INSA está a estudar cenários de prevalência da variante Ómicron
DATA
16/12/2021 14:30:58
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Jornal Médico
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INSA está a estudar cenários de prevalência da variante Ómicron

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) indicou que irá apresentar o cenário expectável sobre a prevalência da variante Ómicron em Portugal, que é atualmente de cerca de 10%.

“Os dados em Portugal são muito precoces e estamos nestes dias a fazer precisamente simulações para fazer uma projeção sobre o cenário que é expectável que aconteça nos próximos dias e semanas”, adiantou disse à agência Lusa o investigador do INSA João Paulo Gomes.

João Paulo Gomes esclareceu que os 69 casos confirmados desta variante registados até à data em Portugal são aqueles que foram confirmados no âmbito de suspeitas indicadas pelas autoridades de saúde e normalmente estão associados a historial de viagens ou contactos com pessoas já diagnosticadas.

Revelou ainda que, paralelamente, o INSA está a fazer uma monitorização a nível nacional e que “nada tem a ver com a pesquisa de casos suspeitos”. “Essa monitorização está a mostrar um cenário completamente diferente. Já não estamos a falar nas dezenas de casos, podemos falar sim em termos da prevalência da Ómicron em Portugal que suspeitamos que nos últimos dias tenha atingido já 9% a 10%”, relevou o coordenador do estudo.

De acordo com o investigador, o INSA está a fazer dois tipos de monitorização baseada nas amostras dos laboratórios, permitindo uma dessas metodologias monitorizar em tempo real a nova variante e verificar o crescimento proporcional no País.

“Há uma semana atrás não tínhamos este cenário. Desde quinta-feira passada verificamos um aumento da prevalência desta variante. Os números continuaram a crescer, no fim de semana e até ao dia de ontem [segunda-feira] ela já representará 9 a 10% dos casos de covid-19 em Portugal”, frisou.

Deixou a nota de que a variante Ómicron demorou algum tempo a instalar-se em Portugal, ao contrário de outras, como a Alfa, que entrou no Natal do ano passado no País através de voos do Reino Unido e de emigrantes portugueses.

“Com a Ómicron isso não aconteceu. A importação foi essencialmente devido a voos da África Austral, onde atualmente não temos o histórico que temos com o Reino Unido, portanto houve um reduzido número de introduções, e isso foi um elemento retardador quando comparamos com outras variantes. No entanto, dada a sua maior transmissibilidade, isso fez que se estabelecessem algumas cadeias de transmissão e é isso que estamos a ver com o sistema de monitorização a tempo real”, referiu.

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Editorial | Conceição Outeirinho
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