Debate organizado pela APMGF celebra Dia Mundial do Médico de Família
DATA
18/05/2022 15:27:08
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Jornal Médico
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Debate organizado pela APMGF celebra Dia Mundial do Médico de Família

Amanhã, dia 19 de maio, comemora-se o Dia Mundial do Médico de Família. Nesse sentido, a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) juntou-se à Organização Mundial dos Médicos de Família (WONCA) e decidiu organizar um debate que decorrerá sob o mote “sempre próximo para cuidar”.

Agendado para esta data comemorativa, o debate arranca às 18h00, no Hotel Eurostars Universal Lisboa (Parque das Nações).  O papel presente e futuro dos médicos de família no sistema de saúde e as formas como estes profissionais podem contribuir para aumentar a proximidade dos serviços de saúde à população são os temas em destaque para este evento.

A Ministra da Saúde, Marta Temido, o bastonário da Ordem dos Médicos (Miguel Guimarães), o presidente da APMGF (Nuno Jacinto) e o eurodeputado e ex-secretário de Estado da Saúde Manuel Pizarro foram convidados a participar neste debate. A moderação ficará a cargo da jornalista Dulce Salzedas.“A celebração do Dia Mundial do Médico de Família, a 19 de maio, é também uma forma de reforçar a necessidade de, em definitivo, valorizar e reconhecer o trabalho destes profissionais. Todos sabemos que o papel do MF é central nos sistemas de saúde, mas em Portugal não têm sido tomadas medidas que o traduzam na prática, muito pelo contrário – não é por isso de estranhar que o SNS seja cada vez menos atrativo para os médicos de família, sendo particularmente difícil reter os jovens especialistas”, defende Nuno Jacinto.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.