LPCC faz diagnóstico da doença oncológica no contexto pandémico
DATA
04/02/2022 09:18:39
AUTOR
Jornal Médico
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LPCC faz diagnóstico da doença oncológica no contexto pandémico

A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) assinala o Dia Mundial do Cancro com um retrato preocupante da realidade oncológica em Portugal no contexto pandémico. A LPCC estima que o cancro matou 30.168 pessoas em Portugal em 2020, número que tenderá a crescer nos próximos anos face aos atrasos do diagnóstico e tratamento.

A LPCC defende que é “importante e urgente que se verifique uma reorganização do sistema nacional de saúde em defesa do doente e uma maior aposta em programas de prevenção, deteção precoce e tratamento do cancro em Portugal”, pode ler-se em comunicado.

No que diz respeito ao programa de rastreios oncológicos nos cuidados de saúde primários (CSP), e segundo dados do Estudo do Movimento Saúde em Dia, existiram “menos 18% de mulheres com mamografia realizada, menos 13% de mulheres sem registo de colpocitologia atualizada e menos 5% de utentes com rastreio do cancro do colon e reto efetuado”.

Além da diminuição do número de rastreios, que “teve impacto direto nos diagnósticos de cancro”, a LPCC indica que houve uma diminuição da capacidade assistencial dos CSP face à necessidade de dar resposta à pandemia como fatores que contribuíram para a redução de diagnósticos.

Por outro lado, as restrições obrigaram a LPCC a suspender o programa de rastreio de cancro da mama durante seis meses em 2020/2021.

“Em 2019, foram efetuadas 339.164 mamografias nas unidades móveis e fixas. Este número teve uma descida abrupta, em 2020, no qual foram realizadas apenas 170 mil mamografias. Porém, em 2021 já foi possível uma normalização do número de mulheres rastreadas, alcançando um total 353.062 mil mamografias efetuadas”, adiantou.  

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Editorial | Gil Correia
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