estado de quase 1,8 milhões de euros, revela um estudo da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed).

O estudo “Medicamentos do Aparelho Cardiovascular: Uma análise dos padrões de utilização e despesa em Portugal Continental entre 2000 e 2011” indica que, nesse período, o consumo destes fármacos subiu 94%.

Calculado em Doses Diárias Definidas por 1.000 habitantes, o consumo passou de 288,4 doses diárias em 2000 para 558,7 em 2011, tendo sido o aumento “mais evidente” nos antihipertensores (99%) e antidislipidémicos.

Os cuidados de saúde primários foram responsáveis, em 2011, por 76% da prescrição destes fármacos a utentes do Serviço Nacional de Saúde em ambulatório, seguindo-se os cuidados privados (14%), os hospitais públicos (8%) e outras entidades (2%).

“Independentemente do local de prescrição a comparticipação dos medicamentos foi efectuada pelo SNS”, sublinha o estudo divulgado no site do Infarmed.

Em 2011, a despesa com estes medicamentos foi de 649,3 milhões de euros, refere a análise, adiantando que “o aumento da despesa a Preço de Venda ao Publico (+58%) foi consequência do aumento do consumo, mas também de uma utilização elevada de substâncias activas para as quais não existiam genéricos comercializados”.

Neste período, acrescenta, verificou-se um aumento, embora mais ligeiro, dos encargos do SNS (35%).

Já os encargos dos utentes aumentaram até 2008, com taxas de crescimento de dois dígitos, mas a partir desse ano apresentaram uma tendência de decréscimo.

Quanto à prescrição de medicamentos genéricos verificou-se um aumento em todos os locais de prescrição, mas o valor permanece inferior nos cuidados de saúde privados (35%) comparativamente aos cuidados primários ou hospitalares (45%).

O Observatório do Medicamentos e Produtos de Saúde, do Infarmed, refere que “a análise aos valores dos indicadores, e as diferenças entre práticas médicas, indiciam a existência de oportunidades de melhoria dos padrões de prescrição”.

“As diferenças no nível de utilização, padrão de prescrição e custo de tratamento dia devem ser analisadas pelas entidades competentes com o objectivo de diminuir assimetrias regionais, que resultem de barreiras no acesso ao tratamento, e identificar oportunidades de melhoria dos padrões de prescrição, incentivando a utilização das opções terapêuticas mais custo-efectivas”, acrescenta.

Em Portugal, a área dos medicamentos cardiovasculares é a que apresenta um maior nível de consumo, tendo representando, em 2010, 27% da despesa total com medicamentos.

“Estes dados reflectem, em parte, a prevalência das doenças cardiovasculares, as quais constituem a principal causa de morte em Portugal, contando-se, também, entre as principais causas de morbilidade, invalidez e anos potenciais de vida perdidos na população portuguesa”, salienta o estudo.

Apesar do aumento da acessibilidade a estes medicamentos e das inovações terapêuticas terem sido responsáveis pela melhoria dos resultados em saúde, ”parece existir ainda um elevado potencial para obtenção de ganhos em saúde na população portuguesa”.

Dados da Fundação Portuguesa de Cardiologia referem que, em 2012, ocorreram em Portugal 23 mil mortes por doenças cardiovasculares, das quais 16 mil por AVC e 7.000 por enfarte do miocárdio.

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MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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