Congresso debate evolução das doenças autoimunes em Portugal
DATA
17/06/2022 12:44:27
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Jornal Médico
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Congresso debate evolução das doenças autoimunes em Portugal

O Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) realiza o “VIII Congresso Nacional de Doenças Autoimunes | XXVII Reunião Anual do NEDAI”, nos dias 21 a 25 de junho, no Porto.

O encontro científico vai trazer à cidade um painel de especialistas para debater e partilhar novos conhecimentos sobre a evolução das doenças autoimunes em Portugal e no mundo. Para António Marinho, coordenador nacional do Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI), o principal objetivo do evento baseia-se na promoção da atualização contínua da comunidade científica, que se dedica às doenças autoimunes.

“Devido aos dois anos de pandemia registou-se um grande atraso na disseminação dos updates ao nível de conhecimento mais atualizado…Existe um gap que é necessário recuperar rapidamente e, por isso, quisemos organizar um congresso numa cidade maior com a intenção de podermos receber um maior número de pessoas presencialmente”, explica o responsável.

De acordo com António Marinho, o VIII Congresso Nacional de Doenças Autoimunes distingue-se por ser multitemático: Doenças autoimunes sistémicas, Inovação Terapêutica, Esclerose Sistémica e Génese das Doenças Autoimunes encabeçam alguns dos principais temas que vão estar em análise, durante os cinco dias de congresso.

Em Portugal, as doenças autoimunes, como artrite reumatoide ou vasculite, são “mais comuns em mulheres do que em homens, em especial em mulheres em idade fértil pois o seu ambiente estrogénio assim o favorece”, sinaliza António Marinho.

O VIII Congresso Nacional de Doenças Autoimunes, que se realiza no Hotel Hilton Porto Gaia, decorre em formato híbrido. Para mais informações, consulte aqui.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.