Ministério da Saúde considera que as falhas nas Urgências e nos CSP não se devem apenas à falta de profissionais de saúde
DATA
04/05/2022 12:41:22
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Jornal Médico
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Ministério da Saúde considera que as falhas nas Urgências e nos CSP não se devem apenas à falta de profissionais de saúde

A ministra da Saúde, Marta Temido, identificou a falta de médicos nas urgências como “a ponta de um iceberg”. Na ótica da governante também é necessário fixar e captar médicos para os Cuidados de Saúde Primários (CSP)  - uma situação que tem vindo a ser descrita como preocupante pelos especialistas destas áreas.

“É um problema complexo que não se vai resolver com algumas contratações. Essa parte procuraremos fazê-la garantidamente de forma a que libertemos mais disponibilidade afetiva e emocional das equipas para se dedicarem à reorganização e se manterem”, afirmou Marta Temido.

“Temos cerca de 300 médicos de família que continuaram a trabalhar para além da aposentação. O número de pessoas sem médico de família é o mesmo desde 2015. O problema de não atribuição de médicos de família não é um exclusivo do sistema de saúde português. Não é fácil captar médicos em outros países”, apontou.

De forma a combater as principais falhas nos cuidados primários, que podem levar à sobrecarga das urgências, “o plano é diversificar a resposta da equipa, acrescentando outros técnicos, bem como psicólogos e nutricionistas”. A ministra da saúde sublinhou ainda que a cobertura em enfermeiro de família passou de 69% em 2015 para 85% em 2021.

Marta Temido conclui assim que as urgências “são a ponta do iceberg visível destas disfuncionalidades e que muito mais vezes do que gostaríamos dão azo a notícias por todo o país sobre serviços que deixam de ter escala completa para responder às necessidades. Isso está identificado”.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.