Metade das vagas para médicos de família em Lisboa e Vale do Tejo por ocupar
DATA
21/01/2022 12:29:18
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Jornal Médico
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Metade das vagas para médicos de família em Lisboa e Vale do Tejo por ocupar

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) lamentou que metade das vagas do concurso para médicos de família aberto em dezembro de 2021 tenham ficado por preencher em Lisboa e Vale do Tejo, e enumerou vários motivos para esta situação.

Em comunicado, o sindicato alude, que “só foram ocupadas 32 das 66 vagas em Lisboa e Vale do Tejo”, no âmbito do concurso de 2.ª época de 2021 para médicos de Medicina Geral e Familiar (MGF) no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e adianta que a nível nacional “para um total de 235 vagas e 241 candidatos, foram apenas preenchidas 160 vagas. Ou seja, 81 médicos que concorreram ao concurso optaram por não escolher qualquer vaga”.

“A estes, acrescem ainda os médicos que denunciarão os contratos durante o período experimental face às condições de trabalho com que serão confrontados em várias instituições do Serviço Nacional de Saúde”, frisou o SIM.

Numa nota divulgada, o Ministério da Saúde (MS) relvou que “pela primeira vez, este concurso não encerra com esta escolha”. “O Despacho n.º 12248-A/2021, de 16 de dezembro, permite que, mediante autorização do Ministério da Saúde, as Unidades Locais de Saúde tenham autorização para recrutar médicos e as Administrações Regionais de Saúde para abrir novos concursos para preencher as vagas que não foram escolhidas”, avançou.

O Ministério acrescentou ainda que das 160 vagas ocupadas, 93 situam-se na Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, 32 na ARS de Lisboa e Vale do Tejo, 27 na ARS do Centro, seis na ARS do Algarve e duas na ARS do Alentejo.

Para o SIM, os motivos que levam os médicos a recusarem irem para os cuidados de saúde primários, são, entre outros, “a remuneração que não é compatível com o nível de formação e responsabilidade de um médico especialista, com um salário líquido de 1.744 euros por mês para 40 horas semanais”.

Apontou também as “listas de utentes sobredimensionadas”, com 1.900 utentes por médico de família quando o limite deveria ser de 1.500 utentes, a “ausência de normas de organização do trabalho médico, com frequente ausência de tempo do horário de trabalho alocado para inúmeras atividades para além da consulta presencial”.

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Editorial | Conceição Outeirinho
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