Hospital de São João no Porto realizou 53.720 cirurgias em 2021
DATA
07/01/2022 12:48:42
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Jornal Médico
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Hospital de São João no Porto realizou 53.720 cirurgias em 2021

O Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), no Porto, realizou 53.720 cirurgias em 2021, um “marco na sua história” dado ser o maior número de doentes operados em 63 anos, anunciou.

“Este resultado constitui o maior número de doentes operados em 63 anos, representando 8 a 10% de toda a produção nacional cirúrgica convencional programada”, esclareceu a unidade hospitalar, em nota enviada.

Sublinhou ainda que com “a suspensão da atividade eletiva não urgente e a reabertura dos centros de saúde, o hospital anteviu um aumento da pressão, antecipou a resposta e criou circuitos que permitissem o tratamento de todos os doentes COVID e não COVID”.

“Terminámos 2021 com um aumento de 17% das cirurgias realizadas, correspondendo a mais 7.898 cirurgias face a 2020. Houve uma redução significativa da mediana de espera para 1,5 meses e, pela primeira vez, a resolução de todos os doentes a aguardar cirurgia há mais de um ano, sendo que 94% dos doentes foram operados dentro do Tempo Máximo de Resposta Garantidos”, frisou a diretora da Unidade Autónoma de Gestão (UAG) de Cirurgia do CHUSJ, Elisabete Barbosa, citada na nota de imprensa.

O centro hospitalar registou também, em 2021, uma melhoria dos indicadores relacionados com o tempo e qualidade de resposta aos doentes oncológicos em estádios mais avançados por atraso no diagnóstico.

A diretora da Unidade Autónoma de Gestão de Cirurgia ressalvou ainda que, apesar da pressão da pandemia, o centro hospitalar realizou cirurgias “inovadoras e diferenciadas ao nível de centros mundiais de referência”.

“Fomos procurados por doentes e instituições para resolução dos casos mais complexos”, finalizou.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.