Fernando Araújo é o novo diretor-executivo do SNS
DATA
26/09/2022 11:57:58
AUTOR
Sofia Pinheiro
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Fernando Araújo é o novo diretor-executivo do SNS

Fernando Araújo, atual presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) e médico especialista em Imunohemoterapia é o novo diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O antigo Secretário de Estado Adjunto da Saúde foi, na última sexta-feira, dia 23 de setembro, oficialmente confirmado como o novo diretor-executivo do SNS por Manuel Pizarro, ministro da Saúde. A confirmação foi feita no dia em que foi publicado no Diário da República o diploma do Governo, que regulamenta a direção executiva. A nova entidade prevista no novo Estatuto do SNS, promulgado pelo Presidente da República no início de agosto, terá o seu início com Fernando Araújo, cargo que tem como objetivo reforçar o papel de coordenação operacional das respostas assistenciais.

A direção executiva do SNS entra em funções no dia 1 de outubro e vai coordenar toda a resposta assistencial, assegurando o seu funcionamento em rede, a gestão da rede nacional de cuidados continuados integrados e da rede de cuidados paliativos, que estava até agora ao cuidado das Administrações Regionais de Saúde.

O novo diretor-executivo do Serviço Nacional, Fernando Araújo, afirmou que aceitou o convite para desempenhar este cargo com um sentimento de dever na defesa inflexível do SNS, dos seus profissionais e utentes. “Foi com enorme honra que recebi o convite do ministro da Saúde para presidir à direção executiva do SNS e aceitei com um sentimento de dever na defesa intransigente do nosso serviço Nacional de Saúde, dos seus profissionais e dos utentes, que é para ele que trabalhamos todos os dias”, declarou Fernando Araújo, numa breve declaração no final da conferência de imprensa sobre a Direção-Executiva do SNS.

Manuel Pizarro afirmou que competirá ao diretor executivo indicar com “total autonomia” os elementos da equipa de gestão que o vai acompanhar e tratar de reunir “pessoas que tenham, ao mesmo tempo, experiência no sistema de saúde e experiência nas diferentes áreas que a direção executiva tem a partir deste momento que tutelar”, salientou.

Questionado sobre quem irá substituir Fernando Araújo no CHUSJ, Manuel Pizarro afirmou que “isso será feito nos próximos tempos. Imagino até que durante algumas semanas seja possível que o professor Fernando Araújo possa manter a liderança do Hospital de São João enquanto vai trabalhando na instalação da futura direção executiva”, que só entra plenamente em funções com o Orçamento de Estado para 2023, a partir do dia 1 de janeiro do próximo ano.

Já o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães destacou que o médico Fernando Araújo, “tem experiência na área da Saúde, conhece bem o SNS” e “se lhe derem condições adequadas para poder exercer esta função, que é complexa, poderá acrescentar melhorias ao que neste momento existe”, considerou.

Miguel Guimarães afirmou que “é importante que o Governo, de uma vez por todas comece a fazer as reformas estruturais que são necessárias para melhorar aquilo que é o acesso aos cuidados de saúde”, a par da “qualidade e segurança clínica naquilo que é o exercício da profissão, dos vários profissionais de saúde e em especial dos médicos”.

O bastonário destacou ainda que “é fundamental rever a carreira médica”, o mais rapidamente possível”, porque, “caso contrário, vai-se ter um problema grave porque há muitos médicos a deixar o SNS, crescendo cada vez mais os que estão fora do SNS, que já ultrapassaram os 50% dos profissionais registados em Portugal”.

A Direção Executiva do SNS, que será composta por cinco órgãos, irá coordenar a resposta nas unidades de saúde públicas e terá estatuto de instituto público de regime especial para garantir autonomia para emitir regulamentos e orientações.

O ministro da Saúde indicou que a proposta apresentada pelo novo diretor executivo, Fernando Araújo, está em linha com “a intenção descentralizadora do Governo” e por isso a Direção Executiva do SNS vai estar sediada no Porto.

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Editorial | António Luz Pereira, Direção da APMGF
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