Oxigenoterapia e outras intervenções não farmacológicas em “Atualização e Formação em DPOC”
DATA
24/06/2022 09:30:23
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS

Oxigenoterapia e outras intervenções não farmacológicas em “Atualização e Formação em DPOC”

No quarto módulo da plataforma de e-learning do Jornal Médico é feita a passagem para o controlo da doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC). Numa apresentação a duas vozes, são exploradas as estratégias não farmacológicas, com destaque para oxigenoterapia de longa duração (OLD). Esta é a segunda medida, a seguir à cessação tabágica, que contraria a evolução natural da DPOC. Os pneumologistas Joaquim Moita e Cidália Rodrigues, ambos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, apontam ainda os benefícios da reabilitação respiratória. Assista ao módulo-vídeo.

A OLD é uma técnica utilizada há 40 anos e, de acordo com os especialistas, é “até à data a única forma de tratamento que aumenta, de forma repetidamente comprovada, a sobrevivência destes doentes”. Segundo a evidência, a sua “administração a longo prazo de oxigénio, mais de 15 horas por dia, a doentes com insuficiência respiratória crónica, está associada a um aumento da sobrevida dos doentes com DPOC”, salientam. 

A ventilação não invasiva (VNI) é uma outra abordagem não farmacológica do controlo DPOC, que deverá ser ponderada em doentes que evoluam para hipercapnia, ou nos casos em que se registem um ou mais episódios por ano de insuficiência respiratória aguda hipercápnica com internamento. 

Neste módulo da plataforma e-learning, os formadores apontam os programas de exercício físico e reabilitação respiratória, sendo este último, uma estratégia abrangente e multidisciplinar, com o intuito de melhorar a condição física e emocional dos doentes com patologia respiratória crónica, nomeadamente a DPOC. Os dados mostram que os doentes submetidos a esta abordagem não-farmacológica apresentam “uma melhoria da dispneia, do status de saúde e da tolerância ao exercício”, sustentam.

Uma das fortes apostas está na educação das entidades e autogestão da DPOC por parte da população. 

Assista ao quarto módulo e fique a conhecer a importância das intervenções não farmacológicas no controlo da DPOC. 

Este e outros seis módulos-vídeo de Atualização e Formação em DPOC são destinados a profissionais de saúde das áreas: Medicina Geral e Familiar, Medicina Interna e Pneumologia, abrangendo ainda médicos internos do Ano Comum e outras especialidades com interesse na DPOC. Aceda aos conteúdos através de inscrição, na plataforma.

Uma iniciativa do Jornal Médico, com o apoio da Bial e com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

 

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.