Médicos do Centro alertam para risco de colapso dos hospitais na região
DATA
07/02/2022 09:22:34
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



Médicos do Centro alertam para risco de colapso dos hospitais na região

Os hospitais da região Centro correm risco de “colapso” devido à ausência de centenas de profissionais motivada pela pandemia, alertou a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM).

Em comunicado, a SRCOM salientou que a situação já “torna preocupante nos hospitais de Aveiro, Coimbra, Leiria, Guarda, Castelo Branco e Viseu”, sendo que o Centro Hospitalar de Leiria e o Centro Hospitalar do Baixo Vouga têm, cada um, “perto de 100 profissionais nesta situação, o Centro Hospitalar Tondela-Viseu, 59 e o Hospital Distrital da Figueira da Foz, 16”.

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra “enfrenta, também, a ausência de algumas centenas de profissionais, o que está a criar muitos e graves constrangimentos”.

Carlos Cortes, presidente da SRCOM, sublinhou que esta “é uma situação para a qual o Ministério da Saúde não pode ficar alheio, neste momento tão delicado”.

“O Ministério da Saúde tem de intervir, voltámos ao risco de colapso da resposta assistencial”, frisou Carlos Cortes, acrescentando que “especialidades como a Cirurgia, Medicina Interna, Pediatria, bem como os serviços de urgência ameaçam colapsar”.

Acentuou ainda a necessidade de reavaliação das normas quanto ao período de isolamento para as pessoas infetadas com COVID-19 e que estejam assintomáticas ou com sintomas ligeiros da doença e as que estão relacionadas com o rastreio de contactos, designadamente do círculo familiar mais restrito.

O presidente da SRCOM considera imprescindível uma revisão urgente destes critérios e uma monitorização mais célere e adequada por parte das autoridades de saúde face à situação da doença.

Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve

É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.