As infeções associadas aos cuidados de saúde (IACS) emergem atualmente como um problema de Saúde Pública à escala global, com um peso significativo em termos de morbilidade, mortalidade e custos diretos e indiretos. Indissociável desta problemática, a resistência dos microrganismos aos antimicrobianos (RAM) apresenta-se como uma ameaça a travar, defende o diretor do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos da Direção-Geral da Saúde (DGS), Paulo André Fernandes, apontando medidas estratégicas neste sentido. Por sua vez, a responsável pelo Laboratório Nacional de Referência da Resistência aos Antibióticos e Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde (LNR-RA/IACS) do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), Dr.ª Manuela Caniça, explica o trabalho que tem vindo a ser feito, em termos de vigilância epidemiológica das RAM, ao abrigo da Norma 004/2013. O incontornável papel do diagnóstico in vitro (DiV) no controlo de infeção é destacado pela vice-presidente da Comissão Especializada de Diagnósticos In Vitro da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA), Dr.ª Antónia Nascimento.

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A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar informa que se encontra em aberto o “Prémio Jornalismo em Saúde”, promovido pela APIFARMA e que conta com a organização do Clube de Jornalistas. A iniciativa destina-se a trabalhos nas categorias de Imprensa, Rádio, Televisão e Jornalismo Digital. O concurso estende-se também aos trabalhos académicos de recém-licenciados de Comunicação Social e Jornalismo.

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Um relatório da indústria farmacêutica coordenado pelo antigo ministro Correia de Campos concluiu que falta ao SNS uma estratégia clara e global sobre os meios necessários para travar e reverter as infeções associadas a cuidados de saúde.

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A APIFARMA assinou ontem o Memorando de Entendimento com vista ao estabelecimento do Sistema Europeu de Verificação de Medicamentos em Portugal, numa cerimónia que teve lugar no Centro Cultural de Belém e que contou com a presença do Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

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Vai ser criada em Portugal uma plataforma que integra um projeto internacional, informando os doentes acerca da investigação de medicamentos, incluindo os ensaios clínicos e chamá-los a participar no desenvolvimento de novos tratamentos. Desta Comissão fazem ainda parte Inês Alves, de uma associação de doentes, Nuno Gago, da Universidade de Aveiro, Helena Beaumont, do Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), Cristina Lopes e José Antunes, da Associação da Indústria Farmacêutica Portuguesa (APIFARMA).

O objetivo desta plataforma, que irá integrar a Academia Europeia de Doentes para a Inovação Terapêutica (EUPARI segundo a sigla inglesa), é “criar uma comunidade de pessoas informadas relativamente à sua potencial intervenção na investigação ligada ao desenvolvimento de medicamentos”, podendo ser doentes ou de associações de doentes, mas também profissionais de algumas áreas, de acordo com Beatriz Lima, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Deste grupo fará parte a presidente da Associação de Doenças Reumáticas, Elsa Mateus, a quem caberá preparar a plataforma nacional, que se estima que esteja pronta até dezembro.

“Inicialmente, o projeto estava pensado para 12 plataformas nacionais. Neste momento, já estão previstas 19, até ao final de 2016, e Portugal é uma delas”, afirmou a responsável em entrevista à Agência Lusa.

Com as iniciativas em aberto, o grupo pretende angariar parceiros entre unidades de investigação, indústria, academias e associações de doentes e preparar “workshops” e “eventualmente, uma conferência de lançamento, em dezembro”, acrescentou.

Nas palavras de Elsa Mateus, a participação de Portugal é de extrema importância, quer do ponto de vista nacional, quer europeu, pois “existe um grande desconhecimento sobre todo o processo de investigação e desenvolvimento de medicamentos o que, muitas vezes, dá azo a alguns receios”.

“Este sentimento de receio que, muitas vezes, é gerado por acontecimentos pontuais, seja substituído por um conhecimento ou uma consciencialização informada sobre o papel e potenciais consequências, positivas ou negativas”, afirmou a responsável acrescentando que, “muitas vezes, faltam algumas competências porque o doente é perito na sua própria doença e não propriamente em todo o processo ou na linguagem científica”.

Um doente que entra num processo de experimentação, "espera retirar algum benefício e tem de avançar tendo a noção de que tem benefícios e poderá vir a correr alguns riscos", defendeu a professora da Faculdade de Farmácia, estabelecendo uma diferenciação concreta entre “o cidadão como utilizador, a partir doo momento em que o medicamento está aprovado” e “o cidadão como interveniente ativo no processo de desenvolvimento”, “porque quando as pessoas entram nos ensaios clínicos é exatamente disso que se trata”.

É ainda esperado que o conhecimento acerca dos tratamentos surta efeito na forma como os doentes utilizam os medicamentos.

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Um prémio para distinguir trabalhos jornalísticos publicados na área da Saúde é uma das iniciativas que dão corpo à parceria entre a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA) e o Clube de Jornalistas, nos termos de um protocolo de colaboração para o desenvolvimento de atividades conjuntas assinado ontem.

A parceria tem como objetivos aprofundar o papel da APIFARMA enquanto parceiro ativo da Sociedade Civil e, simultaneamente, contribuir para a vitalidade do projeto Clube de Jornalistas.

O presidente da direção da APIFARMA, João Almeida Lopes, considera que “a associação tem privilegiado parcerias com a sociedade civil e que este protocolo com o Clube de Jornalistas reconhece a importância da comunicação social na descodificação e divulgação de conteúdos sobre a Saúde”.

Além de uma “Grande Distinção” atribuída ao trabalho mais relevante, o prémio reconhecerá também trabalhos em categorias como imprensa, rádio, televisão, jornalismo digital e universitário revelação.

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O Infarmed autorizou, no primeiro trimestre do ano, a realização de 32 ensaios clínicos, 30 dos quais promovidos pela indústria farmacêutica, sendo quase metade para medicamentos contra o cancro e para o sistema imunológico, uma notícia avançada hoje, quando se assinala o Dia dos Ensaios Clínicos.

No final de 2015, estavam autorizados, para realização, 361 ensaios clínicos. Desde o início do ano, o Infarmed, Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, recebeu 34 pedidos, tendo autorizado 32.

A esmagadora maioria dos pedidos recebidos pelo Infarmed, nos primeiros três meses do ano, foram feitos pela indústria farmacêutica (trinta), com os restantes quatro a partirem do meio académico e não comercial.

O tempo médio de resposta a estes foi de 35 dias úteis no primeiro trimestre do ano foi de, mais 23 do que em 2015.

Em relação aos medicamentos experimentais, os mais frequentes foram os antineoplásicos e imunomoduladores (14), seguindo-se os anti-infecciosos (seis), para o sistema nervoso central (quatro) e o sistema cardiovascular (quatro), entre outros.

A propósito deste dia, a Apifarma associou-se a uma iniciativa internacional que visa alertar para o contributo de todos os agentes que possibilitam os avanços na medicina e evidencia os benefícios económico-sociais dos ensaios clínicos.

Segundo a Agência Europeia de Medicamento (EMA), todos os anos são autorizados cerca de 4.000 ensaios clínicos no Espaço Económico Europeu (EEE).

Tal resulta do “esforço conjunto de diversas entidades de investigação globais que contribui decisivamente para a forma como tratamos doentes e curamos inúmeras patologias”, lê-se na nota da Apifarma.

Em 2015, 91% dos ensaios clínicos realizados em Portugal foram promovidos pela indústria farmacêutica.

Aquele que é considerado o primeiro ensaio clínico da história realizou-se a 20 de maio de 1747, quando James Lind, cirurgião naval escocês, conduziu o primeiro estudo comparativo realizado em condições experimentais controladas, aplicando sumo de limão a um grupo de marinheiros que sofriam de escorbuto, o que permitiu registar os efeitos positivos da Vitamina C junto destes doentes.

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A indústria farmacêutica vai contribuir, este ano, com 200 milhões de euros para controlo da despesa pública com medicamentos, segundo um acordo ontem firmado em Lisboa.

O acordo visa “contribuir para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), garantir o acesso ao medicamento e reforçar as condições de atratividade para o investimento em Portugal”, segundo um comunicado do Ministério da Saúde.

Tendo em conta que, em 2016, a despesa pública com medicamentos deverá ser de 2.000 milhões de euros, o acordo estabelece que a indústria farmacêutica irá contribuir com 200 milhões de euros.

Segundo a mesma nota do Ministério da Saúde, “este acordo regula os termos e as condições em que as referidas entidades se comprometem a colaborar para atingir os objetivos orçamentais para o ano de 2016 de despesa pública com medicamentos em ambulatório, incluindo subsistemas, e hospitalar do SNS com vista a garantir a sustentabilidade do SNS”.

Por seu lado, o Ministério da Saúde compromete-se a “promover condições para o acesso dos doentes aos medicamentos que se demonstrem inovadores, nomeadamente através do cumprimento dos prazos de avaliação e decisão previstos na lei, da adoção de metodologias inovadoras de contratualização, designadamente sistemas de gestão partilhada do risco, e do reconhecimento da especificidade de determinados medicamentos (…)”.

“O documento hoje [ontem] assinado coloca em evidência a importância de continuar a garantir uma convergência de esforços entre as instituições públicas e os agentes económicos, de modo a que o compromisso nacional de redução da despesa pública permita a manutenção de elevados padrões de acessibilidade dos doentes às melhores terapêuticas, bem como a prestação, tendencialmente gratuita, de cuidados de saúde aos cidadãos”, lê-se no comunicado.

Para o presidente da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), João Almeida Lopes, que assinou o acordo com o Ministério da Saúde, o mesmo “é virtuoso, porque abre caminho a que o investimento na saúde passe a ser compatível com as necessidades das populações e com o nível de crescimento económico que Portugal anseia e precisa.”

“Pela primeira vez, no passado recente, existe um ambiente favorável em torno da necessidade de deixar de ver a saúde apenas como despesa, mas antes como um investimento na vida de todos os cidadãos”, afirmou João Almeida Lopes.

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A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

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