FNAM aponta dezenas de vagas por preencher no internato médico
DATA
15/12/2021 15:08:06
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Jornal Médico
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FNAM aponta dezenas de vagas por preencher no internato médico

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) revelou que ficaram por preencher dezenas de vagas de formação específica do internato médico, com “acentuadas assimetrias regionais”, considerando a situação “extremamente preocupante”.

“Pela primeira vez, desde que há mais candidatos que vagas disponíveis no processo de escolha de especialidade, sobraram cerca de 50 vagas, não sendo escolhidas pelos mais de 500 médicos que estariam em condições de o fazer”, afirma a FNAM, em comunicado a que a agência Lusa teve acesso. As vagas que não foram ocupadas são de especialidades como Saúde Pública, Medicina Interna, Medicina Geral e Familiar, Estomatologia, Patologia Clínica e Imuno-Hemoterapia.

“Acresce agora o problema destes médicos, que optam por não continuar a sua formação especializada no Serviço Nacional de Saúde (SNS), apesar de existirem capacidades formativas”, acrescentou, justificando que uma das principais razões para esta situação é a "falta de condições de trabalho, transversal a todo o SNS", que se reflete “na formação específica dos médicos”.

A federação aponta igualmente o surgimento de “novas e preocupantes” zonas carenciadas, “muito pouco atrativas aos jovens médicos considerando as condições oferecidas”.

“A Administração Regional de Saúde (ARS) com mais vagas por preencher foi a de Lisboa e Vale do Tejo, o que confirma esta mudança de paradigma”, nota a FNAM, dando o exemplo do Hospital de Santa Maria onde “ficaram 10 vagas de Medicina Interna por preencher”.

A “falta de motivação e descrédito crescente” numa carreira no SNS e a “existência de opções consideradas mais atrativas, nomeadamente na medicina privada e no estrangeiro”, são outras das razões apontadas.

A FNAM fala ainda de “degradação da formação durante o internato, com um número de urgências excessivas, o desrespeito pelo descanso, orientadores de formação sobrecarregados e sem tempo de dedicação para esta tarefa” e diz que estas situações devem “alertar e desencadear a intervenção das instituições responsáveis pela qualidade da formação médica”.

You've got mail! - quando um aumento da acessibilidade não significa melhoria da acessibilidade
Editorial | António Luz Pereira, Direção da APMGF
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