Investigadores do Porto estudam nova terapia para hipertensão arterial pulmonar
DATA
30/09/2022 10:55:46
AUTOR
Sofia Pinheiro
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Investigadores do Porto estudam nova terapia para hipertensão arterial pulmonar

Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) estão a estudar uma classe de proteínas com o propósito de conseguir uma nova terapia para a hipertensão arterial pulmonar.

Em comunicado, a FMUP informou que investigadores estão a explorar uma nova "perspetiva", uma classe de proteínas designadas SIKs, para a hipertensão arterial pulmonar, doença crónica rara que afeta primariamente as artérias pulmonares de pequeno calibre.

Estima-se que a hipertensão arterial pulmonar afete cerca de 300 pessoas em Portugal, ainda que os investigadores considerem que o número possa ser "claramente inferior ao real", dado o difícil diagnóstico e falta de sintomatologia específica associada à doença. 

A "nova perspetiva" para esta patologia "ainda pouco conhecida" está a ser explorada pela investigadora Tatiana António, dado que as "opções terapêuticas atuais são muito limitadas" e a taxa de sobrevivência a cinco anos da doença se situa nos 65 %.

As características partilhadas entre estas doenças e a hipertensão arterial pulmonar levaram a equipa de investigadores a sugerir que "o papel e relevância terapêutica das SIKs se possa também estender a esta doença rara dos pulmões", hipótese que foi recebida com "agrado" pela comunidade científica, em particular, na publicação do primeiro artigo na revista “Trends in Pharmacological Sciences”.  Este artigo contou ainda com a colaboração de Patrício Soares da Silva, da FMUP, e de Nuno Pires, da BIAL.

"Para já, este artigo preenche uma importante lacuna de conhecimentos e pode, inclusivamente, estimular novas investigações nos domínios das SIKs e da hipertensão arterial pulmonar, abrindo um novo leque de opções de tratamento para esta doença incurável", avança Pedro Gomes, professor da FMUP e coordenador da investigação.

Os resultados já obtidos demonstram que a supressão de pelo menos uma das isoformas da SIK - a SKI1 - leva à "hipertrofia pulmonar num modelo experimental".  "A SKI1 deverá ter um papel de regulação do crescimento e proliferação celular", clarifica a investigadora

Tatiana António sublinhou ainda ser "urgente" encontrar novos alvos terapêuticos que permitam "limitar a vasoconstrição, a inflamação e as alterações vasculares que se verificam ao nível pulmonar".

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Editorial | António Luz Pereira, Direção da APMGF
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