Bruno Maia candidata-se a bastonário da Ordem dos Médicos
DATA
03/08/2022 10:08:58
AUTOR
Jornal Médico
Bruno Maia candidata-se a bastonário da Ordem dos Médicos

Bruno Maia, médico neurologista e intensivista na Unidade de Cuidados Intensivos Neurocríticos do CHULC, e coordenador Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos. candidata-se ao título de bastonário da Ordem dos Médicos. A candidatura coloca no topo das suas prioridades a defesa da profissão e do acesso à Saúde

Bruno Maia defende que “precisamos de uma Ordem dos Médicos que não temos; de uma Ordem empenhada na defesa dos utentes, do SNS e da carreira médica, ao lado dos médicos e médicas mais jovens e precárias. Uma Ordem protagonista da defesa do serviço público de saúde e insubmissa aos grandes interesses financeiros que ameaçam a prática médica; próxima dos utentes e aberta à sociedade, que rompa com o conservadorismo e o elitismo. E que combata a discriminação de profissionais e utentes em função de racismo, sexismo, homofobia ou transfobia.”

As linhas principais da candidatura centram-se em 6 pontos: 1) SNS: a garantia da Saúde; 2) Carreiras que garantam qualidade na Medicina; 3) Exclusividade, chave da separação público/privado; 4) Nenhum jovem médico/a sem acesso à especialidade; 5) USF para todos, menos utentes por cada médico de família; 6) Combater a discriminação nos serviços de saúde, sobre os utentes e médicos.

As eleições para o mandato de 2023/2026 realizam-se em janeiro e já anunciaram também a sua candidatura o reumatologista Jaime Branco, reumatologista, Fausto Pinto, cardiologista e Rui Nunes, otorrinolaringologista.

A página de manifesto de Bruno Maia já está online, com um espaço onde é possível apoiar a candidatura, sendo necessárias 500 assinaturas para a viabilizar. Saiba mais, aqui

Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve

É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.