Bastonário da OM considera Orçamento do Estado “insuficiente para as necessidades” da Saúde
DATA
15/10/2021 15:03:52
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Jornal Médico
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Bastonário da OM considera Orçamento do Estado “insuficiente para as necessidades” da Saúde

O bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Miguel Guimarães, constatou que o Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), no que diz respeito ao setor da Saúde, será “insuficiente para as necessidades”. Indica também que o montante disponibilizado para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é de “cerca de 11 mil milhões”, menos cerca de “mil milhões de euros do que a própria Convenção Nacional da Saúde calculou como valor adequado para se começar a fazer a recuperação no SNS e que é fundamental para os portugueses”.

 

Em declarações à Agência Lusa, Miguel Guimarães lamentou que “não exista uma palavra sobre aquilo que é a carreira médica. Este era o momento certo, como aconteceu em vários países europeus, para se valorizar aquilo que é o conhecimento e a competência dos médicos”, notou, reiterando: “se quero contratar mais médicos, não basta abrir concursos, é preciso criar condições para que os médicos ocupem as vagas”.

Acrescentou que o OE2022 segue “uma política para que os médicos façam cada vez mais horas extraordinárias”.  “O SNS tem de ser melhorado, tem de ser adaptado às novas exigências e tem de ter uma capacidade concorrencial – seja com o setor privado, seja com os outros países – que seja verdadeiramente eficaz, se não vamos sempre perdendo os nossos médicos”, avisou.

Contudo, frisou que não é visível “qualquer medida no sentido de valorizar o trabalho das pessoas, de valorizar a carreira, no fundo, de criar até incentivos específicos para resolver problemas nas áreas mais carenciadas”.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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