IPO Lisboa realiza formação sobre cancro hereditário do ovário dirigida a especialistas de MGF
DATA
02/05/2022 09:07:10
AUTOR
Jornal Médico
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IPO Lisboa realiza formação sobre cancro hereditário do ovário dirigida a especialistas de MGF

“Em Portugal, são diagnosticados anualmente cerca de 560 casos. Dois terços em estádios avançados”, relata o IPO Lisboa. Com o objetivo de assinalar o Dia do Cancro do Ovário, o instituto abre as portas do anfiteatro para uma formação presencial, a 9 de maio, dirigida aos internos e especialistas de MGF.

A formação é composta por dois momentos, primeiramente, sobre as “mutações genéticas associadas ao cancro do ovário” e, depois, dedicado ao tema “o que há para oferecer”.

Para tal, foram convidadas as seguintes palestrantes: Lúcia Correia, Beatriz Mira e Sofia Fernandes, médicas da Clínica de Risco Familiar; Maria Jesus Moura, psicóloga da Unidade de Psicologia​, do IPO Lisboa; e A​na Marujo, médica do Centro de Medicina Reprodutiva da Maternidade Alfredo da Costa – Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central.

Lúcia Correia sublinha: “O cancro do ovário é, frequentemente, diagnosticado em estádios avançados, o que contribui para o mau prognóstico que lhe está associado. Apesar de não existir, atualmente, nenhum método de rastreio, existe um subgrupo de mulheres que, por serem portadoras de mutações genéticas que lhes conferem um risco acrescido de cancro do ovário, podem ser alvo de medidas preventivas”.

A sessão é organizada pelo Serviço de Ginecologia do IPO e a inscrição é gratuita. Consulte o programa aqui.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.