Biotecnológica portuguesa desenvolve vacina e tratamento para infeções bacterianas
DATA
13/01/2022 09:45:49
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Jornal Médico
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Biotecnológica portuguesa desenvolve vacina e tratamento para infeções bacterianas

A Immunethep, biotecnológica portuguesa, tem em desenvolvimento uma vacina injetável e um tratamento contra as infeções bacterianas resistentes a antibióticos, com base numa investigação desenvolvida na Universidade do Porto (UP). A vacina em desenvolvimento baseou-se numa investigação universitária “realmente única” ligada à própria criação da Immunethep, sediada em Cantanhede, no distrito de Coimbra.

“Não estamos a atacar cada uma das bactérias isoladamente. Foi descoberto um mecanismo que todas essas bactérias usam e estamos a falar de bactérias conhecidas pela sua resistência a antibióticos e responsáveis por grande parte das infeções hospitalares”, adiantou à agência Lusa o cofundador e administrador executivo da biotecnológica, Bruno Santos.

Lembrou ainda que no mercado, atualmente, “há vacinas que conseguem prevenir alguns subtipos de cada bactéria”, frisando que a tecnologia “muito mais abrangente” em desenvolvimento na Immunethep “é um produto que vai ser revolucionário” e que irá entrar em ensaios clínicos.

“Devido a ser algo completamente novo e um mecanismo completamente novo do que o usado até agora, exigiu da nossa parte uma investigação maior no desenvolvimento”, esclareceu.

Uma das bactérias visadas pela nova vacina é a pneumococo - principal responsável por pneumonias e meningites, entre outras doenças – “em que as vacinas que estão no mercado, juntas, representam cerca de sete mil milhões de vendas por ano”.

Paralelamente à vacina antibacteriana “que será sempre preventiva da infeção” e para além de outra contra a COVID-19, a Immunethep está a desenvolver um tratamento por anticorpos monoclonais – que ajudam o sistema imunológico a combater doenças mais rapidamente – passível de ser aplicado a doentes “quando os antibióticos não funcionam”.

“A vacina está numa fase mais adiantada, os anticorpos numa fase ainda mais atrasada, mas já temos parcerias [com empresas farmacêuticas e outras entidades] à escala global e continuamos esse desenvolvimento”, finalizou Bruno Santos.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.