Estudo para determinar prevalência da insuficiência cardíaca em Portugal arranca quarta-feira

A Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) inicia na quarta-feira, em Matosinhos, o Estudo Epidemiológico sobre Insuficiência Cardíaca na População Portuguesa (PORTHOS) para determinar a prevalência em Portugal da insuficiência cardíaca (IC), a causa mais comum nos internamentos acima dos 65 anos e cujos dados têm mais de 20 anos.

“Estima-se que, em Portugal, possam existir cerca de 400.000 pessoas com IC. No entanto, esta estimativa baseia-se nos resultados de um estudo epidemiológico desenvolvido há mais de 20 anos e, desde então, verificaram-se várias alterações demográficas, sociais, económicas, políticas e culturais que influenciaram não só as causas da síndrome de IC, bem como os métodos para a diagnosticar”, explicou o cardiologista e co-investigador principal do estudo PORTHOS, Rui Baptista, em comunicado enviado.

Segundo o especialista, “é uma das causas mais frequentes de internamento hospitalar e responsável por uma elevada taxa de mortalidade intra-hospitalar (superior a 10%). A elevada taxa de internamentos e reinternamentos tem implicações económicas e assistenciais, com importantes consequências da distribuição de recursos. Pela sua dimensão epidemiológica, complexidade clínica, impacto na qualidade de vida dos doentes e carga para os sistemas de saúde, a IC requer uma gestão complexa, com necessidade de otimização dos recursos existentes e articulação de diferentes níveis de cuidados”.

Este estudo terá uma amostra representativa da população portuguesa (5.616 participantes) com residência em Portugal Continental e idade igual ou superior a 50 anos e decorrerá até final de 2022 por todo o território nacional.

“Está dividido em 4 fases, desde o convite à participação, até às fases em que serão aplicados os procedimentos necessários para rastreio da IC e confirmação de diagnóstico. Uma Unidade Móvel instalada num camião, devidamente equipada com meios técnicos e humanos, irá percorrer o País para que os participantes realizem os procedimentos do estudo — que incluem colheita de sangue, questionários, um eletrocardiograma e um ecocardiograma — junto da sua área de residência”, conclui Rui Baptista.

Este é um trabalho promovido pela Sociedade Portuguesa de Cardiologia e pela AstraZeneca, em parceria com a Nova Medical School.

#sejamestrelas
Editorial | António Luz Pereira
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Ciclicamente as capas dos jornais são preenchidas com o número de novos médicos. Por instantes todos prestam atenção aos números. Sim, para muitos são apenas números. Para nós, são colegas que se decidiram pelo compromisso com os utentes nas mais diversas áreas. Por isso, queremos deixar a todos, mas especialmente aqueles que abraçaram este ano a melhor especialidade do Mundo uma mensagem: “Sejam Estrelas”.

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